Roteiro 3 dias em Florença

Florença ou Firenze é a capital da Toscana. Também é a cidade das obras de artes e da arquitetura renascentista. Lugar da bisteca fiorentina, das ruas sem carros e de um lindo Pôr do Sol. Neste post eu conto como foram as nossas quatro noites e três dias nesta cidade que pulsa cultura, além de informações de como chegar e hospedagem.

Nosso Roteiro por Florença

Nós ficamos 4 noites e 3 dias na cidade de Florença, sendo que o terceiro dia foi dedicado a um bate-volta. Fomos no mês de setembro, final do verão, o que garantia ruas movimentadas, pessoas sentadas ao ar livre ou simplesmente caminhando com um sorvete na mão.

O foco deve post é ser objetivo, dando uma ideia de distribuição de lugares a serem visitados por dia, havendo post completos sobre as atrações, conforme vamos indicar ao longo do texto para quem procura maiores detalhes.

Florença é uma cidade cheia de opções

Dia 0

Era noite quando nos encaminhamos para o hotel. O dia em Padova havia sido cansativo, então os nossos objetivos eram jantar e descansar.

Jantamos no Ristorante Il Cantastorie
O restaurante é bem próximo ao hotel. A comida era boa, mas nada inesquecível.

Para quem gosta de saber os detalhes das refeições, fizemos um post sobre a Gastronomia de Firenze, com os lugares e pratos que experimentamos, incluindo os preços pagos na época.

1 Dia

Começamos o dia cedo, com uma temperatura amena prometendo calor. Tínhamos ingressos para duas atrações e fomos direto para a primeira após o café da manhã.

Primeira parada: Complexo Duomo

Localizado na Piazza del Duomo é composto por 6 monumentos: a Catedral, a Cúpula, o Campanário, o Batistério, o Museu e a Cripta onde fica a Santa Reparata. Nós compramos os ingressos ainda no Brasil, já que a subida da cúpula tem hora marcada.

Fachada da Catedral de Florença

Nós começamos a visita pelo Batistério di San Giovanni, cujas portas douradas atraem os olhares dos turistas. Sua origem é incerta, e a visita para observar os seus detalhes foi muito tranquila.

Depois nos separamos, eu e o Marco fomos para a subida da cúpula próximo a hora marcada. Semelhante a um jogo de videogame, onde os degraus vão mudando o nível de dificuldade, todo o esforço vale a pena pela vista que se tem de Florença e pela proximidade dos afrescos da cúpula.

Ao subir até a cúpula se tem uma visão próxima dos afrescos

A seguir nos encontramos com a mãe a Alice na Catedral Santa Maria del Fiore, mais conhecida como Duomo de Florença, construção que levou 140 anos para ser finalizada. Dentro da igreja, descemos e fomos conhecer a Cripta di Santa Reparata, onde ficam os resquícios da antiga Catedral de Santa Reparata.

Eu e a mãe finalizamos a visita ao complexo subindo o Campanile de Giotto. Aqui as escadas são mais fáceis e também há uma bela vista. Entre as duas subidas, esta é a que eu indico com crianças, por ser mais tranquila.

Os restos da primeira igreja que ocupou o local

A visita ao complexo vale muito a pena, se quiser mais detalhes sobre os lugares, nós fizemos um post completo com os detalhes da visita: Duomo – A belíssima catedral de Florença.

Almoço Ristorante la Grotta Guelfa
Atendimento rápido e boa comida próximo aos pontos turísticos. Foi o lugar que comemos a melhor bisteca durante a nossa estada pela Toscana.

Piazza della Signoria

Um museu a céu aberto, é o primeiro pensamento que me ocorre ao tentar definir a Piazza della Signoria, a praça mais importante de Florença e símbolo do poder civil na cidade.

A praça é um museu a céu aberto

Localizada entre a Piazza del Duomo e o Rio Arno, ela já foi uma área com termas durante o Império Romano, local de venda de artesãos até ser pavimentada no final do século XIV e manter de vez o formato atual.

