5 Igrejas para se encantar na Europa

Mais do que pertencerem a uma religião, as igrejas na Europa contam parte da história, e elas podem encantar até um visitante ateu com sua beleza ou mistérios.

E embora possa parecer um passeio tedioso com criança, algumas por seu estilo próprio podem prender a atenção inclusive dos pequenos.

Selecionei 5 igrejas visitadas nos últimos 4 anos que ficaram na nossa memória, ou cuja visita de alguma forma nos marcou.

Igreja do Mosteiro de Alcobaça

Dia 5 - 6

Branco e amplo. Talvez um deslumbre do purgatório, onde cada uma das grandes portas guarda um caminho para quem as escolhe. Esse foi o meu sentimento após caminhar pela igreja que fica dentro do Mosteiro de Alcobaça.

O que encanta nesta igreja é o fato dela ser o desfecho de uma nada feliz história de amor. Como ocorria na época, D. Pedro se casou por conveniência, mas acabou se apaixonando pela dama de companhia da esposa, Inês de Castro. O amor correspondido e a viuvez precoce do jovem príncipe alimentavam paixões e controvérsias. Ao ponto do Rei aproveitar a ausência de D. Pedro para assassinar Inês.

Como resultado da morte da mulher amada uma guerra foi travada por D.Pedro, que nunca se recuperou da traição de seu pai. Quando assumiu o trono, ele foi atrás dos assassinos e coroou a mulher amada, obrigando os nobres a beijarem sua mão e dando origem ao ditado “Inês é morta”.

E hoje quem visita a igreja encontrará os seus túmulos. Eles foram enterrados frente a frente para no dia do julgamento final serem a primeira visão um do outro e assim finalmente se reencontrarem.

Dia 5 - 7

Seus túmulos planejam este futuro em uma obra detalhista e vingativa. Onde a eternidade guarda castigos para quem os separou, e para eles o seu final feliz com sua união eterna.

Onde:
O Mosteiro fica na cidade de Alcobaça em Portugal, a pouco mais de uma hora e meia de Lisboa.

Horários
Outubro a Março: Das 09h00 às 18h00 (última entrada 17h30)
Abril a Setembro: Das 09h00 às 19h00 (última entrada 18h30)
Encerrado: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 20 de Agosto e 25 de Dezembro

Mais informações sobre o mosteiro no site.

Igreja Santa Justa e Rufina (São Domingos)

Dia 3 - 26

Os bancos individuais de madeira, as paredes queimadas, o teto alaranjado, o piso marcado. Mas o que poderia ser sombrio é iluminado pelo sol que entra pela porta e frestas, assim como pelas velas e objetos dourados.

Ao caminhar por ela precisa-se de um tempo para associar a sua simplicidade e grandiosidade ao local que gerou o massacre de muitas pessoas condenadas a morte por heresia, alguns queimados em fogueiras próximas a igreja. Mais fácil é imaginar o esplendor dos eventos oficiais ali realizados, como casamentos e batizados reais.

A Igreja de São Domingos foi classificada como monumento nacional de Portugal e fica localizada em Lisboa, ao lado do Rossio. Ela foi construída no século XIII pelo rei D. Sancho II, e passou por uma série de eventos, como terremoto e incêndio que exigiram sua reconstrução, mas não aliviaram as perdas de pinturas e imagens valiosas.

Existe uma associação dos desastres a um castigo pelas milhares de mortes, como se as pedras queimadas e ainda quentes chorassem pelos injustiçados.

Onde: Largo São Domingos, Lisboa
Horário: 07:30 – 19:00

Sainte-Chapelle

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Esta pequena capela gótica foi construída em dois anos e consagrada em 1248 pelo rei Luíz IX e hoje fica localizada no Palácio da Justiça de Paris, por isso mesmo com o museum pass não se escapa de uma fila: a da revista.

Fomos no turno da manhã e não haviam muitas pessoas tornando o acesso relativamente rápido. O exterior cinza da Sainte-Chapelle não surpreende, observa-se que ela não é grande e alguns detalhes na parte mais alta. Mas ao entrar no térreo a história é outra.

Teto, parede e pilares misturam o azul, vermelho e dourado, ao fundo os vitrais iluminam o ambiente tendo uma imagem solitária como foco. No térreo também ficam as bancas de lembrancinhas, para quem não resiste a um recuerdo.

Para quem vai com criança, eles guardam o carrinho neste andar para que se possa continuar o passeio (sem taxa extra para o armazenamento). A escada para acessar o piso superior é estreita, valendo uma atenção extra com os pequenos.

Ao subir a escada, prepare-se para se encantar. A capela é simplesmente linda. Seus vitrais coloridos proporcionam aos olhos puro encantamento. Então após conseguir fechar a boca, tente observar os detalhes do piso, da porta, para ver o seu capricho por completo.

Quando saímos, não havia dúvida. Uma das mais belas capelas que conhecemos. Uma dica: quanto mais ensolarado o dia, mais belo será o colorido dos vitrais.

Onde: 8 Boulevard du Palais, 75001 Paris
Horários e Valores consulte atualizado no site.

