Gastronomia: Onde comer em Siena

Siena foi a nossa base para descobrir um pouco do interior da Toscana. Ficamos hospedados três noites na cidade e com isso tivemos a oportunidade de experimentar alguns restaurantes. Neste post fizemos uma relação dos locais visitados e qual foi a nossa opinião sobre eles.

Embora você irá perceber quando chegar lá, não custa lembrar que na Itália não existe o pecado da gula, são tantas escadas para subir que calorias se tornam um detalhe. Cada região tem o seu prato típico, isto é, aqueles cozinhados com ingredientes locais. E não esqueça da taça de vinho para harmonizar e lembrar de como a vida é bela.

Alguns dos pratos típicos da região da Toscana são:

Papa al pomodoro: sopa de pão, tomate, cebola, manjericão, azeite e outros temperos.

Queijo Pecorino: Feito com leite de ovelha, muito vendido nos mercados.

Ribollita: sopa de pão amanhecido, feijão e vegetais que sobram de outras refeições, um reaproveitamento gourmet ao toque italiano com azeite de oliva.

Panzanella: perfeito para o verão, é uma salada feita com pão, tomate, manjericão, vinagre e azeite, dependendo do restaurante, pode ter acréscimos de pimentão, cebola ou outro ingrediente.

Pappardelle al Cinghiale: massa com carne de javali, é um prato que exige em torno de 24 horas de preparação.

Bistecca alla Fiorentina: é um grande pedaço de carne bovina, que pode variar de 800g pra cima, com osso, tradicionalmente mal passada, mas em alguns restaurantes eles pergunto o ponto. É para quem gosta de comer carne.

Panforte di Siena: este doce é um primo do panetone, sendo também uma tradição de Natal. A receita que vem desde a Idade Média possui frutas cristalizadas, e pode – ou não – ter chocolate.

Sequência de Pratos

Em uma refeição típica italiana o almoço/jantar pode seguir a seguinte sequência:

Antipasti: pode ser pão, presunto, queijo, entre outros.
Primi: as opções são pratos com massas, risoto ou sopa.
Secondi: a base do secundo prato é proteína, sendo algum tipo de carne ou ovos acompanhados com verduras e/ou legumes.
Insalatone: é a salada, eles costumam comer no final e não no início da refeição
Dessert: a sobremesa para adoçar a vida

E sempre vem um pão acompanhando a comida.

Mas você não é obrigado a solicitar todos os pratos, os garçons já estão acostumados com os turistas, então você pode optar pela quantidade que a sua fome pedir.

Aprovamos e recomendamos

Osteria Nonna Gina di Lella e Dado

Nas duas primeiras noites passamos por esta Osteria e o cheiro que vinha dela era maravilhoso. Na terceira noite resolvemos que era ali que íamos jantar, e foi a melhor escolha de todas.

O atendimento é bem objetivo, não tem muita frescura. O cardápio é escrito a mão e a comida é maravilhosa. Alice foi de spagueti, a mãe de fusilli tierra de siena e eu de gnocchi alla Lella, o Marco foi em um prato que tinha carne e salada misturada.

O charme do menu escrito a mão

Para adoçar a vida ainda experimentei o Bacio di Lella, um doce gelado e muito gostoso, que vem embrulhado em papel alumínio.

De acompanhamento vinho da casa, ao final, junto com a conta, vinha aperitivos para beber, sendo feitos por eles mesmo.

Pratos aprovadíssimos

Total da conta para quatro pessoas: 49 euros.

Sim, o local é bom, bonito e barato, e não pode faltar na sua lista de onde comer quando estiver em Siena.

Endereço: Pian dei Mantellini, 2

Ristorante al Mangia

Nossa primeira janta em Siena foi no estilo bem turista, onde fica a Praça Central da cidade – a Piazza del Campo. Em uma mesa na rua, tivemos um bom atendimento e o que foi servido está bem gostoso.

O que pedimos:
Entrada: Bruschetta Caprese e batata-frita, além do tradicional pão.
Segundo prato: Scottona (novilho) e vitella tonnada

Para beber um bom chianti e água.
Total para os quatro: 81,00 euros

Endereço: Il Campo, 43, 53100

Archivio del gusto

Em nosso único almoço na cidade, enquanto caminhávamos aleatoriamente nos deparamos com este restaurante. O atendimento foi muito gentil, como haviam várias pessoas fumando na rua, fomos colocados em uma mesa interna, onde havia ar condicionado.