Hoje os turistas lotam o local para visitar o Palazzo Vecchio ou simplesmente admirar o museu a céu aberto, onde diversas esculturas como a cópia de David de Michelangelo, Adão e Eva, Rapto das Sabinas, Perseu com a cabeça da Medusa, entre outras, estão à disposição gratuitamente para quem passa por ali.

Palazzo Vecchio é uma das atrações da praça

Durante as noites de verão ela vira palco de artistas locais, que somados aos bares e restaurantes que estão à sua volta, tornam-se um ponto de encontro para quem quiser relaxar após um dia caminhando pela cidade.

Galleria degli Uffizi

Para esta visita também saímos com os ingressos comprados com hora marcada do Brasil. A Galleria degli Uffizi possui o principal acervo de pinturas renascentistas, tornando-a um dos museus mais famosos e importantes do mundo, sendo uma visita obrigatória em sua visita a Florença.

O lado externo é composto por várias estátuas de personalidades

Digo obrigatória pois mesmo que você não seja um grande fã de artes, o grande edifício faz parte da história da cidade, já que o mesmo foi construído a pedido do duque Cosmo I de Médici.

Visitar a Galleria degli Uffizi é muito interessante, pois suas mais de 60 salas são organizadas cronologicamente e por artista, propiciando a sensação de estar acompanhando a história da arte. Ao percorrer o museu por completo, o visitante verá desde a arte bizantina até os quadros barrocos de Caravaggio.

Uma sequencia de salas organizadas cronologicamente

Contamos todos os detalhes da visita com mais fotos no post Galleria degli Uffizi.

Fontana del Porcellino do Mercado Novo

No mercado de Florença, onde muitos produtos de couro são vendidos, a um javali de bronze, pela sua boca escorre água e o seu focinho é extremamente brilhante depois de muitas mãos passarem por ali. Chamado de Porcellino ou porquinho em português, a versão em bronze de 1988, é uma réplica da construída por Pietro Tacca em 1633, que já era uma cópia da versão de mármore encontrada na Galleria degli Uffizi, que por sua vez é uma cópia de uma versão do século III a.C. que não existe mais.

A movimentação do mercado novo

Mas por que as pessoas passam as mãos no javali? Diz a lenda que para voltar a cidade é necessário esfregar o seu nariz, como todo mundo quer voltar, não para de ter gente no local. Além disso, conforme a superstição, você pode fazer um desejo ao colocar uma moeda na boca do Porcellino, se ao soltar ela cair na grelha que recolhe a água, o seu pedido é realizado.

Não colocamos a moeda, mas vimos uma cigana próxima ao Porcellino, que esperava os turistas darem um descanso ao focinho para ir lá e recolher as moedas jogadas.

Garantindo o retorno a Florença

Mas passamos a mão no focinho também, já que funcionou em 2012, quem sabe funciona em 2019 também, e daqui a seis anos a gente retorna? Minha lista de lugares a visitar e vinhos a comprar na Toscana só aumenta.

Piazza della Republica

Ela chama a atenção pelo seu carrossel, que a noite fica iluminado, dando um charme a mais nesta praça que no Império Romano sediava o fórum e o mercado medieval.

Na Piazza também fica o Arco da Abundância, também da época do Império, foi construído por Giovanni Battista Foggini para separar duas ruas principais da cidade.

Já no século XVI ela se tornou moradia dos judeus de Florença, devido a uma ordem de Cosito I de Medice, o local acabou se tornando um reduto judeu.

Hoje é um local onde artistas se apresentam ao ar livre em troca de remuneração espontânea, cercados de cafés e restaurantes.

Jantar na Trattoria San Lorenzo
Restaurante próximo ao hotel, lugar bem bonitinho e comida saborosa.

2 Dia

No segundo dia só tínhamos ingresso para o turno da manhã, sendo o restante meio organizado meio livre para ver o que íamos encontrar.