Igreja de Saint-Sulpice

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A igreja com suas torres desiguais possui em seu interior referências astronômicas, como um relógio solar, e todo um ar que parece misturar lendas, censuras e anos de aventuras. Não foi a toa que ela foi cenário de O Código da Vinci (livro que virou filme).

Só ela poderia fornecer todo um enredo para quem imaginação fértil, pois ela foi construída sobre os alicerces de um antigo templo romano. Além disso todos os seus meios de medições científicas a tornaram uma sobrevivente da Revolução Francesa.

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Ela também possuí uma grande cripta onde se estima que mais de 5 mil pessoas foram enterradas. E teria sido um dos locais escolhido por Rose Valland, supervisora na Galerie Nationale du Jeu de Paume, para esconder obras de arte durante a segunda guerra mundial.

Simples e imponente, ela é uma igreja bastante tranquila de se visitar. Não há venda de souvenir, mas mendigos dormindo próximos a porta. Sua mistura de luz e escuridão em uma tarde chuvosa lhe dão um charme a mais, fazendo valer muito a visita, cujos detalhes requerem atenção.

Onde: Place Saint-Sulpice – 75006 Paris
Entrada Gratuita
Mais informações no site.

Sagrada Família

Sagrada Familia

A primeira coisa a se dizer é que sim, ela é impressionante. Antoni Gaudí nos presenteia com uma igreja cujas paredes externas nos contam histórias, e a parte interna tem uma luminosidade que substitui o dourado das catedrais mais antigas. Não é a toa que ela foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. E independente da sua crença quando estiver em Barcelona não deixe de visita-la.

É importante observar que ela ainda está em construção, todas as modificações desde o projeto original do arquiteto Francisco de Paula del Villar até os 43 anos em que Gaudí esteve pensando e repensando a obra podem ser visto em uma espécie de museu no subsolo, próximo aos banheiros. Lá estão várias maquetes com todas as transformações. Alice adora maquetes, então observamos vários com calma, e é impressionante ver a diferença dos conceitos mesmo para quem é leigo.

Sagrada Família Cristo

Esta obra foi tão importante para Gaudí que em 1914 ele passou a atuar exclusivamente no projeto, e assim seguiu por 12 anos, até a sua morte em junho de 1926 por atropelamento. E hoje seus restos mortais descansam na cripta do templo.

Sobre a sua forma, a Sagrada Família possuí três fachadas:
Fachada da Natividade: é por aqui que entramos, havia dois acessos, sendo um junto à loja e outro mais distante. Esta é a fachada finalizada por Gaudí e possuí três portas: a da caridade contando o nascimento de Jesus, a da esperança onde se conta a morte dos bebês e a fuga para o Egito e a da Fé com a apresentação de Jesus ao templo.

Fachada da Paixão: com guerreiros que lembram as chaminés de outra obra de Gaudí (La Pedrera), ela conta os últimos dias de Cristo. Lá estão o seu sofrimento e julgamento.

Fachada da Glória: hoje ela está em obra, e ainda não se tem ideia clara de como será. A promessa é que ela seja a principal, e as magníficas portas com frases do pai nosso em 50 idiomas já nos dá ideia de sua grandiosidade.

Além de percorrer toda a sua extensão é possível subir em uma das torres com horário também agendado. Seguindo indicação, optamos pela fachada da Natividade. A subida foi feita de elevador, e a descida é por escadas. A todo o momento você precisa fazer escolhas sobre o caminho a percorrer. E a cada janela você tem uma ideia de vista, do que está pronto, do que está em obra e até mesmo da parte interna.

Pensando em ir a Barcelona não deixe de comprar o seu ingresso antecipadamente, a Sagrada Família é uma obra de arte em construção, um projeto para ser admirado sem moderação.

Como chegar:
Endereço: C/ Marina N 41º 24′ 283? | E 2º 10 ‘486?
De Metro linhas L2 e L5 Sagrada Família
De ônibus: Linhas 19, 33, 34, 43, 44, 50, 51, B20 e B24

Mais informações no site.

E você? Costuma visitar igrejas quando viaja? Qual a sua favorita? Conte para nós nos comentários.

Este post faz parte de uma blogagem coletiva onde outros viajantes também compartilham os #templosmaravilhosos que os encantaram. Aproveite pra conhecer estas outras dicas clicando nos links abaixo:

 

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Paris – Lado B

Dizer que Paris é linda, recheada de cultura e romantismo provavelmente é algo que você já sabe/imagina.

Mas ela também possuí um lado B que pode enlouquecer ou empobrecer os turistas que por ali andam. E são milhares.

Então vamos a algumas coisas que você irá encontrar e não devem ser dada importância para não te estressarem:

1) Buzinas e sirenes por todos os lados

Ao circular próximo a grandes avenidas, não tem jeito, a trilha sonora que ficará no seu ouvido está longe de ser Jacques Brel cantando Ne Me Quitte Pas e sim muitas buzinas (de carro, ônibus, motos, bicicletas). Para completar a dupla, sirenes. São carros da polícia indo e vindo com as sirenes sempre ativas em qualquer horário do dia (durante a noite, pelo menos próximo ao Sena, uma estranha calma paira no ar).