A comida foi muito gostosa, e os pratos bem bonitos, daqueles que já fazem o estômago se prepararem pelos olhos. Nossos pedidos:

Entrada: Caprese con mozzarella di bufala campana
Pratos principais: Alice foi de Pici freschi al ragù di cinta senesee batatas, eu e a mãe de Spaghetti allo scoglio sfumati con Vernaccia di San Gimignano con cozze, vongole e scampi e o Marco de Salmone Mandorle Pistacch.

As bebidas foram água, refrigerante e duas taças de vernaccia bem geladas.

Total da brincadeira: 101 euros para quatro pessoas, mas por ser a última refeição na Toscana, pode.

Endereço: Via di Monna Agnese, 8

Poderia ser melhor

Antica Tratorria Papei

Localizada próximo a Piazza del Campo, em uma área mais baixa, escolhi o local por ter lido ótimas referências, mas como diz o chef Jacquin, faltou tômpero.

O local estava bem cheio quando chegamos e aguardamos um tempo em pé até haver uma mesa disponível. Como todos estavam com fome, eu e o Marco pedimos bisteca fiorentina e batata assada, e a mãe e a Alice foram de tortellini com carne moída.

Além disso experimentei a sobremesa ao qual li vários elogios: a torta della nonna. E se eu já havia achado a comida mais ou menos, para uma formiga profissional como eu, aqui foi o que determinou a vontade de não mais retornar. Foi a sobremesa mais sem gosto que já provei na minha vida. E o pior, a moça que nos atendeu, que era tri simpática, resolveu me dar uma fatia bem generosa.

Para não dizer que não gostamos de nada, o vinho da casa era um chianti bem gostoso.

Total da conta para os quatro: 98 euros.

Endereço: Piazza Mercato, 6

Não esqueça

Você está na Itália, e se for verão, entre uma caminhada e outra, não deixe de se refrescar com um gostoso sorvete. O único efeito colateral, é que ao voltar ao Brasil, os que vendem no mercado perdem a graça.

* Viagem realizada em setembro/2019
* Alice estava com 6 anos e 4 meses
* Todas as refeições citadas foram pagas por nós

Seu apetite não foi saciado? Está buscando mais dicas gastronômicas? Você está com sorte, este post faz parte de uma blogagem coletiva sobre #ondecomerem diferentes lugares, tanto no Brasil, quando fora como o nosso. Leia e fique com fome.

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Roteiro 3 dias em Florença

Florença ou Firenze é a capital da Toscana. Também é a cidade das obras de artes e da arquitetura renascentista. Lugar da bisteca fiorentina, das ruas sem carros e de um lindo Pôr do Sol. Neste post eu conto como foram as nossas quatro noites e três dias nesta cidade que pulsa cultura, além de informações de como chegar e hospedagem.

Continuar lendo “Roteiro 3 dias em Florença”

Museo Galileo

Em uma tarde de verão tivemos o prazer de conhecer o maior museu de ciência e tecnologia da Itália. O museu que leva o nome do físico, matemático, astrônomo, filósofo e florentino Galileu Galilei – em italiano Galileo Galilei – exibe diferentes tipos de ferramenta e instrumentos científicos desde o período do Renascimento até o século XX.

O Museu Galileu é interativo, atraindo a atenção das crianças

Um pouco de história

Após a morte de Galileu foi fundada no ano de 1657, em sua homenagem, a primeira instituição científica do mundo: a Academia da Experimentação, onde eram incentivados não só as descobertas científicas, mas também a sua aplicação em diferentes áreas de conhecimento.

Em 1930 – quase trezentos anos depois – o Palácio Castellani, um prédio austero que já foi uma fortaleza que protegia o porto fluvial no Rio Arno e fazia parte da antiga cerca das muralhas de Florença, teve fundado em seu espaço pela Universidade de Florença o Museu da História da Ciência.

Em 2010, após repassar por um período de restauração não só estrutural, mas também dos objetos expostos, recebeu o nome de Museu Galileu Galilei.

Clique e descubra a posição no sistema solar

O Museu

Ao longo do tempo o Museu Galileu recebeu inúmeras doações totalizando as mais de 1300 peças expostas em suas 18 salas. Estes itens pertenciam a coleções das famílias Medici e Lorena.

