Dia 10 – Barcelona – Modernismo

Hoje era um dia que não poderia começar com atraso, já que o nosso primeiro compromisso da manhã era com a Sagrada Família, único ponto turístico em que optamos em comprar os ingressos antecipados pela internet (fácil, fácil, acho que vou aderir mais a este modo na próxima viagem).

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo? Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

Saímos do hotel e fomos até a estação Sants, onde pegamos a linha 5 para descer na Sagrada Família. A estação de chegada é uma graça, não deixe de observar os quadros.

Estação
Estação próxima a Sagrada Família

Havíamos comprado o horário das 10h30 e chegamos às 10hs. Não é permitido entrada antecipada, e como a cripta da Sagrada Família não estava com o acesso liberado, acabamos matando tempo na lojinha.

Sagrada Família
A primeira coisa a se dizer é que sim, ela é impressionante. Antoni Gaudí nos presenteia com uma igreja cujas paredes externas nos contam histórias, e a parte interna tem uma luminosidade que substitui o dourado das catedrais mais antigas. Não é a toa que ela foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. E independente da sua crença, não deixe de visita-la.

Sagrada Familia
Sagrada Família

É importante observar que ela ainda está em construção, todas as modificações desde o projeto original do arquiteto Francisco de Paula del Villar até os 43 anos em que Gaudí esteve pensando e repensando a obra podem ser visto em uma espécie de museu no subsolo, próximo aos banheiros. Lá estão várias maquetes com todas as transformações. Alice adora maquetes, então observamos vários com calma, e é impressionante ver a diferença dos conceitos mesmo para quem é leigo.

Esta obra foi tão importante para Gaudí que em 1914 ele passou a atuar exclusivamente no projeto, e assim seguiu por 12 anos, até a sua morte em junho de 1926 por atropelamento. E hoje seus restos mortais descansam na cripta do templo.

Vista Torre
Vista da cidade após subir em uma das torres

Sobre a sua forma, a Sagrada Família possuí três fachadas:
– Fachada da Natividade: é por aqui que entramos, havia dois acessos, sendo um junto à loja e outro mais distante. Esta é a fachada finalizada por Gaudí e possuí três portas: a da caridade contando o nascimento de Jesus, a da esperança onde se conta a morte dos bebês e a fuga para o Egito e a da Fé com a apresentação de Jesus ao templo.
– Fachada da Paixão: com guerreiros que lembram as chaminés de outra obra de Gaudí (La Pedrera), ela conta os últimos dias de Cristo. Lá estão o seu sofrimento e julgamento.
– Fachada da Glória: hoje ela está em obra, e ainda não se tem ideia clara de como será. A promessa é que ela seja a principal, e as magníficas portas com frases do pai nosso em 50 idiomas já nos dá ideia de sua grandiosidade.

SAgrada família interna
A luminosidade

Ao entrar, os vitrais coloridos logo captam a atenção de quem por ali caminha. Como as fachadas eles contam histórias em um verdadeiro arco-íris que nos leva de uma ponta a outra.

Sagrada Família Cristo
Altar principal da Sagrada Família

Mas não deixe de olhar para cima, só assim você poderá observar que as colunas são como árvores e no alto temos uma verdadeira floresta de uma cor tão clara que nos transmite paz.

Sagrada familia teto
O teto que lembra uma floresta

Além de percorrer toda a sua extensão é possível subir em uma das torres com horário também agendado. Seguindo indicação, optamos pela fachada da Natividade. A subida foi feita de elevador, e a descida é por escadas. A todo o momento você precisa fazer escolhas sobre o caminho a percorrer. E a cada janela você tem uma ideia de vista, do que está pronto, do que está em obra e até mesmo da parte interna.

Area em construção
Fachada Glória ainda em obras

Com crianças:
– Elas possuem entrada gratuita.
– Menores de 6 anos não podem subir nas fachadas por questão de segurança (aqui o Marco abriu mão de subir para ficar com a Alice)
– Carrinhos de criança são permitidos.
– Como o espaço é amplo, mesmo com todos os visitantes, é fácil de elas se locomoverem.