2) Revistas

Não importa se é museu, shopping ou evento a céu aberto, você ou sua bolsa ou os dois serão revistados. Sempre.

3) Acessibilidade

Para quem vai com carrinho de bebê, prepare-se para dar voltas e voltas, ou ter que passar por várias portas até chegar a um elevador. Definitivamente na maior parte dos locais não foi uma tarefa exatamente fácil.

4) Golpistas

O Daniel Duclos do Ducs amsterdam e o Viaje na Viagem relatam diversos golpes que são aplicados nos turistas próximos a monumentos e museus mais requisitados. Não é difícil fugir deles, mas é necessário ficar bem atento para não te distraírem e levarem algo de valor. O que vimos durante a viagem:

a) Pedidos de assinatura: na grande maioria mulheres e meninas, basta ignora-las e seguir o seu caminho. Quem responde elas já puxam pelo braço e não largam mais. O que pode acontecer: te coagirem a dar dinheiro após a assinatura ou durante a conversa outra vir e levar carteira, celular…

b) Copo: é incentivado ao turista a apostar para ver se irá acertar em qual copo está à bolinha. Um comparsa se faz de apostador com uma nota de 50 euros na mão. Quem entra na brincadeira leva prejuízo certo.

c) Anel: pode ser homem ou mulher, nas duas vezes que vivenciamos foram homens, que jogam um anel no chão e te chamam para dizer que você perdeu. Se todos os anéis estiverem em seus dedos não dê bola e siga o seu caminho. O golpe aqui é colocar o anel na tua mão e depois tentar te extorquir.

d) Fotografar: do nada aparece alguém querendo que você o fotografe junto ao prédio/monumento/jardim em questão. Pode ser como forma de distração ou para aplicar golpe. É o mais difícil e confesso que criei uma paranoia com isso, e por mais cara de boazinha que a pessoa tivesse eu não aceitava fotografar por medo deste golpe.

e) Carente ou desligado: São aqueles que começam a se aconchegar demais a você, principalmente em áreas de grande tumulto. Ou que te perguntam sobre onde fica algo que fica literalmente na frente deles.

5) Simpatia francesa

No geral não tenho nada a reclamar, em lojas, restaurantes e apart-hotel fomos muito bem atendidos, havendo inclusive pessoas que já falam algo de português. Mas no sistema de transporte ou mercado você terá mais chance de conhecer a famosa simpatia francesa com toda a sua estupidez e grosseria. Aqui vale mais a pena dar um sorriso e deixa-los grunhindo.

Eles também não são fãs de faixas de segurança, então sempre tenha cuidado antes de atravessar a rua.

6) Sujeira

Sim há algumas pessoas fedorentas e a limpeza em alguns lugares deixa e muito a desejar.

7) Mendigos

Há muitas pessoas dormindo e pedindo nas ruas. Mulheres com cabeças cobertas deitadas no chão e um pote próximo para receber esmola. Famílias inteiras pedindo algo para comer. Como acontece no Brasil, não é fácil ver a situação delas.

Não vimos nenhuma violência semelhante as que ocorrem no Brasil, e foi possível andar de dia e a noite pelas ruas parisienses em total segurança. Mas como qualquer cidade não é perfeita, e para curtir totalmente a estadia, é preciso estar ligado com objetos de valor e levar quaisquer outras situações numa boa. Sorria, você está em Paris.

Roteiro Paris 16 dias

Como em todas as viagens, faço aqui a versão completa e resumida, isto é, com o que fizemos todos os dias mas sem maiores comentários, com o link dos post que detalham cada um.

Apesar do que muitos podem imaginar, o nosso roteiro pode ser adaptado inclusive para perfis diferentes do família, já que a nossa pequena curte um museu, e como vocês poderão ver abaixo não foram poucos. Para estes passeios utilizamos o Museum Pass, para pegar só a fila de entrada dos locais.

Outra dica: fizemos tudo a pé, então se for utilizado transporte público mais coisas podem ser vistas no mesmo dia.

Uma observação, pegamos vários dias com chuva e frio, o que impossibilitou de ir a vários parques, por este motivo teremos que fazer um acordo com São Pedro e voltar a Paris em uma semana ensolarada.

Então sem mais blábláblá em mais uma viagem patrocinada por nósmesmos.com.br, segue o nosso dia-a-dia:

Dia 1

Embarque no Salgado Filho em voo da Gol com conexão no Rio de Janeiro
Correria pelo Galeão para pegar o voo da AirFrance

Dia 2

Desembarque no Charles de Gaulle em Paris
Check-in no Adagio Paris Tour Eiffel
Passeio pelo bairro que incluí a Torre Eiffel e compras no mercado

Dia 3

Disney Paris

Dia 4

Almoço Café Constant (Recomendamos)
Caminhada pelo Sena, Ponte Alexandre III, Gran e Petit Palais, Jardim Tuileries, pirâmide do Louvre e Champs-Élysées

Dia 5

Almoço La Cour de Rome (Não recomendamos)
Sacré-Coeur
Moulin Rouge

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Dia 6

Musée Rodin
Almoço no bistrô do jardim (Recomendamos)
Musée de L’Armé
Musée Du Quai Branly