Sala I – Coleção Medici

Na coleção que pertencia a Cosimo e foi repassado para seus sucessores, o visitante irá encontrar peças como o Astrolábio, um antigo instrumento portátil para determinar a altura do Sol e das estrelas, usado tanto para astronomia quanto navegação. Ou como o Cifrario com as letras do alfabeto, tinha como utilidade a codificação de mensagens criptografadas.

Sala II – Astronomia e o tempo

Através de itens como o relógio solar, o visitante tem um panorama do tempo e da astronomia. Os diferentes exemplares de anéis astronômicos ou astrolábios piano podem chamar a sua atenção.

A visão de como era o planeta

Sala III e VI – Representação do mundo

A grande bola dourada logo atraí o olhar dos visitantes, bem ao centro da sala a grande esfera armilar representa o universo tendo o planeta Terra como o centro de tudo. A sua volta vários globos de diferentes tamanhos, um mais bonito que o outro. Um dos destaques das duas salas são os quatro globos do cosmógrafo veneziano Vincenzo Maria Coronelli e demostram como o homem acreditava que a Terra era naquele período.

A grande esfera impressiona seus visitantes

Sala V – A ciência das marés

Quem recebe os visitantes nesta sala é um busto de Américo Vespúcio. O desejo dos Medici de também conquistar um espaço nos males consolidou a ciência náutica, e aqui são expostos alguns dos importantes instrumentos de sua coleção, como cartas náuticas, ampulheta, transferidor, entre outros.

O navegador Américo Vespúcio

Sala VI – A ciência da guerra

Aqui estão os instrumentos que serviram de base para os militares e suas guerras, a influência da arma de fogo que transformou os campos de batalhas em estudo geométrico. Assim como alterar a arquitetura das próprias fortalezas. Itens como arquímetro e bússola nos contam como a matemática influência nas lutas.

Sala VII – O novo mundo de Galileo

No coração do museu está a sala dedicada ao cientista pisano. O busto de Galileu Galilei é cercado por várias de suas invenções, incluindo o valioso telescópio utilizado em 1609 para descobrir os Montes Apeninos Lunares e os satélites de Júpiter. Um dos itens bizarros nesta parte é o dedo médio de Galileu, que fica protegido por um vidro em forma de ovo, semelhante ao que se vê nas igrejas com as chamadas relíquias dos santos.

Sala VIII – Accademia del Cimento- arte e ciência da experimentação

Espaço de verificação de uma série de princípios da filosofia natural de autoria de Aristóteles. De observações de Saturno a possibilidade de criar um vazio da natureza. Entre os instrumentos ampolas, areômetro, barômetro, entre outros.

Sala IX- Depois de Galileo – Mundo físico e biológico

Nesta sala o visitante irá de separar vários instrumentos relacionados com alguns dos campos disciplinares que se desenvolveram a partir da segunda metade do século XVII. Como anamorfose, o fenômeno que ocorre quando a ampliação horizontal não é igual a vertical, e o cata-vento.

Sala X – Coleção Lorenese

Com a morte de Gian Gastone de Medice no ano de 1737 a Toscana passou a pertencer aos grã-duques da região de Lorena (região histórica do leste da França, entre a Bélgica e Luxemburgo, Sarre, Alsácia e Champagne). Os itens desta sala foram colecionados pelos loreneses até 1859, quando abandonaram a Toscana.

Aqui são encontrados itens como uma bancada química, diferentes barômetros, balança chinesa, entre outros.

Sala XI – O Espetáculo da Ciência

A alta sociedade do século XVIII era ávida por novidades, e isso a tornava fascinada por fenômenos da física experimental, dando um toque de espetáculo as descobertas científicas. Entre os curiosos itens estão os patos magnéticos e um aparelho para estudar colisões elásticas e inelásticas.

Salas XII e XIII -Ensino da Ciência

Ao transformar a ciência em espetáculo, o século XVIII também trouxe a demanda por ferramentas de ensino. Nestas duas salas estão instrumentos da época utilizados para ilustrar os princípios da mecânica, hidráulica, eletrostática e óptica para um grande público. Com isso será encontrado itens como o instrumento que simula a força centrífuga e o que demostra o paradoxo hidrostático – também conhecido como aparelho pascal.

Sala XIV – O Fabricante de Instrumentos de Precisão

Nos séculos XVIII e XIX áreas como da astronomia, geodesia e topografia demandavam a produção de instrumentos de precisão. E nesta sala estão os instrumentos originais fabricados em solo italiano por Giovanni Battista Amici (1786-1863). Itens como lente objetiva e microscópios estão disponíveis para o olhar dos curiosos.