Dicas gerais:
– Para quem estiver com carrinho de criança, cadeira de rodas, ou precisar de ajuda com mobilidade, utilize a entrada junto à loja, pois a mesma possuí um elevador próximo.
– Não deixe de pegar o áudio-guia, a visita é muito mais rica com ele.
– Não faça a visita correndo, o local possuí muitos detalhes que precisam de atenção, e não deixe de subir em uma das fachadas.
– Não existe um código de vestimenta rígido, mas não abuse nos dias de calor, afinal, é uma igreja.
– Se você gosta de colecionar moedas com desenhos dos pontos turísticos não deixe de pegar a sua em uma das máquinas.

Para maiores informações:

Como chegar:
Endereço: C/ Marina N 41º 24′ 283″ | E 2º 10 ‘486″
De Metro linhas L2 e L5 Sagrada Família
De ônibus: Linhas 19, 33, 34, 43, 44, 50, 51, B20 e B24

Horários e valores: consulte o site aqui.

Almoço – Villa Caprice
Finalizamos a visita com fome e optamos por um restaurante próximo, o Villa Caprice, onde uma atendente brasileira nos apresentou o cardápio (não é raro encontrar compatriotas trabalhando por lá).

Aproveitamos para tomar uma sangria. No caso eu e a vovó pedimos por uma seleção de tapas (onde havia frutos do mar, cogumelos, batata, frango, entre outros itens em forma de petisco), Alice foi de massa quatro queijos e o papai de paella mixta.

A comida bastante gostosa, sangria deliciosa, e o lugar bem agradável. Por ser bem próximo a um ponto turístico não achei o valor exorbitante, e foi um almoço bastante agradável.

A próxima visita era bem pertinho.

Hospital de la Santa Creu i Sant Pau
Quando coloquei este ponto turístico no roteiro, minha mãe questionou o que iriamos fazer em um hospital. Chegando lá, foi fácil de entender o motivo pelo qual este lugar merece ser visitado.

Hospital Entrada
Entrada do Hospital de la Santa Creu i Sant Pau

Uma pequena cidade em estilo modernista com seus prédios de tijolo a vista, bancos para sentar, jardins e túneis. Sua construção teve início em 1902, mas sua inauguração oficial foi em 1930 e hoje também é um Patrimônio Mundial da Humanidade.

Hospital - patio
Visão do pátio interno

Atualmente ele atende tanto aos turistas em sua parte histórica, quando pacientes em sua parte mais nova.

Como funciona a visita?
Na lateral do grande prédio da fachada principal, existe outro prédio onde se compra os ingressos. Criança não paga. Nós optamos pela visita livre, onde seguimos o mapa com os prédios indicados para visitação. Neles encontramos fotografias e maquetes, exposições com vasos antigos, exposições artísticas, estátuas, além dos próprios prédios. É interessante observar os detalhes, alguns foram os antigos quartos dos pacientes.

Também é muito legal descer até os corredores subterrâneos e observar como eram feitas as ligações.

Hospital - corredor
Corredores que são túneis

A parte chata é que no dia da visita estava ocorrendo um evento de moda no local, e um dos prédios estava fechado para os turistas e o principal parcialmente liberado (mas o valor do ingresso não possuía desconto). Mas mesmo com isto a visita valeu muito a pena, o lugar é lindo.

Com criança:
– O espaço é muito legal, se elas ficarem entediadas com os prédios tem os jardins para elas se locomoverem de um lado para o outro, mas mesmo os mais pequenos podem se interessar entre os coloridos e túneis.

Hospital Exposição
Alice e as borboletas

Para maiores informações:

Como chegar:
O hospital fica entre as ruas Carrer de Cartagena e Carrer de Sant Antoni Maria Claret, o grande portão facilita a identificação de por onde entrar.
De metro, desça na estação Sant Pau / Dos de Maig na linha 5 (azul).

Para informações sobre horários e preços, Clique aqui.

Terminada a visita, tivemos a belíssima ideia de ir a pé para a próxima atração, que ficava a menos de 2km de distância, mas com muito mais subidas do que imaginávamos..