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Dia 7

Musée du Louvre
Almoço na praça de alimentação do Louvre (recomendamos para quem não quer sair do museu)

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Dia 8

Sainte-Chapelle
Conciergerie
Almoço L’Annexe (Recomendamos)
Notre Dame
Musée d’Orsay

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Dia 9

Jardim Tuilerie
Musée de L’Orangerie
Place Vendôme
Almoço (Esqueci-me de pegar o nome do restaurante)
Centro Georges Pompidou

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Dia 10

Versailles (palácio e jardim)
Almoço Ore (é uma experiência interessante por ser dentro de uma área do palácio)

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Dia 11

Jardim de Luxembourg
Pantheon
Almoço Il Suppli (Recomendamos)
Igreja de Saint-Sulpice
Musée Du Quai Branly (sim, fomos duas vezes)

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Dia 12

Cineaqua (Aquário)
Trocadero
Shopping Beaugrenelle

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Dia 13

Caminhamos a esmo pela cidade, com direito a carnaval na Champs-Élysées.
Janta Pizza A Emporter (Recomendamos)

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Dia 14

Compras (Citypharma, Mac)
Almoço L’Entrecôte (Recomendamos)
Torre Eiffel
Passeio noturno de barco pelo Sena

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Dia 15

Galeries Lafayette (almoçamos lá, recomendamos)
L’Éclair de Gênie (bem bom)
Forum des Halles
Lego

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Dia 16

Embarque no Charles de Gaulle em Paris voo pela AirFrance
Conexão em São Paulo, voo operado pela Gol
Chegada em Porto Alegre

Para montagem deste roteiro consultamos vários blogs e sites, mas os nossos guias foram o Conexão Paris para escolha de lugares a serem visitados e o Cozinha Vibrante para passeios e gastronomia.

* Quer ver as fotos? Siga o nosso instagram @3geracoese1mala
* Viagem realizada em junho-julho/2017
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* Alice estava com 4 anos e 1 mês

Paris – Museum Pass

Quando iniciei as pesquisas para montar o roteiro de Paris, virava e mexia aparecia o Museum Pass.

Mas o que é o Museum Pass?

É um passe que pode ter duração de 2, 4 ou 6 dias e permite entrar em mais de 50 atrações entre museus, castelos e monumentos sem precisar entrar na fila para comprar ingressos para os mesmos.

Onde Comprar?

É possível comprar on-line no site oficial ou em Paris mesmo. Nós compramos no aeroporto quando chegamos, e o preço era o mesmo da compra on-line. No balcão não havia muita gente e foi bem tranquilo de adquirir 3 passes para 6 dias, já que a Alice não pagava nas atrações. No mesmo local é possível comprar outros ingressos como Disney, Torre Eiffel, passe de transporte…

Como utilizar?

No primeiro dia em que for utilizar você preenche o seu nome e a data de início, a partir deste momento ele começa a valer pelo número de dias comprados, exemplo: você comprou dois dias e começou a utilizar hoje, ele irá valer hoje e amanhã.

Ao chegar aos locais, não é necessário entrar na fila para compra dos tickets, vá direto para a fila de entrada dos locais. Ele possui um código de barras que em alguns lugares será passado o leitor e em outros apenas irão verificar os dados.

Vale a pena?

Para nós valeu. Não tanto por furar fila, mas pela praticidade de não ter que ficar comprando em cada lugar que visitamos e por abrir um leque de possibilidades e ver coisas que talvez não chamassem tanto atenção.

Com ele visitamos:

Museu das Armas – Tumba de Napoleão

Museu nacional de arte moderna Centre Pompidou

Museu du quai Branly – fomos 2x em dias diferentes

Conciergerie

Museu Rodin

Museu do Louvre

Castelo de Versailles

Museu Orangerie

Museu d’Orsay

Panthéon

Sainte-Chapelle

Na soma de todos os lugares ele se pagou e deu lucro. Para quem se interessou, a dica aqui é ver o roteiro imaginado, encaixar os passeios de forma sequencial e ver quais são próximos um dos outros para aproveitar o máximo possível.

Maiores informações no site do Museum Pass.

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* Imagem destacada do site oficial Museum Pass

Dias 15 e 16– Galeries Lafayette, Lego, fechar as malas e au revoir

Dia 15

Para os curiosos que se veem pisando em novas terras

O tempo parece uma menina de trança

Correndo a favor do vento

Até chegar ao último dia

Sem preguiça nos levantamos, hora de ver as últimas coisas, comprar as últimas coisas, nos despedir da torre, olhar mais uma vez o gran e petit palace.

Ficar na dúvida se entrava na Printemps para logo em seguida ir em direção as Galeries Lafayette. Mas o objetivo principal não eram compras, e sim olhar para o seu lindo teto. Todos os detalhes da sacada e ficar de boca aberta com sua delicada arquitetura.