Salas XV e XVI – Mensurar os fenômenos naturais

Com a afirmação do método experimental ainda no século XVII, somado ao surgimento de novas ferramentas, foi possível avançar na investigação dos processos naturais, ocorrendo assim a descoberta das leis que os regem e de fenômenos que até então eram desconhecidos. Entre as curiosidades o visitante irá encontrar imãs brilhantes, medidores e microscópio.

XVII – A Química e a Utilidade Pública da Ciência

A partir da metade do século XV a família Medici passou a fornecer laboratórios completos para os alquimistas, o que atraiu vários para a cidade de Florença. Diferentes instrumentos, alguns conhecidos nossos das aulas de química, contam esta história.

Sala XVIII – A Ciência em Casa

Ao tornar a ciência espetáculo, o século XVIII também popularizou entre as classes altas a aquisição de instrumentos científicos. Surgindo assim um novo mercado para fabricantes de instrumentos que produzissem kits de ciência experimental. Aqui o visitante irá encontrar desde farmácia portátil até diferentes tipos de máquinas.

Nossa Visita pelo Museu

A compra de ingresso foi muito fácil, chegamos, compramos e entramos. Caminhar por ele é muito tranquilo, pois o lugar não é super procurado.

Cheio de objetos que não são estranhos para os adultos, com as crianças vira uma mistura de retorno ao passado e bate-papo de objetos que utilizamos na época escolar, e em alguns casos, que ainda fazem parte do dia-a-dia tanto nas salas de aula como do trabalho, dependendo da profissão.

Nós iniciamos o passeio pela área interativa, onde Alice passou por todos e nós entramos na brincadeira. Entre o sistema solar e a trajetória da parabólica onde você atira bombas em uma cidade medieval, a ciência vai se tornando bem mais divertida. É literalmente o aprender brincando, e para a Alice que já tem interesse pelos planetas, aumentou ainda mais a curiosidade.

Entendendo a trajetória na prática

Uma coisa que achei muito interessante na visita das salas haviam alguns QR CODE, ao realizar a leitura era possível escolher o idioma e ler mais detalhes sobre o que estava sendo visto. Um ótimo complemento para quem sempre quer saber mais.

Além das salas também visitamos a exposição temporária que tinha como tema o Leonardo da Vinci, além de livros e anotações, encontramos um senhor fazendo Contação de histórias com várias crianças sentadas próximas escutando atentamente.

A linda edição da Divina Comédia de Dante

O museu é incrível, e recomendo muito a visita, principalmente se estiver acompanhado de crianças e adolescentes. O tempo depende muito do interesse de cada um, mas recomendo no mínimo uma hora se forem só adultos e duas se estiverem com crianças. Nós ficamos um bom período da tarde circulando pelo lugar.

Maiores Informações:

Endereço: Piazza dei Giudici 1

Lembrando que dias e horários podem mudar conforme medidas adotadas para conter a pandemia.

Dias e horários:
De quarta a segunda: das 9:30 às 18:00 horas
Terças: das 9:30 às 13:00 horas.

Valores de 2020:
Adultos: 10 euros
Crianças (6-18 anos): 6 euros
Família (2 adultos e 2 menores até 18 anos): 24,00
Menores de 6 anos: gratuito

Site: Musei Galileo

Informações na entrada do museu

Você pode combinar esta visita com os seguintes locais: Galeria Uffizi, Palazzo Vecchio, Piazza della Signoria e Ponte Vecchio.

  • Viagem realizada em setembro/2019
  • Alice estava com 6 anos e 4 meses
  • Ingressos pagos por nós

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Gastronomia: Onde comer em Florença

Ficamos quatro noites em Florença e com isso tivemos a oportunidade de experimentar alguns restaurantes da cidade, incluindo a típica bisteca fiorentina. Neste post fizemos uma relação dos locais visitados e qual foi a nossa opinião sobre eles.

Continuar lendo “Gastronomia: Onde comer em Florença”

Galleria della Accademia

Conhecida por abrigar uma das mais famosas esculturas já feitas, a Galleria della Accademia de Florença é a casa do David de Michelangelo e de muitas outras obras.