Park Güell
Chegamos após às 18hs no Park e mesmo assim tivemos que esperar mais de uma hora para conseguir entrar na área paga do local, chamada de zona monumental. Então aqui vale sim a sugestão de comprar o ingresso antecipado pela internet, embora não seja tão difícil passar o tempo percorrendo a parte gratuita.

O curioso deste parque é que ele é um condomínio que não foi finalizado. Esta obra de Antoni Gaudí não provocou interesse, e apenas duas casas foram construída, uma das quais ocupada pelo próprio arquiteto. O local hoje faz parte do Patrimônio Mundial da Humanidade.

Park Guell - superior
Alice admirando a parte colorida do parque

Na parte gratuita não existem cores, você consegue fazer trilhas, até mesmo um piquenique, desde que tenha levado o seu lanche. Aliás, o local é bastante isolado, sem estrutura de gastronomia. Nesta área também fica a casa de Gaudí, hoje um museu, cujo ingresso é pago a parte.

Park Guell - saida
Casas abertas para visitação

Para visitar a área monumental existe hora para entrar, a fila vai se formando cerca de trinta minutos antes. No momento da nossa visita a parte de cima estava em obras, restringindo o espaço que é bastante disputado (e mostrando que falta de educação independe de nacionalidade).

Park Guell - zona monumental
Visão da escadaria central

A parte monumental é bonita pelo seu colorido, tem um jardim bonito, o famoso lagarto e duas casinhas para visitação com horário limitado. Eu e a vovó visitamos uma das casas e achamos meio sem graça para o tamanho da fila (e olha que ela estava longe de imensa).

Park Guell - Lagarto
Ele está em todas as câmeras

Confesso aqui que o Park Güell foi a nossa decepção. Como ele é longe das demais atrações, chegar e sair não é tão fácil, não achamos que o esforço valeu a pena. Em um retorno a Barcelona não cogitaria revisitá-lo.

Com crianças:
– É possível entrar com o carrinho, mas esteja preparado para os degraus na zona monumental.
– Crianças até 6 anos tem entrada gratuita.
– Leve lanche e água, no local só encontrará ambulantes.

Como chegar:
A entrada principal fica na Carrer d´Olot, no bairro de La Salut. Na hora de ir embora é possível sair pela zona monumental.

Mais informações sobre horários e valores, clique aqui.

E se já não achamos tudo isso, o google maps ainda deu uma bugada legal na hora de ir embora, nos fazendo dar voltas e voltas sem chegar à estação de trem. Com isso não consegui visitar a Praça Diamante, praça que dá nome ao livro de Merce Rodoreda e tem uma obra em homenagem a personagem. O livro é muito legal, quem quiser saber um pouco mais, aqui tem uma resenha.

Chegamos ao hotel bastante tarde e podres de cansaço, mas o dia seguinte prometia.

* Quer mais fotos? Siga nosso instagram @3geracoese1mala
* Alice estava com 5 anos e 1 mês
* Viagem realizada no mês de junho/2018
* Patrocinada por nós

Dia 8 – Barcelona -Futebol, gastronomia e uma famosa avenida

A única programação certa para este dia era o almoço que havia reserva. Com base nisso resolvemos visitar o estádio do Barça pela manhã e curtir a região do restaurante na parte da tarde.

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo? Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

Camp Nou
Para esta manhã eu e Alice vestimos nossos mantos na versão outubro rosa do tricolor gaúcho para conhecer a casa, também conhecida como estádio, do FC Barcelona.

Camp Nou - Bemvindos
Eu e Alice devidamente fardadas

Fundado em 1899 a ligação com a cidade de mesmo nome e com a Catalunha é muito forte. Com homenagens inclusive dos mais ilustres moradores, como Miró.

Camp Nou - Miro
Barça por Miró

Compramos os ingressos na hora para o Camp Nou Experience que consiste em:
– Museu: onde estão os troféus, camisas, história de jogadores importantes, calçados, de todas as equipes de diferentes modalidades do Barcelona.

