Roteiro 14 pela Itália: Roma, Veneza, Padova e Toscana

Itália é a terra das vozes altas, da boa gastronomia, dos vinhos maravilhosos, das lojas estilosas, e dos avós do Marco. E neste post divido com vocês de forma objetiva as cidades que passamos, os lugares que conhecemos e os restaurantes que fomos, conjunto que fez a Alice se apaixonar e querer voltar.

Nosso Planejamento

Comecei a planejar este roteiro com dez meses de antecedência, vendo o tempo que poderíamos ficar, quantas cidades conseguiríamos visitar sem ser algo muito corrido, além é claro de muita pesquisa de valor, pois não podemos esquecer do valor do euro.

Voo

Na época consegui uma promoção muito boa pela TAP para ida e volta por Roma, embora não fosse o ideal, a diferença de preço compensava retornar de carro da Toscana para Roma. Minha ideia inicial era começar em Veneza e finalizar em Roma, mas mesmo iniciando em Roma e finalizando em Florença havia uma diferença considerável na época, que era superior a uma passagem de ida e volta para um adulto.

Hotéis

Buscamos hotéis que preferencialmente tivessem quartos conjugados e obrigatoriamente com café da manhã, pois queríamos sair prontos para os lugares programados. Apenas o de Siena ganhou o item de adicional de ter garagem. Como tem acontecido em todas as nossas viagens internacionais, optamos pela plataforma do Hoteis.com, não, não temos parceria, cito por realmente usar e gostar.

Deslocamento

A maior parte seria realizada de trem, mas para o interior da Toscana não havia outra solução, era hora de perder o medo e dirigir pela primeira vez na Europa, neste caso, pela Itália.

Com isso comprei com antecedência as passagens de trem para os lugares que já tínhamos estadia confirmada e fiz a locação do veículo, assim como os ingressos dos lugares mais populares. Assim, quando chegamos na Itália, tínhamos tudo comprado e organizado.

Com isso também consegui diluir os gastos, não tornando os valores tão pesados assim.

Seguro Viagem

Eu, o Marco e a Alice usamos o seguro do cartão utilizado para compra das passagens aéreas, para a mãe eu contratei um ainda no Brasil. Não precisamos acionar nenhum dos dois durante a viagem. Como a nossa viagem foi realizada antes da pandemia, não sei dizer como está a questão do seguro dos cartões em relação a cobertura da Covid-19, então vale se informar caso esta seja a sua opção.

Com isso em mente montei o nosso roteiro, e abaixo segue de forma resumida e objetiva o que efetivamente fizemos dia-a-dia, para mais detalhes clique nos links, pois eu escrevi vários posts detalhando por cidade e por ponto turístico. Excluindo os dias de chegada e saída, temos 14 integrais de atividades e deslocamentos por dentro da Itália. Mas abaixo relato também o tempo gasto com chegada e partida para você não esquecer de contabiliza-los na hora de programar a sua viagem.

Roteiro de Viagem Dia-a-Dia

Dia 0 – Saída

Com atraso na saída do voo, saímos a noite em um voo direto de Porto Alegre para Lisboa.

Dia 1 – Conexão em Lisboa e Chegada em Roma

Chegamos de manhã no aeroporto de Lisboa, que estava uma verdadeira confusão com vários voos da TAP atrasados. Quem tinha conexão curta foi passado na frente, como não era o nosso caso, encaramos uma longa fila na imigração, quando chegamos no guichê foi tudo super rápido, só precisamos apresentar os passaportes e dizer de onde estávamos vindo e para onde iriamos.

Após um lanche no aeroporto aguardamos o nosso voo para Roma, que também atrasou, chegando à noite na cidade ao qual ficaríamos três dias. Com isso optamos em pegar um táxi para chegar no hotel.

Nós optamos pelo hotel Gea di Vulcano, que ficava relativamente próximo à Estação Termini, e onde iriamos pegar o trem para Veneza. Além de fazer o check-in, só tivemos tempo de sair e jantar uma pizza depois de um dia bem cansativo de viagem.

Se você chegou aqui com o foco somente em Roma, sugiro a leitura do post Roteiro de 3 dias em Roma, onde detalhamos mais o roteiro e incluo o que eu mudaria e lugares pelos quais passamos, mas não entramos.