Um pouco da história da Galleria della Accademia

Também chamada de Museu de Michelangelo, sua fundação ocorreu no ano de 1794 com o objetivo de ser um local para os estudantes da Academia de Belas Artes. Com o tempo ela foi recebendo obras, como parte da coleção privada da família Médici e dos Lorenas, pinturas de conventos, até que em 1873 a estátua de David de Michelangelo Buonarroti foi transferida da Piazza della Signoria – hoje a praça possui uma cópia – para a Accademia, para fins de proteção e conservação.

Sua abertura para o público ocorreu em 1892, e com o tempo foi ganhando novas salas, como na década de 1950 quando foram abertas as salas Colosso e Bizantinas. Mais tarde vieram a gipsoteca de Lorenzo Bartolini e o departamento de instrumentos musicais.

Visitando a Galleria della Accademia

Comprei nossos ingressos antecipados para o horário de entrada entre as 09h30-09h45, chegamos uns dez minutos antes e entramos na fila para pessoas com horário marcado. Na hora agendada entramos, e após passar pela segurança iniciamos a nossa caminhada pelas salas.

Gesso preparatório da obra O Rapto das Sabinas

Sala do Colosso

A primeira coisa que vimos ao entrar foi o gesso preparatório da obra de Giambologna chamado o Rapto das Sabinas, que fica na Sala do Colosso, a original está na Piazza della Signoria. No local também há obras dos artistas fiorentinos dos séculos XV e XVI, como o melancólico quadro Santa Maria Maddalena de Filippino Lippi.

Santa Maria Maddalena

Outras obras que podem chamar a sua atenção é o Cenas de Vida Monástica, onde quatro santos são personagens de Paolo Uccello, Madonna col Bambino e São João batista de Botticelli, assim como o painel Deposição da Cruz de Filippino Lippi e Pietro Perugino.

Museu dos Instrumentos Musicais

Como a área em frente a Sala do Colosso estava muito aglomerada, nós fomos para o Museu dos Instrumentos Musicais, que reúne cerca de 40 instrumentos entre os séculos 17 e 19 que pertenciam as Famílias Medici e Lorena, incluindo o mais antigo piano vertical conhecido.

Instrumentos e área interativa que encantou a Alice

Esta foi a parte favorita da Alice, pois havia uma área interativa onde é possível mexer pequenas caixas de madeira e ver o som que elas emitem.

Galeria dos Prisioneiros

Retornando ao fluxo da obra principal, passamos pelo projeto que Michelangelo chamou de tragédia de sua vida, onde houve seis versões para os escravos que ficariam no túmulo do Papa Júlio II. Ao final também encontramos uma das quatro Pietà que o artista realizou durante a sua vida, esta é conhecida como Pietà di Palestrina.

Pietà di Palestrina

O David

Uma escultura de mármore branco com 5,17 metros de altura, com detalhes impressionantes do corpo humano, representa a figura de David, da história de David e Golias.

O impressionante David de Michelangelo

Michelangelo não esquece nada, das marcas dos ossos, das veias saltadas nos pés e nas mãos, indo das unhas sem esquecer a barriga tanquinho, a sensação que se tem é que a qualquer momento ele irá se movimentar e sair andando.

A escultura do corpo humano em seus mínimos detalhes

O momento que antecede a luta também está ali, representado pela tensão na musculatura, a mão direita segurando a pedra que atingiria Golias e a esquerda mantendo a funda em seu ombro. Suas feições, da testa franzida aos olhos expressivos trazem um misto de sentimentos em relação ao que ele irá enfrentar.

Enfim, só vendo ela de perto para entender todo o fascínio que o David de Michelangelo provoca.

Braços da Tribuna

Espaço com artes sacras de contemporâneos de Michelangelo, como a Deposição da Cruz de Agnolo Bronzino e a Anunciação de Alessandro Allori. Confesso que elas não atraem muito a minha atenção, então acabei passando mais rapidamente sem tirar fotos enquanto seguia a Alice para outro espaço.

Gipsoteca

A sala onde estão os gessos preparatórios de alunos e professores da escola de arte ficou conhecida aqui em casa pela sala dos pelados. São diversas obras de crianças e adultos, que podem ser só o busto ou de corpo inteiro, havendo várias de crianças desnudas.

Além dos gessos há também quadros que dão um colorido a sala praticamente branca.

Salas de 1200 e 1300

A arte Gótica Bizantina com suas figuras religiosas marca presença nestas salas, como a Árvore da Vida de Pacino di Buonaguida. Para quem gosta, e caso esteja aberto, pode ver mais destas obras no segundo andar.