Camp Nou - Trofeus
A sala com os muitos troféus do Barcelona

– Tour do Camp Nou: pode se chegar pertinho do campo, sentar no banco de reservas, visitar o vestiário do time visitante, o túnel de acesso (e sentir a mesma pressão que é dada ao time visitante), sentar em diversos pontos da arquibancada, ver as cabines e a sala de imprensa (aqui, ao contrário do estádio do Real Madrid não é possível sentar junto à mesa e fazer de conta que dá entrevistas).

– Zona Multimídia: mesas e painéis interativos contando a história do clube.
– Lojinha: com uma mini arquibancada e tudo que é tipo de produto que você imaginar.

– Fundação: o pequeno museu conta na forma multimídia várias das ações envolvendo ajuda as crianças pela fundação do Barça. Não perca o simpático robozinho que faz a apresentação.

Vale a pena para quem curte futebol, para quem vai com criança (é um sobe e desce passando por diversos lugares, feito um labirinto), e para quem quer ver um pouco mais de um dos símbolos da Catalunha.

Camp Nou - Acesso
A visita é bastante procurada e os ingressos possuem horário limite de acesso

Para quem vai de carrinho, eles precisam ficar na entrada, não é permitido durante todo o passeio. Existe elevador disponível para circulação entre os andares. E crianças até 5 anos não pagam para entrar.

Maiores informações clique aqui.

Almoço Fonda Espana
Dentro do Hotel España, em um prédio construído em 1859 e reformado pelo modernista Lluís Domènech i Montaner está o restaurante Fonda España.

Fonda espana
Detalhes do teto do restaurante

Fizemos a reserva ainda no Brasil e valeu a pena. O lugar é lindo e eles possuem o menu do dia – entrada, primeiro prato, segundo prato, sobremesa, bebidas (incluindo vinho) e mais docinhos ao final-, que por toda a qualidade e sabor não são caros. E sim, eles possuem menu infantil, e vem tudo em pratos bonitinhos também, Alice adorou.

É um lugar para almoçar com calma, então ele vale muito a pena para quem vê a gastronomia como parte da experiência de viagem, adora uma boa comida e um lugar lindo.

Para quem se interessar, é possível fazer um tour pelo hotel também.
Informações sobre o tour clique aqui.
Informações sobre o restaurante clique aqui.

Após o almoço, hora de caminhar a esmo. Isto mesmo, ver o que a gente encontra de bacana na área ao lado do bairro Gótico.

Palau Güell
Passamos apenas pela frente deste edifício de Antoni Gaudí, que ficava bastante próximo ao restaurante. Construído entre 1886 e 1888 ele chama a atenção pelos objetos e bichos retratados em ferro.

Palau Guell
Cuidado para não confundir com o parque

É possível visita-lo por dentro, para quem tiver curiosidade, informações sobre valores e horários aqui.

Gato Botero
Grande e gordo, com seus bigodes decorando um leve sorriso. Eis o lindo gatão, obra de Fernando Botero que fica na Rambla del Raval. Impossível não querer tirar uma foto com este bichano tão fofo.

Gato Botero
Todo o charme do Gato de Botero

Jardins de Rubió i Lluch
Uma entrada nos levou a uma espiada, e nos descobrimos nos Jardins de Rubió i Lluch, que fica no meio do antigo hospital de la Santa Creu (o novo visitamos no mesmo dia da Sagrada Família e é lindo).

Os prédios que estão na volta dos jardins tiveram sua construção iniciada em 1401 e possuem um estilo gótico. Hoje, além do jardim, há a Biblioteca Nacional da Catalunha e o Institut d’Estudis Catalans, neste último não deixe de falar com o segurança para visitar o claustro, que é muito bonito.

Se você estiver cansado, aproveite para sentar e admirar. Quando fomos havia uma pequena biblioteca a céu aberto, assim como um tabuleiro de xadrez, além de jovens estudantes e turistas de passos leves andando de um lado para o outro.

Mercat La Boqueria
Em busca de um banheiro acabamos entrando no mais famoso dos mercados, cujo nome oficial é Mercat de Sant Josep. Foi ele que utilizamos para atravessar a quadra e chegar à Las Ramblas.