Dia 2 – Roma

Dia de se acostumar com o fuso e conhecer os pontos turísticos que não exigiam ingresso antecipado. Com isso fizemos o seguinte itinerário:

1) Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri
2) Basílica de Santa Maria Maggiore
3) Pantheon
4) Almoço no Pantharei (recomendamos)
5) Piazza Navona
6) Templo de Adriano
7) Fontana di Trevi
8) Piazza di Spagna
9) Villa Borghese
10) Jantar Terminal Termini (recomendamos para quem procura algo rápido)

Dia 3 – Roma

Aqui tínhamos ingresso comprado para o Coliseu, optamos em ir de metrô até o local e retornamos a pé até o nosso hotel, o que nos permitiu passar por outros pontos turísticos.

1) Visita Completa ao Coliseu – ingresso com hora marcada comprado antecipadamente
2) Almoço Osteria Angelino (recomendamos)
3) Fórum Romano e Palatino – visita inclusa no ingresso da visita ao Coliseu
4) Bocca della Veritá
6) Teatro di Marcello
6) Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II
7) Coluna de Trajano
8) Jantar

Dia 4 – Roma

Outro dia com horário marcado, mas em um ponto mais distante do hotel.

1) Museus do Vaticano – Ingresso comprado com hora marcada antecipadamente
2) Almoço dentro da praça dos museus do Vaticano para seguir depois com a visita
3) Basílica de São Pedro
4) Jantar no Pub e Restaurante The Flann O’Brien (recomendamos)
5) Arrumar as malas para a próxima cidade

Dia 5 – de Roma para Veneza

Caminhada até a Estação Termini para o nosso primeiro deslocamento de trem, ao qual passamos a manhã nos deslocando até a cidade de Veneza, onde ficamos mais três dias.

Se o seu objetivo é apenas a cidade de Veneza, recomendo a leitura do post Roteiro de 3 dias em Veneza, onde dou bem mais detalhes dos nossos passeios.

Descemos na Estação Santa Lucia, atravessamos uma ponte e fizemos o nosso check-in no Hotel Antiche Figure, que nos permitiu já levar as malas para o quarto.

1) Almoço no Ristorante Pizzeria Mira Bar (recomendamos)
2) Basílica de Santa Maria della Salute
3) Palazzo Franchetti
4) Campo Santo Stefano
5) Praça de São Marcos
6) Livraria Acqua Alta
7) Jantar no Ristorante Pizzeria Roma (preço salgadinho, mas recomendamos)

Dia 6 – Veneza

Porque Veneza é uma cidade para conjugar o verbo flanar.

1) Ponte di Rialto e o Grande Canal
2) Basílica de São Marcos
3) Almoço
4) Palazzo Ducale – sua chance de passar por dentro da ponte dos suspiros
5) Campanile de San Marco
6) Jantar no Restaurante Pedrochi (recomendamos)

Dia 7 – Murano, Burano, Torcello

Dia de fazer bate-volta de Vaporetto.

1) Murano
2) Burano
3) Almoço Ristorante Riva Rosa em Burano (caro, mas recomendamos)
4) Torcello
5) Jantar

Dia 8 – Veneza, Padova, Florença

Por motivos pessoais, optamos em parar em Padova invés de ir diretamente para Veneza, deixando as malas na estação de trem da cidade.

Para isso saímos cedo para aproveitar bem o dia. Para saber mais detalhes recomendamos o post com o Roteiro de 1 dia em Pádua e de lambuja descobrir o motivo deste pit-stop.

1) Musei Civici degli Eremitani – compramos ingressos antecipados
2) Almoço Pago Pago Trattoria Pizzeria (recomendamos)
3) Basílica de Santo Antônio
4) Prato della Valle
5) Piazza dei Signori

No final da tarde fomos para Florença, onde desembarcamos na estação S.M. Novella e fomos direto para o Hotel Collodi onde largamos as malas e depois saímos para jantar.

Caso você tenha um interesse especial por Florença, recomendo a leitura do post Roteiro de 3 dias em Florença. Agora se o seu foco for a Toscana dê uma espiadinha no post Roteiro de 7 dias pela Toscana.