Galleria della Accademia

A Accademia é o segundo museu mais visitado de Florença, então se você vai viajar em um período com maior movimentação, como foi o nosso caso, a melhor solução é comprar o seu ingresso pela internet, que possibilita escolher o horário e já sair com o roteiro planejado. Além disso existe limitação de visitantes, e com o ingresso reservado não há risco de ficar sem conhecer.

O impressionante David de Michelangelo

Conhecida principalmente por armazenar o original do David de Michelangelo, é um museu relativamente rápido e ao mesmo tempo interessante de percorrer. Se você viaja com criança, e ela não curte muito este tipo de passeio, este é tão fácil de percorrer que dificilmente haverá tempo de bater o tédio, principalmente se ela se interessar pela parte interativa do museu de música. Claro, se você é super fã de obras de arte, este tempo com certeza será maior, mas nada que ocupe mais de um turno.

Contamos todos os detalhes da visita com mais fotos no post Galleria della Accademia.

Almoço Mercado Central de Florença
Quer comer bem e barato? Gosta de diferentes opções gastronômicas? Este é o lugar.

Depois que saímos do museu, acabamos fazendo algumas comprinhas, depois de largar o peso extra no hotel, fomos para o Mercado Central de Florença conhecer a sua praça de alimentação, que é simplesmente uma opção maravilhosa para quem curte uma boa gastronomia.

Palazzo Vecchio

Seguimos caminhando em direção ao Rio Arno, e aproveitamos para entrar na área térrea do Palazzo Vecchio, que é gratuita. Deixamos para fazer o passeio completo em uma próxima ida, pois como apaixonados pela Itália, com certeza queremos voltar.

Museo Galileo

O museu que leva o nome do físico, matemático, astrônomo, filósofo e florentino Galileu Galilei – em italiano Galileo Galilei – exibe diferentes tipos de ferramenta e instrumentos científicos desde o período do Renascimento até o século XX.

Ao longo do tempo o Museu Galileu recebeu inúmeras doações totalizando as mais de 1300 peças expostas em suas 18 salas. Estes itens pertenciam a coleções das famílias Medici e Lorena.

O Museu Galileu é bem interativo

O museu é incrível, e recomendo muito a visita, principalmente se estiver acompanhado de crianças e adolescentes. O tempo depende muito do interesse de cada um, mas recomendo no mínimo uma hora se forem só adultos e duas se estiverem com crianças. Nós ficamos um bom período da tarde circulando pelo lugar.

Para saber mais sobre a nossa visita neste museu que é muito legal, acesse o nosso post Museo Galileo, onde explico sala a sala.

A grande esfera que impressiona

Rumo ao pôr-do-sol

Após a visita ao museu, seguimos caminhando pelas ruas de Florença, onde encontramos grandes esculturas pelas ruas, outros museus, a casa do escritor Dante – que não entrei por estar próximo ao horário de fechamento e atravessamos o Rio Arno para ver o pôr-do-sol na Piazzale Michelangelo.

Fachada do Museu de Dante

Localizada em uma parte alta da cidade de Florença, exige um pouco de fôlego para realizar a subida, mas vale a pena, pois se tem uma visão externa da cidade. O pessoal que chega cedo fica acomodado em uma grande escadaria, sendo comum levarem lanches e bebidas, enquanto um ou mais músicos independentes se apresentam, aguardando a recompensa dos turistas.

O sol se despedindo de Florença

Sem muito conforto, mas com um clima super descontraído, é possível ver o céu mudar de cor lentamente enquanto observa a mistura de idiomas que estão à sua volta.

A praça, que foi projetada por Giuseppe Poggi em 1860, não tem muito mais atrativos, se você curte detalhes observe os postes, há também uma réplica do David. Mas sendo sincera, a vista do local em si faz valer e muito a visitação, e no final ainda tivemos o prazer de caminhar ao lado do Rio Arno com Florença iluminada.

Luzes artificiais refletidas na água do Rio Arno

Para quem não quer encarar a subida, é possível pegar um ônibus na Estação de Santa Maria Novella, podendo ser a linha 12 ou 13, não esqueça de validar o seu bilhete. Não há cobradores nos ônibus, mas não se arrisque a andar de graça, se o fiscal te pegar a multa é de 50 euros por pessoa.