Diferente dos outros, além de frutas, peixes, tem muitos outros itens de alimentação como doces e sorvetes. Lotado, é preciso prestar atenção por onde anda e não largar a mão das crianças.

Casa Bruno Cuadros
Dragões, leques e guarda-chuvas. Eu adorei esta casa definida como modernista com influência japonesa. Reformada em 1883 pelo arquiteto Josep Vilaseca ela era uma loja de… guarda-chuvas :D.

Não deixe de admira-la e depois observar…

Pla de l’Os
Desenhado no calçadão da Las Ramblas uma das três obras de boas-vindas de Joan Miró, especificamente para aqueles que chegam pelo mar. E ele fica perto da rua onde este fantástico artista nasceu.

Pla de l_Os
As boas-vindas de Miró

Colorido e bonitinho, não existe melhor forma de ser acolhido.

Las Ramblas
Logo que comecei a pesquisar o roteiro este foi um dos primeiros nomes a pipocar nas pesquisas. Pouco tempo depois ela era cenário de um atentado terrorista que quase nos fez desistir da viagem.

Mas foi em um dia ensolarado, tomando sorvete, que caminhamos por esta rua super movimentada, entramos em algumas das lojas e admiramos os prédios que lhe cercam.

Pela grande quantidade de gente não dá para bobear com as bolsas e carteiras, mas ela possui um agito gostoso e ir a Barcelona sem passar pela mais famosa de suas avenidas não dá.

Hora de comprar a nossa janta, um vinho gostoso e retornar pra o hotel. Pois no outro dia tem bate e volta.

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Dia 7 – Barcelona – Parque, museu e praia

Domingo de sol pode dar vontade de ir ao parque ou a praia. Nós resolvemos aproveitar que Barcelona tem os dois para um dia ao ar livre.

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Montjuic
Nosso belo domingo tinha como destino inicial o Montjuic. Dia de seguir até a Plaça Espanya e atravessar as duas grandes torres. Utilizando as escadas rolantes passamos pela fonte mágica até chegar ao Museu Nacional de Arte da Catalunya (MNAC).

Por fora o prédio do museu é belíssimo. A visita interna ficou para outra oportunidade, pois queríamos explorar o parque. E foi andando a esmo que encontramos várias referências aos jogos olímpicos realizados em 1992, incluindo o estádio principal.

Encontramos estátuas, águas que desciam em cascata, a calçada da fama dos atletas, a fundação Joan Miró. É um lugar em que facilmente se pode passar o dia inteiro, entrando e saindo de lugares, como os Jardins de Laribal ou o Jardí D’Aclimation. Mas como queríamos fazer o passeio de barco, descemos uma escadaria que nos deixou bem pertinho de Port Vell. Almoçamos uma espécie de cachorro-quente e fomos para as Las Golondrinhas.

Las Golondrinas
O passeio pelo porto surgiu junto com a Exposição Universal no ano de 1888 (olha ela de novo) e tem a sua saída próxima do Mirador de Colombo. E é mais de uma empresa que oferece o serviço.

Fomos pela empresa que leva o nome de Las Golondrinas. Havia dois passeios: um de 40 minutos que percorre o porto e o pelo mar que dura em torno de uma hora e meia e passa pelas praias de Barcelona. Como havíamos percorrido parte das praias a pé, optamos pelo segundo para ter a visão completa.

Opinião sincera: o passeio é legal, mas não indispensável. Em alguns momentos ele chega a ser um pouco aborrecido, então não sei se a versão menor não vale mais a pena.

Ele é legal pela visão que você tem estando no mar, da cidade. Você tem uma ideia melhor de toda a extensão e observar outros detalhes que a pé passaram despercebidos.

Para mais informações clique aqui para acessar o site.

Museu Marítim
Aproveitamos que aos domingos o acesso ao museu marítimo é gratuito após as 15 horas e fomos conhecê-lo. Super-recomendamos. Ele conta a história da navegação por barcos e alguns vídeos. Tem uma área interativa bem bacana. No geral, um passeio que encanta pessoas de todos os tamanhos. Não deixe de pegar o audioguia, ele é essencial principalmente nas salas com vídeo.