Dia 9 – Florença

Aqui era um dia com dois lugares previamente agendados devido à grande procura dos turistas.

1) Complexo Duomo – ingresso antecipado para acessar os 6 monumentos.
2) Almoço Ristorante la Grotta Guelfa (recomendamos)
3) Piazza della Signoria
4) Galleria degli Uffizi – ingresso antecipado para garantir a visita
5) Fontana del Porcellino do Mercado Novo
6) Piazza della Republica
7) Jantar na Trattoria San Lorenzo (recomendamos)

Dia 10 – Florença

Dia de começar cedo, pois tínhamos ingresso para conhecer uma das estátuas mais famosas do mundo.

1) Galleria della Accademia – ingresso antecipado, escolhemos os primeiros horários para circular com calma e funcionou
2) Almoço Mercado Central de Florença (você tem que ir)
3) Palazzo Vecchio
4) Museo Galileo – com criança é obrigatório
5) Pôr-do-sol na Piazzale Michelangelo
6) Jantar Bar Ristorante Pizzeria “Ginori” (para quem gosta de calzone gigante)

Dia 11 – Pisa e Lucca

Sim, ainda havia lugares para conhecer em Florença. Mas por causa do filme dos Detetives do Prédio Azul precisávamos fazer um dos bate-volta e o outro entrou pela curiosidade. Para quem quiser mais detalhes, fiz um post específico chamado bate-volta Pisa e Lucca.

1) Pisa – Piazza dei Miracoli ou Piazza Del Duomo
2) Lucca
3) Almoço em Lucca no restaurante San Colombano (recomendamos)
4) Jantar no mercado público de Florença pois vale o repeteco

Dia 12 – Florença, Chianti, Siena

Na estação Santa Maria Novella fomos até o balcão da locadora pegar o nosso carro. Por não ter o modelo escolhido inicialmente, acabamos indo diretamente a Siena deixar as malas no hotel, para depois ir visitar uma das cidades programadas no roteiro.

1) Check-in no Hotel Athena em Siena
2) Almoço no Nuvolari Bar em Castellina in Chianti (recomendamos)
3) Greve in Chianti
4) Jantar na Piazza del Campo em Siena

Dia 13 – Bate-volta San Gimignano e Volterra

Dia de passear pelas cidades medievais, motivo pelo qual havíamos alugado o carro. Mas acabamos ficando muito mais em San Gimignano.

1) San Gimignano – Torre Grossa, Palazzo Comunale, Pinacoteca, Camera del Podestá, Museu San Gimignano 1300, Complexo Museu de Santa Chiara, Porta delle Fonti, San Lorenzo in Ponte, melhor sorvete do mundo
2) Almoço no Antica Macelleria Trattoria em San Gimignano (recomendamos)
3) Volterra – Porta Etrusca, Piazza dei Priori, Palazzo Pretorie, Palazzo dei Priori, Anfiteatro Romano
4) Retorno e jantar em Siena

Dia 14 – Bate-Volta Montalcino e Pienza

Aqui foi o dia que o motorista da rodada mais sofreu, mas não fiquem triste por ele, pois se levou um exemplar para casa (e hoje ele se arrepende de ter limitado a um).

1) Montalcino – Visita a fortaleza para degustar famoso Brunello
2) Pienza – almoço lanche e caminhada por esta cidade pequena e muito linda.
3) Retorno e jantar em Siena

Dia 15 – Siena – Roma

Nosso último dia na cidade que mal visitamos, assim deixamos as malas e o carro no hotel e passamos o dia nela. Se quiser maiores detalhes, leia o post Roteiro de um dia em Siena.

1) Catedral de Santa Maria Assunta
2) Libreria Piccolomini
3) Museu dell’Opera
4) Panorama dal Facciatone
5) Almoço no Archivio del gusto (recomendamos)
6) Cripta
7) Battistero di San Giovanni
8) Complexo Museale Santa Maria Della Scala
9) Piazza del Campo
10) Saída para Roma
11) Entrega do Carro e Jantar no aeroporto de Roma

Dia 16 – Roma, Lisboa, Porto Alegre

Chegamos no final da noite no aeroporto de Roma para entregar o carro, e como o check-in para o voo deveria começar às 04hs da manhã, tivemos a ideia maluca de passar no aeroporto. Quando chegamos lá, metade do voo havia tido a mesma ideia e estavam todos amontoados nas cadeiras próximas ao balcão, que se encontrava vazio.