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Aproveitamos para almoçar no Lafayette Café, que lembra um pouco os nossos buffets. A diferença é que você paga por prato escolhido. Tem uma ilha de saladas, de frutas, sobremesas, grelhados (peixe, carne vermelha, frango), massas, entre outros. Atenção para os combos kids, é necessário pegar todos os itens, senão a caixa não te deixa pagar. No nosso caso vi apenas uma placa de massa para crianças e não prestei atenção que fazia parte do combo, quando cheguei ao caixa tive que voltar para pegar uma bebida e uma sobremesa, sem eles não me deixavam pagar.

Depois seguimos caminhando, paramos na L’Éclair de Gênie e pegamos seis sabores para experimentar (deliciosos) e fomos até o Forum des Halles (uma espécie de shopping aberto) para conhecer a loja da Lego. Não é super barato, mas em comparação ao Brasil vale muito a pena.

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Sobre compras em geral, o que valeu a pena para nós:

– Cosméticos

– Maquiagem

– Jaqueta the north face (comprada em uma dia que chovia muito, só depois vimos como elas são caras em terras brasileiras)

– brinquedos (na época garantimos dia da criança e natal)

Roupas achei os valores bastante altos. Não nego a qualidade, mas a média dos itens que eu gostava eram na casa dos 200 euros em promoção. Para crianças tem a GAP, com preços medianos, mas com roupas duráveis para ir à escolinha.

Fim do dia, um tchau para a grande dama, terminar de comer as guloseimas enquanto fecha a mala, espia embaixo das camas e sofá para se não há nada, acertar o despertador para ir embora.

Dia 16

Levantamos bem cedo, já que a previsão do nosso voo era antes das dez horas. Não fizemos tax free, pois só havia uma compra mais alta e a fila não valia a pena.

AirFrance

É necessário realizar o check-in nas máquinas antes de despachar as malas. Entramos em uma fila enorme e não havia informações, vendo várias pessoas imprimirem passagens fui até a máquina e segui as orientações. É super fácil. E se não for feito te mandam para lá quando chegar na entrada das esteiras.

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Quando viajamos tínhamos inclusas malas de 32 quilos. Ninguém nos perguntou nossa origem e simplesmente nos encaminharam para uma esteira para realizarmos o despacho das malas (como as passagens é você quem o faz), já na primeira mala estouramos o limite de 23 quilos e apareceu uma cobrança de 100 euros na tela. Chamei uma das atendentes e perguntei, só ai ela nos encaminhou para outra fila, onde ai sim havia um atendente que realiza os despachos fora das regras padrão.

A saída da alfandega foi bem mais rápida, a AirFrance nos direcionou para uma parte vip (mesmo sendo da classe econômica) onde rapidamente deram os carimbos de saída. O nosso voo atrasou quase uma hora, houve confusão de malas embarcadas sem passageiros a bordo, assim como um time de futebol inteiro embarcando conosco.

Em relação ao voo de ida este foi bem pior, a comida era terrível, e o senta e levanta impedia qualquer um de descansar mais. Pelo menos houve bastante respeito e cuidado na parte onde a Alice estava deitada.

A chegada em São Paulo foi tranquila, assim como o voo até Porto Alegre. Gostamos bastante da Gol, foi pontual em todos os voos e sem trapalhadas na volta.

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Dia 14 – Compras, Carne, Torre Eiffel e Paris Iluminada

A hora de voltar para casa está chegando, com isso as comprinhas são liberadas. Fomos para o 6º arrondissement para conhecer a famosa Citypharma, conhecida por ser o paraíso dos dermocosméticos. E não, sua fama não é em vão. Cremes para o rosto, hidratante para a pele sensível, água termal, protetor solar, sacola cheia por um preço risível se comparado com o Brasil.

Para os interessados de plantão, um aviso, ela é pequena, seus corredores estreitos, e onde está a muvuca estão os produtos desejados. Portanto paciência e tranquilidade. Se não falar francês ou inglês pode acontecer de encontrar alguém que sabe alguma coisa de português tornando a comunicação um pouco mais fácil.

Com criança? A dica é deixar na rua com alguém que não esteja interessado nos produtos oferecidos, devido ao aperto e a quantidade de itens é muito fácil perder de vista os pequenos, fora que é bastante incomodo para eles. Alice chegou a entrar comigo, mas não aguentou dez minutos do tumulto, para facilitar ela ficou com o papai na rua enquanto eu e a vovó entramos na gincana.

Paramos também em uma MAC, que embora não seja baratíssima, antecipava novidades e no custo x benefício comparado com o Brasil também vale a pena. E estava vazia.

Almoço

O restaurante escolhido foi especialmente pensando no meu marido (já que as compras começaram, hora de deixa-lo feliz para carregar as sacolas). Como bom gaúcho ele sente muita falta de carne de gado, algo que não era muito comum pelos lugares que passamos (para quem gosta de peixe como eu, a felicidade está garantida).

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Seguindo a dica da Cozinha Vibrante (as dicas da Letícia são muito boas, vale muito a visita neste blog) fomos conhecer o L’Entrecôte de Paris. O prato servido é único: salada verde, entrecôte de bife e batata frita. O que eles irão te perguntar: o que queres beber e o ponto da carne.