Vale a pena a visita pois ele fica em um dos estaleiros onde eram construídas as embarcações durante o período da Coroa de Aragão. Fundado em 1929 conta a relação com o mar não só de Barcelona, mas na época dos descobrimentos. E o mais impressionante, a reprodução da Galera Real de Juan de Áustria, onde se consegue ter uma ideia do tamanho real e de como as pessoas iam ali dentro.

Para uma pausa e reforço no estomago, o café do museu possui coisinhas gostosas e um preço justo.

O ingresso deve ser comprado no local. Para maiores informações sobre horários e preços clique aqui.

Teleférico
A indiada do dia começou quando resolvemos pegar o teleférico para retornar ao Montjuic. Como agora só existe um ponto de subida e descida acabamos caminhando bem mais do que se tivéssemos retornado pela escada.

O teleférico existe desde 1931, e ao olhar em direção ao mar será difícil não vê-lo. Entre La Barceloneta e o Parc de Montjuic são aproximadamente 10 minutos. Optamos pela passagem apenas de ida, já que estávamos hospedados próximo ao parque.

A visão que se tem pelo teleférico é realmente legal, mas sinceramente, ele valeria mais a pena se fosse menor, pois dependendo do lugar onde se fica não irá se enxergar nada. Outro ponto é o tempo de espera para pega-lo, que é bem demorado.

Para quem tem pouco tempo na cidade creio que não vale a pena. Maiores informações clique aqui.

Montjuic – Parte 2
O objetivo aqui era subir até o castelo, que também tem entrada gratuita nas tardes de domingo e finalizar assistindo ao show da fonte mágica. Mas a mamãe aqui fez uma confusão quando chegou ao outro teleférico, e achou que o funicular também levava até o alto. Resultado: fomos parar na Avenida Paral-lel.

Montjuic encerramento
O Parc Montjuic é muito legal, e com criança se torna um passeio obrigatório

Com todo o cansaço e carteirinha da FUNAI devidamente carimbada, retornamos ao hotel para jantar e descansar para aproveitar o outro dia.

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Dia 6 – Barcelona – Arquitetura e Museu

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Barcelona possuí muitas casas famosas, e os preços para entrar nelas são bem diversificados. Com o valor não muito amigável do euro, optamos em conhecer internamente somente uma e apenas passar pela frente das demais.

Alice no carrinho e lá fomos nós na famosa Passeig de Gràcia, onde ficam as casas La Pedrera e a Casa Batlló de Antoni Gaudí. Seguindo a dica do Passaporte BCN, escolhemos a segunda.

Casa Batlló
Grudadinha da casa Amatller ela já encanta pelo colorido no lado de fora. Não compramos ingressos antecipados e não havia fila para compra na hora (fomos no turno da manhã, um pouco antes das 11 horas). Para quem gosta de comprar via site, o desconto dado é muito bom, se o câmbio da moeda estiver estabilizado vale a pena comprar antes.

Para quem vai com carrinho, você deixa com as meninas ainda no térreo, elas te dão um papel com o número de identificação dele. Na hora de sair basta entrega-lo para pegar o seu carrinho de volta.

Não deixe de pegar os áudios, eles são importantes para entender a história. Tem vários idiomas, incluindo o português.

A casa Batlló foi reformada entre 1904 e 1906 a pedido do rico empresário Josep Batlló, que havia comprado um prédio de 1877 e precisava de uma série de ajustes. Para tamanha empreitada chamou Antoni Gaudí. O resultado foi tão extraordinário que em 2005 ela se tornou Patrimônio Mundial da Humanidade.

Mas vamos a nossa impressão. Ao chegar nela parece que você irá entrar em um mundo paralelo, as cores se misturam de forma harmoniosa, e se uma hora você enxerga a parte de um dragão, em outra você se sente no fundo do mar. As escadas te levam a explorar cada andar, onde nem todas as portas vão estar abertas para visitação.

Nem mesmo as crianças irão ficar entediadas, pois o local é um convite à imaginação. A única coisa que não deu vontade foi de morar ali, pois o local está muito mais para uma grande obra de arte da arquitetura do que um lugar para sentar e assistir televisão.