Então a minha opinião pessoal: é o tipo de economia que não vale a pena. É melhor pegar um hotel próximo ao aeroporto e dormir três horas com conforto.

No nosso retorno a Lisboa o aeroporto estava normalizado, tivemos um pequeno atraso no voo de volta do Brasil, mas há noite estávamos em Porto Alegre.

Nossa opinião…

Viajar para a Itália vale muito a pena, Alice voltou encantada e já pensamos em um retorno para conhecer outras cidades que ficaram de fora. A vontade era poder passar meio ano percorrendo o país, mas como ainda não ganhamos na mega sena, fica nas descobertas conta-gotas.

A dobradinha trem + carro funcionou super bem, e acredito que dirigir pelas estradas italianas será bem mais fácil na próxima vez, pois ainda nos falta conhecer várias cidades e eu não realizei o desejo de ir para a região de Arezzo, local citado no maravilhoso filme Sob o Sol da Toscana – se ainda não viu, veja para se inspirar.

Todos os hotéis nos atenderam, alguns superando as expectativas, então sempre vale colocar na ponta do lápis e da pesquisa o que não pode faltar na hospedagem, isso tem nos ajudado muito.

Dúvidas, sugestões, impressões? Deixe nos comentários. Vamos ter um grande prazer em ler.

  • Viagem realizada em setembro/2019
  • Alice estava com 6 anos e 4 meses
  • Todos os custos foram pagos por nós

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Experiência: Percorrendo a Toscana de Carro

Quando viajamos para a Europa, eu sempre priorizei o uso do trem como meio de transporte na hora de montar o roteiro, justamente pela praticidade e facilidade nos deslocamentos. Mas no caso da Toscana, isso não era aplicável de uma forma satisfatória. E neste post conto como foi a nossa experiência prática de alugar pela primeira vez um carro e circular por esta bela região da Itália.

Continuar lendo “Experiência: Percorrendo a Toscana de Carro”

Roteiro 7 dias pela Toscana

Rodar pelas estradas da Região da Toscana na Itália é se sentir dentro de um cenário de filme, suas cidades e paisagens são simplesmente deslumbrantes, tornando a viagem inesquecível e a hora de ir embora deixa aquele gostinho de quero mais.

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Roteiro 3 dias em Florença

Florença ou Firenze é a capital da Toscana. Também é a cidade das obras de artes e da arquitetura renascentista. Lugar da bisteca fiorentina, das ruas sem carros e de um lindo Pôr do Sol. Neste post eu conto como foram as nossas quatro noites e três dias nesta cidade que pulsa cultura, além de informações de como chegar e hospedagem.

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Museo Galileo

Em uma tarde de verão tivemos o prazer de conhecer o maior museu de ciência e tecnologia da Itália. O museu que leva o nome do físico, matemático, astrônomo, filósofo e florentino Galileu Galilei – em italiano Galileo Galilei – exibe diferentes tipos de ferramenta e instrumentos científicos desde o período do Renascimento até o século XX.

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Gastronomia: Onde comer em Florença

Ficamos quatro noites em Florença e com isso tivemos a oportunidade de experimentar alguns restaurantes da cidade, incluindo a típica bisteca fiorentina. Neste post fizemos uma relação dos locais visitados e qual foi a nossa opinião sobre eles.

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Galleria della Accademia

Conhecida por abrigar uma das mais famosas esculturas já feitas, a Galleria della Accademia de Florença é a casa do David de Michelangelo e de muitas outras obras.

Um pouco da história da Galleria della Accademia

Também chamada de Museu de Michelangelo, sua fundação ocorreu no ano de 1794 com o objetivo de ser um local para os estudantes da Academia de Belas Artes. Com o tempo ela foi recebendo obras, como parte da coleção privada da família Médici e dos Lorenas, pinturas de conventos, até que em 1873 a estátua de David de Michelangelo Buonarroti foi transferida da Piazza della Signoria – hoje a praça possui uma cópia – para a Accademia, para fins de proteção e conservação.