A carne é realmente gostosa, e o molho saboroso. Batatinhas e salada também. O único porém é que para os carnívoros a quantidade servida talvez deixe a desejar. Para nós foi feito em cima de três pessoas, e o Marco ficou com o gostinho de quero mais. Mas vale sim a recomendação, e a sugestão para quem come meio quilo de carne em uma sentada é calcular uma pessoa a mais, pois definitivamente não temos o mesmo apetite dos franceses.

Algumas voltas a mais, caminhada pela ponte dos cadeados e retornamos ao hotel para descansar um pouco já que os outros dois passeios do dia prometiam.

Torre Eiffel

Li em vários blogs de viagem a dica de comprar o ingresso para Torre Eiffel com antecedência, que com eles você tem dia e hora marcada otimizando o passeio.

Fizemos isso: Não
Pegamos fila: Sim
Nos arrependemos: Não
Compraríamos ingresso antecipado se retornássemos: Não

O motivo? Para quem leu os dias anteriores deve ter observado uma palavra quase rotineira: chuva. Sim, pegamos uma semana inteira de chuva, em alguns momentos pela janela do hotel não enxergávamos os prédios com maior distância. Lembrando que a Torre Eiffel é um mirante, se você comprou ingresso para em um dia de chuva com visão limitada simplesmente não irá valer a pena.

Então foi no final de uma linda tarde de sol, sem o carrinho da Alice (já que havia uma placa indicando que não era a permitida à entrada do mesmo) que primeiro enfrentamos a fila da revista (a torre é toda cercada e para acessar o perímetro você tem as bolsas revistadas), e após a fila para comprar os ingressos, que já te encaminha para o elevador (o acesso ao segundo piso foi bastante ligeiro).

Não foi rápido, mas também não foi uma baita demora. O que eu achei ruim é que eles só estavam vendendo ingresso até o segundo piso, quem quisesse ir ao terceiro piso (ou o topo da torre), tinha que entrar em outra fila no segundo andar para comprar o ingresso complementar e depois enfrentar a fila do elevador.

Nós optamos em ficar apenas no segundo piso, pois com todo o tumulto e a curiosidade de Alice achamos que ali já estava suficiente bom para enxergar Paris pelos quatro lados da torre. Além disso, devido a algo vermelho que estava lá no alto, ficamos desconfiados que a Lady Bug estava enfrentando algum vilão naquele momento, o que explicaria toda essa dificuldade para acessar o último piso.

A vista é linda e completa. No nosso caso pudemos avaliar o quanto havíamos andado pela cidade, uma espécie de retrospectiva de todos os dias vividos até ali. Seu charme, barulho, gastronomia, museus e encantos nos fazendo apaixonar e querer voltar.

Passeio Noturno de Barco pelo Sena

Se existe um passeio que eu diria tem que fazer é o de barco pelo Sena no turno da noite. Após o passeio pela Torre Eiffel atravessamos a rua e fomos para a parte dos barcos. Próximo às dez da noite embarcamos.

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Conforme o sol se despedia, luzes iam surgindo, no caminho barcos passavam e a cada túnel uma gritaria. Em algumas pontes pessoas abanavam e no cair da noite vimos pessoas cantando e dançando a beira do Sena.

Alice simplesmente adorou a bagunça, naquelas poucas horas, usando o título de um livro de Ernest Hemingway, Paris foi uma festa. Entre os turistas, sorrisos vinham de forma fácil, e o brilho nos olhos era um espelho do que se via.

Quando o sol nos abandonou deixando apenas a lua brilhar, surgiu a Paris romântica, sirenes e buzinas não eram mais ouvidas, apenas a água de encontro ao nosso barco. A luminosidade dos prédios antigos que pareciam nos transportar no tempo. A beleza em estado puro em uma cidade cheia de personalidade.

Era quase meia-noite quando retornamos a pé para o hotel, que ficava bem próximo. Nosso medo inicial foi se dissipando ao ver várias pessoas saindo dos barcos e fazendo o mesmo trajeto. E como é bom caminhar tendo a lua e pessoas que amamos como companhia.

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Dia 13 – Paris – Chuva e caminhada

O Domingo amanheceu com cara de inverno, apesar de estarmos no mês de julho. Aliás, uma boa dica para quem vai para Paris é levar roupas quentinhas, pois nas duas semanas em que estivemos lá houve dias que estavam mais para outono do que verão.

Com isso dormimos mais, Alice almoçou no apartamento e a tarde saímos a andar. Atravessamos o Sena em frente à Torre Eiffel e subimos o Trocadero. Pegamos aleatoriamente a Rua Victor Hugo e fomos fazendo escolhas aleatórias, admirando construções e conversando. Paramos em uma pâtisserie para provar alguns doces e descansar um pouquinho (aliás, os doces em Paris são uma loucura de bons, o paraíso das formigas).

Curiosamente fomos parar no Porte Dauphine, onde é possível ter uma visão da parte moderna de Paris, seus edifícios de ferro e vidro contrastando com os prédios baixos e históricos.

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Retornamos pela mesma Victor Hugo até chegar ao Arco do Triunfo, onde nos deparamos com uma espécie de carnaval da Champs-Élysées com direito a participação de brasileiros (pena que o telefone deu uma travada básica e eu não consegui fotografar).