Pelo terraço é possível espiar um pouquinho da Casa Amatller de Puig i Cadafalch, que fica grudadinha a casa Batlló e disputou com ela o título de casa mais bela quando o quarteirão virou inspiração para os mais importantes arquitetos do modernismo catalão.

O que Alice mais gostou foi da maquete da casa, apontando o equipamento do áudio para a maquete branca era possível enxergar como a casa funcionava com seus moradores.

No caminho passamos pela outra casa de Gaudi, conhecida como La Pedrera. Seu tamanho impressiona, assim como as suas curvas. A visita interna ficou para uma próxima visita a Barcelona.

Casa La Pedrera

Aliás, a grande dica ao caminhar por Barcelona é observar seus prédios, pois você irá descobrir detalhes riquíssimos.

Para maiores informações: Casa BatllóLa Pedrera

Mercat de la Concepció
Este mercado inaugurado em 1888 chama atenção pelas flores que ficam a sua frente. Internamente bancas de alimentos e um grande mercado. Seguimos a dica de não tocar em nada, apenas observar. Não compramos nada, pois ainda havia muitas coisas para fazer e não queríamos ficar carregando sacolas.

Mercat

Església de la Concepció
A bela igreja em estilo gótico construída entre os séculos XIII ao XV foi desmontada e remontada durante a expansão da cidade de Barcelona. Infelizmente ela estava fechada no horário que passamos, com isso só conseguimos olhar sua parte externa.

Igreja

Praça com Monument al Dr. Robert
Localizada na parte central da Plaça Tetuán é uma homenagem ao médico/prefeito Bartomeu Robert.

Dr Robert

O que diferencia o monumento é a sua história. Durante a guerra civil espanhola ela foi desmontada e guardada, só retornando as ruas em 1984 emocionando os moradores da Catalunya.

Almoço
E o pior almoço de toda a nossa viagem vai para… Trole. Restaurante próximo ao Arco do Triunfo cujo nome já avisa: você pode ser trolado.

Na porta havia um menu do dia, preço dentro da média, resolvemos experimentar. Quando sentamos fomos informados que no final de semana eles não serviam o menu. Então pedimos um prato de massa para Alice, Marco uma pizza, eu e a vovó um hambúrguer para cada uma.

Começou que a senhora que nos atendeu marcou somente um hambúrguer, e quando eu vi a cara dele fiquei até agradecida por não terem anotado o meu pedido, pois como a minha mãe confirmou não era só a cara que era ruim.

A pizza e a massa eram bem meia-boca. Não valendo mesmo o valor gasto no local.

Com isso fui obrigada a ir degustando algumas coisas no caminho, para aplacar a fome, pena que não consegui fotografar nem anotar o nome dos lugares, pois pegava e seguia caminhando.

Arco do Triunfo
Sim, Barcelona também possuí o seu arco do triunfo, construído por Josep Vilaseca i Casanovas para a Exposição Universal de 1888. Cheio de detalhes, assim como o caminho que leva até o Parc de la Ciutadella, vale a pena circular com calma por esta parte.

Arco do Triunfo Barcelona

Museu de la Xocolata
Criado em 2000 em um local onde já funcionou um convento é um museu que conta a história do chocolate e possui diversas esculturas com temas atuais e mais antigos feitos de… chocolate.

O ingresso pode ser antecipado ou comprado na hora, quando fomos não havia fila. O ticket é uma barrinha de chocolate 70% cacau com a bandeira do seu país de origem.

Fomos por ele estar em uma das atividades indicadas para serem feitas com crianças. Em nossa opinião é uma atração dispensável. No dia em que fomos às atendentes pareciam estar contando as horas para ir embora, não havia nenhuma oficina, e o chocolate não era do tipo a coisa mais gostosa do mundo. Compramos outros tipos para experimentar e de forma geral não aprovamos.

Crianças até 7 anos não pagam. Entrada de carrinho permitida.

Para mais informações, clique aqui.

Museu Picasso
Em um lindo conjunto de palácios góticos estão às obras de um dos artistas mais incríveis, admirado até mesmo pela nossa integrante mais nova. A fila para compra de ingresso na hora era de tamanho médio, mas bastante rápida.