Sua abertura para o público ocorreu em 1892, e com o tempo foi ganhando novas salas, como na década de 1950 quando foram abertas as salas Colosso e Bizantinas. Mais tarde vieram a gipsoteca de Lorenzo Bartolini e o departamento de instrumentos musicais.

Visitando a Galleria della Accademia

Comprei nossos ingressos antecipados para o horário de entrada entre as 09h30-09h45, chegamos uns dez minutos antes e entramos na fila para pessoas com horário marcado. Na hora agendada entramos, e após passar pela segurança iniciamos a nossa caminhada pelas salas.

Gesso preparatório da obra O Rapto das Sabinas

Sala do Colosso

A primeira coisa que vimos ao entrar foi o gesso preparatório da obra de Giambologna chamado o Rapto das Sabinas, que fica na Sala do Colosso, a original está na Piazza della Signoria. No local também há obras dos artistas fiorentinos dos séculos XV e XVI, como o melancólico quadro Santa Maria Maddalena de Filippino Lippi.

Santa Maria Maddalena

Outras obras que podem chamar a sua atenção é o Cenas de Vida Monástica, onde quatro santos são personagens de Paolo Uccello, Madonna col Bambino e São João batista de Botticelli, assim como o painel Deposição da Cruz de Filippino Lippi e Pietro Perugino.

Museu dos Instrumentos Musicais

Como a área em frente a Sala do Colosso estava muito aglomerada, nós fomos para o Museu dos Instrumentos Musicais, que reúne cerca de 40 instrumentos entre os séculos 17 e 19 que pertenciam as Famílias Medici e Lorena, incluindo o mais antigo piano vertical conhecido.

Instrumentos e área interativa que encantou a Alice

Esta foi a parte favorita da Alice, pois havia uma área interativa onde é possível mexer pequenas caixas de madeira e ver o som que elas emitem.

Galeria dos Prisioneiros

Retornando ao fluxo da obra principal, passamos pelo projeto que Michelangelo chamou de tragédia de sua vida, onde houve seis versões para os escravos que ficariam no túmulo do Papa Júlio II. Ao final também encontramos uma das quatro Pietà que o artista realizou durante a sua vida, esta é conhecida como Pietà di Palestrina.

Pietà di Palestrina

O David

Uma escultura de mármore branco com 5,17 metros de altura, com detalhes impressionantes do corpo humano, representa a figura de David, da história de David e Golias.

O impressionante David de Michelangelo

Michelangelo não esquece nada, das marcas dos ossos, das veias saltadas nos pés e nas mãos, indo das unhas sem esquecer a barriga tanquinho, a sensação que se tem é que a qualquer momento ele irá se movimentar e sair andando.

A escultura do corpo humano em seus mínimos detalhes

O momento que antecede a luta também está ali, representado pela tensão na musculatura, a mão direita segurando a pedra que atingiria Golias e a esquerda mantendo a funda em seu ombro. Suas feições, da testa franzida aos olhos expressivos trazem um misto de sentimentos em relação ao que ele irá enfrentar.

Enfim, só vendo ela de perto para entender todo o fascínio que o David de Michelangelo provoca.

Braços da Tribuna

Espaço com artes sacras de contemporâneos de Michelangelo, como a Deposição da Cruz de Agnolo Bronzino e a Anunciação de Alessandro Allori. Confesso que elas não atraem muito a minha atenção, então acabei passando mais rapidamente sem tirar fotos enquanto seguia a Alice para outro espaço.

Gipsoteca

A sala onde estão os gessos preparatórios de alunos e professores da escola de arte ficou conhecida aqui em casa pela sala dos pelados. São diversas obras de crianças e adultos, que podem ser só o busto ou de corpo inteiro, havendo várias de crianças desnudas.

Além dos gessos há também quadros que dão um colorido a sala praticamente branca.

Salas de 1200 e 1300

A arte Gótica Bizantina com suas figuras religiosas marca presença nestas salas, como a Árvore da Vida de Pacino di Buonaguida. Para quem gosta, e caso esteja aberto, pode ver mais destas obras no segundo andar.