Vale a visita?

Claro que vale, além de ter uma das obras conhecidas mundialmente, deve ser no mínimo um dos seus lugares a ir em uma primeira vez em Florença.

O museu é pequeno, podendo ser feito em uma hora, uma hora e meia. Se você viaja com criança, e ela não curte muito este tipo de passeio, este é tão fácil de percorrer que dificilmente haverá tempo de bater o tédio, principalmente se ela se interessar pela parte interativa. Claro, se você é super fã de obras de arte, este tempo com certeza será maior, mas nada que ocupe mais de um turno.

Nós gostamos bastante de realizar a visita pela manhã, sim haviam muitas pessoas, mas com o desvio que fizemos para a sala dos instrumentos, tivemos um pouco mais de tranquilidade, já que os corredores de pontos turísticos que entraram no mesmo horário já haviam passado pelo David.

Comprando o ingresso para Galleria della Accademia

A Accademia é o segundo museu mais visitado de Florença, então se você vai viajar em um período com maior movimentação, como foi o nosso caso, a melhor solução é comprar o seu ingresso pela internet, que possibilita escolher o horário e já sair com o roteiro planejado. Além disso existe limitação de visitantes, e com o ingresso reservado não há risco de ficar sem conhecer.

Nós compramos um mês antes no site oficial, mesmo local que adquirimos os ingressos da Galleria degli Uffizi, na época o valor foi de 12 euros por adultos e gratuito para a Alice. Todos pagaram a taxa de 4,00 euros do site.

Recebi um e-mail com a comprovação de compra dos ingressos, e como visitamos primeiro a Uffizi, recebemos todos ingressos impressos na sua bilheteria.

É possível comprar ingresso no local, sem a taxa do site, mas você corre o risco de perder um bom tempo em uma fila. Então caso esta seja a sua opção, fica a sugestão para pesquisar o movimento no período desejado.

O site oficial em que realizamos a compra foi o b-ticket administrado pela Firenze Musei.

Maiores informações

Endereço: Via Ricasoli, 58-60.

Horário
De terça a domingo: das 8:15 às 18:50 horas.
Fechado às segundas, 25 de dezembro, 1º de janeiro e 1º de maio.
Devido a COVID-19 estas informações sobre dia e horário de visitação podem mudar, recomendo sempre uma consulta antes para verificar o horário mais atual.

Transporte
Ônibus: linhas 1 e 17.

Lugares próximos que você pode combinar no roteiro por Florença: Complexo del Duomo.

* Viagem realizada em Setembro/2019
* Alice estava com 6 anos e 4 meses
* Todos os custos foram pagos por nós

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San Gimignano: a Manhattan Medieval

Em uma colina da Toscana está a Manhattan Medieval, a cidade das torres, dos muros, do vinho branco e do melhor sorvete do mundo. Neste post conto como foi passear pelas ruas desta pequena, mas muito charmosa, cidade de San Gimignano. Continuar lendo “San Gimignano: a Manhattan Medieval”

Duomo – A belíssima catedral de Florença

Para quem visita Florença é impossível não se impressionar com a imensa catedral branca, sua bela cúpula e o altíssimo campanário que lhe faz companhia. Neste post contamos a nossa visita a este local impressionante. Continuar lendo “Duomo – A belíssima catedral de Florença”

Bate-volta para conhecer Pisa e Lucca

Desde que Alice viu em um desenho a Torre de Pisa, a mesma se tornou um dos lugares a serem visitados durante a nossa viagem pela Itália. Entre pesquisas, nos deparamos com Lucca, e assim se formou o nosso bate-volta a partir de Florença. Continuar lendo “Bate-volta para conhecer Pisa e Lucca”

Hospedagem em Florença: Hotel Collodi

Em nossa segunda ida a Florença, uma certeza eu tinha em relação a hospedagem: deveria ser próxima aos principais pontos turísticos da cidade. Neste post eu compartilho com vocês os critérios utilizados para a nossa seleção e claro, a nossa avaliação do Hotel Collodi. Continuar lendo “Hospedagem em Florença: Hotel Collodi”

Galleria degli Uffizi

Um dos pontos obrigatórios para quem visita Florença pela primeira vez, a Galleria degli Uffizi possui o principal acervo de pinturas renascentistas, tornando-a um dos museus mais famosos e importantes do mundo. Continuar lendo “Galleria degli Uffizi”