Jantar Bar Ristorante Pizzeria “Ginori”
Ambiente rústico, sousplat de papel com o mapa do vinho na Itália e um calzone gigante.

3 Dia

Desde que viu a Torre de Pisa no filme dos Detetives do Prédio Azul, Alice adquiriu uma curiosidade em vê-la pessoalmente. Assim o nosso terceiro dia foi de bate-volta as cidades de Pisa e Lucca.

A clássica foto segurando a Torre de Pisa

É muito fácil visitar as duas cidades utilizando o trem, pois ambas estão relativamente próximas. Nós optamos em visitar Pisa pela manhã e o almoço e restante da tarde em Lucca, onde caminhamos pela cidade medieval. Contamos todos os detalhes no post Bate-volta para conhecer Pisa e Lucca.

Detalhes de uma cidade medieval

Jantar no Mercado Público de Veneza
Pois tudo que é bom vale repeteco.

Como chegar a Florença?

Nós chegamos de trem, viemos de Veneza, e após uma parada em Padova, chegamos a estação ferroviária de Santa Maria Novella pouco depois das 20hs, pois o nosso hotel realizava check-in até às 22 horas.

Para saber mais sobre a nossa experiência utilizando trem para trocar de cidade na Itália, leia o nosso post Deslocamento de Trem pela Itália.

Outras opções de transporte para chegar a Florença são:

Aeroporto:
Se você quiser iniciar o seu roteiro por Florença, é possível comprar uma passagem para desembarcar no Aeroporto di Firenze Amerigo Vespucci (FLR).

Ele fica à 6km do centro de Florença, sendo possível pegar um ônibus, taxi, transfer ou alugar um carro para percorrer a distância.

Dica sincera: se você vai ficar mais de um dia em Florença, não creio que valha a pena alugar um carro logo de cara. O centro de Florença é Zona de Trânsito Limitado, sendo que somente carros autorizados podem entrar sem ganhar uma multa de presente. Além disso, é possível realizar alguns bate-voltas de trem e de ônibus em cidades que exigem o mesmo cuidado. Então a minha sugestão é deixar o carro para o último dia quando partir para a Toscana.

Ônibus

É possível partir de outras cidades de ônibus e chegar a Florença por este meio de transporte, mas dependendo da cidade, não é o mais rápido. Um exemplo é Roma-Florença, a viagem leva cerca de 04 horas, o que significa um turno. Se você vai mochilar por um longo tempo, é uma alternativa de economica, mas se os dias são contados, o trem de alta velocidade é uma alternativa melhor.

Carro

Se você alugou o carro em outra cidade e pretende utiliza-lo toda viagem, não se esqueça de verificar com o hotel a questão do estacionamento e acesso do veículo, para não correr o risco de receber multas de lembrança quando estiver no Brasil.

Onde se hospedar em Florença?

Nós optamos em ficar próximos aos principais pontos turísticos da cidade, pois queríamos fazer tudo a pé. E ele também não deveria ficar longe da estação de trem S.M. Novella, que foi por onde chegamos na cidade.

O hotel que atendeu os nossos critérios foi o Hotel Collodi, que além de ser próximo da estação e atrações, possuía restaurantes, lojas e supermercados bem pertinho.

Vale a pena visitar Florença?

Se você me perguntasse em 2012 eu ia te dizer que não, pois passamos um dia na cidade e a experiência não foi muito legal, mas depois do ano passado eu digo SIM com toda a animação. Ao ir por conta com o nosso roteiro planejado, aproveitamos e nos apaixonamos pela cidade, e saímos achando o nosso tempo curtinho demais nela.

Ficaram vários outros lugares para visitar em um próximo retorno, pois sim, queremos voltar e desvendar essa cidade ainda mais.

  • Viagem realizada em Setembro/2019
  • Alice estava com 6 anos e 4 meses
  • Todos os custos da viagem foram pagos por nós
  • Todas as fotos deste post são nossas, tiradas durante a viagem

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