Vale a visita?

Claro que vale, além de ter uma das obras conhecidas mundialmente, deve ser no mínimo um dos seus lugares a ir em uma primeira vez em Florença.

O museu é pequeno, podendo ser feito em uma hora, uma hora e meia. Se você viaja com criança, e ela não curte muito este tipo de passeio, este é tão fácil de percorrer que dificilmente haverá tempo de bater o tédio, principalmente se ela se interessar pela parte interativa. Claro, se você é super fã de obras de arte, este tempo com certeza será maior, mas nada que ocupe mais de um turno.

Nós gostamos bastante de realizar a visita pela manhã, sim haviam muitas pessoas, mas com o desvio que fizemos para a sala dos instrumentos, tivemos um pouco mais de tranquilidade, já que os corredores de pontos turísticos que entraram no mesmo horário já haviam passado pelo David.

Comprando o ingresso para Galleria della Accademia

A Accademia é o segundo museu mais visitado de Florença, então se você vai viajar em um período com maior movimentação, como foi o nosso caso, a melhor solução é comprar o seu ingresso pela internet, que possibilita escolher o horário e já sair com o roteiro planejado. Além disso existe limitação de visitantes, e com o ingresso reservado não há risco de ficar sem conhecer.

Nós compramos um mês antes no site oficial, mesmo local que adquirimos os ingressos da Galleria degli Uffizi, na época o valor foi de 12 euros por adultos e gratuito para a Alice. Todos pagaram a taxa de 4,00 euros do site.

Recebi um e-mail com a comprovação de compra dos ingressos, e como visitamos primeiro a Uffizi, recebemos todos ingressos impressos na sua bilheteria.

É possível comprar ingresso no local, sem a taxa do site, mas você corre o risco de perder um bom tempo em uma fila. Então caso esta seja a sua opção, fica a sugestão para pesquisar o movimento no período desejado.

O site oficial em que realizamos a compra foi o b-ticket administrado pela Firenze Musei.

Maiores informações

Endereço: Via Ricasoli, 58-60.

Horário
De terça a domingo: das 8:15 às 18:50 horas.
Fechado às segundas, 25 de dezembro, 1º de janeiro e 1º de maio.
Devido a COVID-19 estas informações sobre dia e horário de visitação podem mudar, recomendo sempre uma consulta antes para verificar o horário mais atual.

Transporte
Ônibus: linhas 1 e 17.

Lugares próximos que você pode combinar no roteiro por Florença: Complexo del Duomo.

* Viagem realizada em Setembro/2019
* Alice estava com 6 anos e 4 meses
* Todos os custos foram pagos por nós

Planeje sua viagem em parceria com o blog clicando nos links em azul, você não paga nada a mais por isso e nos ajuda a melhorá-lo cada vez mais:

  • Seguro Viagem com a Seguros Promo. As melhores empresas do mercado, cobertura em todos os continentes, para todas as idades e com os melhores preços. Digite o cupom 3GERACOESE1MALA5 ao realizar sua compra através dos links aqui do blog e ganhe 5% de desconto.
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Duomo – A belíssima catedral de Florença

Para quem visita Florença é impossível não se impressionar com a imensa catedral branca, sua bela cúpula e o altíssimo campanário que lhe faz companhia. Neste post contamos a nossa visita a este local impressionante. Continuar lendo “Duomo – A belíssima catedral de Florença”

Hospedagem em Florença: Hotel Collodi

Em nossa segunda ida a Florença, uma certeza eu tinha em relação a hospedagem: deveria ser próxima aos principais pontos turísticos da cidade. Neste post eu compartilho com vocês os critérios utilizados para a nossa seleção e claro, a nossa avaliação do Hotel Collodi. Continuar lendo “Hospedagem em Florença: Hotel Collodi”

Galleria degli Uffizi

Um dos pontos obrigatórios para quem visita Florença pela primeira vez, a Galleria degli Uffizi possui o principal acervo de pinturas renascentistas, tornando-a um dos museus mais famosos e importantes do mundo. Continuar lendo “Galleria degli Uffizi”