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Com a rua fechada, as pessoas se posicionavam próximos às barras colocadas na rua para assistir, em um clima super descontraído e alegre. Música no lugar de sirenes, sorrisos e gente de toda a parte do mundo. Ao final foi possível ter uma visão limpa de carros do Arco do Triunfo e das árvores que embelezam a avenida mais conhecida de Paris.

Na volta passamos no shopping próximo ao aparthotel e pegamos nossa janta na Pizza A Emporter, com direito a vinho e atendimento de um italiano. Posso dizer que são muito boas, e o vinho uma delícia.

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Dia 12 – Paris – Aquário e Shopping

Acordamos em um sábado com chuva e frio intensificados. Caminhar pelas ruas de Paris não era a melhor opção, então escolhemos dois passeios próximos ao hotel.

Cineaqua

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Alice é apaixonada por aquários desde que conheceu o Oceanário de Lisboa. Sempre que vou montar um roteiro e pergunto o que ela gostaria de ver, este será um passeio obrigatório. Então eu já sabia onde encontrar um aquário próximo a nós: no Trocadero.

O Cineaqua fica junto ao Trocadero, não é um aquário grande, em uma hora e meia você conhece todo o local. Ali estão peixes de todos os tamanhos, Nemo, Dory e Tubarões circulam entre pequenos e grandes espaços. Há também várias representações para reforçar a importância de cuidar das águas e não atirar lixo nas mesmas.

Entre um corredor e outro você pode encontrar bonecos de piratas ou a sala de um comandante. O diferencial deste aquário é o incentivo a interagir. O grande sucesso entre pequenos e grandes está na piscina onde é possível acariciar os peixes. E alguns procuram as mãos para receberem carinhos. Alice não teve coragem de tocar, ficando a tarefa para mim e o papai. A pele deles causa estranhamento em um primeiro contato, mas é uma experiência bem interessante.

No aquário também a locais para sentar e simplesmente admirar, além de uma loja de souvenires. Um passeio bacana, principalmente em um dia de chuva, já que o local é fechado.

A entrada de carrinho de criança é permitida, e o deslocamento interno é muito fácil.

Informações:
Valores: 20, 50 euros para adulto e 13 euros crianças a partir de 3 anos
Endereço: Dans les Jardins du Trocadéro – 5 avenue Albert de Mun – 75116 Paris

Trocadero

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Aproveitando a pausa da chuva, fomos no melhor ponto para admirar a Torre Eiffel e fazer umas fotos de inverno em pleno verão com a grande Dama ao fundo.

O Trocadero é formado por vários jardins e prédios, mas é na parte mais alta que os turistas se aglomeram. Além da torre, diversas estátuas e museus o completam. Um espaço bastante bonito, que nos faz recordar com sua estátua do marechal Foch antigas batalhas.

Shopping Beaugrenelle

Com a volta da chuva e sem paciência para procurar um restaurante, fomos para um passeio típico de gaúcho: ao shopping. O Beaugrenelle é todo envidraçado e muito próximo ao hotel que estávamos. E sim, ele estava realmente cheio naquele dia.

Fizemos um almoço rápido em uma espécie de fast-food italiano, onde massas e pizzas estavam prontas, bastava escolher e pagar.

Naquele dia, já com o período da liquidação de verão em vigor, foi possível ver como andavam os preços em Paris, já que nele há lojas como FNAC, Sephora, Zara, Michael Kors entre outros. Confesso que comparando com Lisboa e Madrid achei os preços salgadinhos e ficamos só na olhadinha. A propósito, vai uma havaiana por 24 euros?

* Quer ver as fotos? Siga o nosso instagram @3geracoese1mala
* Viagem realizada em junho-julho/2017
* Patrocinada por nós
* Alice estava com 4 anos e 1 mês

Dia 11 – Paris – Literatura e Gastronomia

Chuva e frio se tornaram mais presentes, mas como era o dia de encerrar o Museum Pass não vale desanimar. Abrigamos à pequena e lá fomos nós em mais uma caminhada.

Pantheon

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Localizado no Quartier Latin, próximo a Universidade Paris-Sorbonne, o prédio construído entre os anos de 1764-1790 impressiona pela beleza. Seu acesso é tranquilo, pois a quantidade de visitantes é relativamente pequena.

Na parte interna estão grandes colunas, quadros religiosos que ocupam paredes inteiras, esculturas, o pêndulo de Foucault e as criptas de escritores, cientistas, generais e políticos que escreveram o seus nomes na história, como Voltaire, Alexandre Dumas e Emile Zola.

Para chegar as criptas é necessário descer um nível, onde há terminais com detalhes, caixões, mais esculturas e algumas estátuas dos enterrados (como Voltaire).

Existe também referências a memória de Antoine de Saint Exupéry, muito conhecido pela sua obra O Pequeno Príncipe.

É um passeio de duas horas, fácil de encaixar com o jardim de Luxembourg, por exemplo, (passamos por dentro dele para chegar no Pantheon, só não aproveitamos mais devido ao tempo), que além de render bonitas fotos é uma viagem pelo passado francês.

Informações:
Aberto todos os dias das 10-18hs
Ingresso 7 euros (crianças não pagam)
Aceita o Museum Pass

Almoço Il Suppli

E um dos nossos melhores almoços (se é que não foi o melhor) foi em um restaurante italiano chamado Il Suppli. Para Alice nhoque, para os adultos o menu do dia. Tudo muito gostoso. A massa com molho de limão divina. E a sobremesa deliciosa também.

O atendimento super simpático e o preço considerei bom por tudo o que comemos. O tipo de refeição em que se sai feliz.

Igreja de Saint-Sulpice

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A igreja com suas torres desiguais possui em seu interior referências astronômicas, como um relógio solar, e todo um ar que parece misturar lendas, censuras e anos de aventuras. Não foi a toa que ela foi cenário de O Código da Vinci (livro que virou filme). Só ela poderia fornecer todo um enredo para quem imaginação fértil.

Simples e imponente, ela é uma igreja bastante tranquila de se visitar. Não há venda de souvenir, mas mendigos dormindo próximos a porta. Sua mistura de luz e escuridão lhe dão um charme a mais, fazendo valer muito a visita, que sem chuva é relativamente rápida.

Antes de retornar em direção ao hotel paramos em uma loja Pierre Herme e sim, achei os seus macarrons melhores. Mas quem realmente ganhou o nosso coração foram seus bolinhos. Eles são maravilhosos.

Quai Branly

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Alice pediu para entrarmos mais uma vez no museu das letrinhas ver o fofinho. E sim, fizemos a vontade dela. Este é outro local muito bacana, de visitação não demorada e sem a muvuca de turistas. Com objetos que representam as civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas, ele convida para uma rápida volta ao mundo cultural, nos apresentando hábitos e crenças, tragédias e perguntas. Fugindo do óbvio, ele cativa e desperta a curiosidade de grandes e pequenos.

* Quer ver as fotos? Siga o nosso instagram @3geracoese1mala
* Viagem realizada em junho-julho/2017
* Patrocinada por nós
* Alice estava com 4 anos e 1 mês

Dia 10 – Versailles

Para chegar ao palácio do Rei Sol, optamos pelo transporte público. Pegamos o REC na estação próxima a Torre Eiffel, comprando os tickets na máquina (crianças tem desconto). Meia hora depois chegávamos à pequena e bela Versailles. O palácio fica muito próximo à estação, uns dez minutos de caminhada. Impossível não encontra-lo, em um legítimo siga a multidão.

Para acessar é preciso passar primeiro pela revista, após era possível ver uma fila não tão imensa para acessar o castelo. Mas com previsão de chuva para a tarde, optamos em primeiro ir aos jardins. Fomos em uma quinta-feira e a entrada dos jardins estava liberada. Ponto positivo é que a entrada custa 9 euros e não está inclusa no museum pass (somente a visita ao palácio), o lado negativo da economia é que as fontes não estavam funcionando, faltando algo no passeio.

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Caminhamos pelo jardim e seus vários caminhos, quando a chuva quis aparecer, pegamos um trem para ver o Grand Trianon e o Domaine Marie Antoinette. É o tipo de local que com sol vale um piquenique. Tudo muito bonito e bem cuidado.

A turma não quis almoçar nos restaurantes do jardim, com isso acabamos parando no Ore, que eu não sabia, pertence ao chef Alain Ducasse. Inicialmente queríamos o menu do dia, mas o atendimento foi meio estranho, nos colocaram em um salão onde estavam fotografando pratos. Conseguimos pedir algo que a Alice gostasse e comemos uma espécie de sanduíche. O legal deste restaurante é que ele fica dentro do Palácio e tem todo um ar antigo. O estranho é que o elevador te larga dentro da cozinha e você chega meio perdido na recepção, que também achamos meio confusa.

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Após o almoço hora de encarar uma super fila para entrar no palácio. Que também possuí revista, mas achei tudo relativamente rápido. Subimos e descemos escadas, passamos pelos cômodos e pela linda galeria de espelhos (que nos faz imaginar como seriam os bailes). Logo no início é possível saber mais sobre a história da monarquia francesa, que rei incluiu cada parte do Palácio (que ninguém ousaria chamar de puxadinho), nos transferindo para um passado distante, mas que ainda guarda certo glamour.

Retornamos no REC, a diferença é que nesta estação cobramos os tickets nos guichês, pois nas máquinas só com cartão.

É um passeio de dia inteiro. Vale ir com sapatos e roupas confortáveis para caminhar e aproveitar. No nosso caso a chuva (que realmente chegou à tarde) atrapalhou o passeio nos jardins, que são deliciosos. Mas vale muito a pena ir conhecê-lo.

Informações:
Para visitar o palácio é possível utilizar o museum pass
Ingressos a partir de 18 euros
Crianças e adolescentes até 18 anos não pagam
Não abre na segunda-feira
Horário: 09hs às 17h30

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* Viagem realizada em junho-julho/2017
* Patrocinada por nós

* Alice estava com 4 anos e 1 mês