Inaugurado a 50 anos na cidade indicada pelo próprio Picasso, o museu possui mais de 3 mil obras entre exposições fixas e temporárias. Quando fomos havia todo um conjunto da relação dele com a gastronomia.

Por que vale ir? Picasso é genial. Suas obras mudam de uma fase para outra, parecendo muitos artistas em um. Se em uma sala você pode sair sem nenhuma reação, em outra pode ficar encantado.

Algumas observações:
– As obras não podem ser fotografadas, há pessoas controlando todos os ambientes.
– A diferença de valor do ticket para exposição fixa e a com direito as temporárias é pequena, valendo mais a pena comprar a segunda.
– Não deixe de admirar o espaço, os palácios são muito bonitos.
– A lojinha é bem interessante, até agora me arrependo de não ter comprado um livro para a Alice e uma camiseta para mim (que não encontrei em nenhum outro lugar).
– Criança não paga.
– Entrada de carrinho permitida. O pessoal indica o elevador para ter acesso ao andar das obras.

Museu Picasso 2

Para maiores informações, clique aqui.

Hora de descansar, jantar no apartamento e se preparar para o outro dia.

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Dia 4 – Barcelona – Vamos a La Praya?

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Atendendo aos pedidos da Alice, hoje é dia de seguir rumo à praia e conhecer o aquário, passeio que se tornou tradicional depois de conhecer o Oceanário de Lisboa.

Também optamos em ir a pé, descendo uma das ruas da Praça de Espanha, o que nos fez passar pelo museu marítimo e pelo mirador de Cristóvão Colombo.

mirador colombo
Mirador de Cólon

Mirador de Colón
Uma homenagem ao navegador construída para a Exposição Universal de 1888. A grande estátua indica a direção do mar, recordando os grandes feitos marítimos daquela época. Na coluna de sustentação há leões e representações das suas conquistas.

Na grande coluna há um elevador que leva os turistas até a base da estátua, servindo como um mirante para quem quer observar a cidade.

Nós optamos em não subir, apenas admirar o monumento.

Mais detalhes sobre horário e valor no site de turismo de Barcelona.

Port Vell
No antigo porto de Barcelona é possível ver vários barcos ancorados. Aqui há uma ponte que te permite sentar e olhar a água, ou seguir até o shopping e o aquário.

Na água você verá as esculturas flutuantes do artista Robert Llimós, que criou Miraestels inspirado no poema ‘El Saltamarti’ de Joan Brossa.

Se ficou curioso para saber mais sobre este menino que esconde uma estrela, visite o site miraestels.

Aquário
Passando o shopping encontramos o aquário. Para quem não quiser comprar ingresso antecipado, a compra na hora é bem tranquila.

Na entrada várias conchas. Passando as catracas, você desce uma rampa e a partir dali começa todo um mundo marinho com cerca de 35 aquários.

A divisão geográfica dos ambientes marinhos é bacana, há displays explicativos que podem ser interessantes quando os pequenos te deixam ficar mais tempo em frente de algum dos aquários.

O ápice do passeio é o túnel, onde você é ‘transportado’ para dentro do aquário, ele permite ver tubarões passando por cima da sua cabeça. O momento encanta crianças e adultos pela sensação de proximidade.

Existe também uma área interativa, em que você também consegue ficar bem próxima a água. Aqui fica o cuidado para as crianças para não caírem nos aquários.
Em horários determinados é possível ver o horário do almoço de pinguins e tubarões.

Mais informações no site.

Almoço
Resolvemos almoçar no shopping Maremagnum pela proximidade. No térreo encontramos opções de fast-food e um buffet com poucas opções. Fomos até o último andar, onde partes dos restaurantes possuíam vista para a praia (e cobram por ela).

Em um nos ofereceram um cupom de desconto, o menu do dia oferecido por 18 euros sairia por 15 conforme o atendente em bom português. Ao entrar optamos pela parte interna, devido ao vento, e aí o atendimento simpático sumiu. Primeiro que não aparecia ninguém para atender. Passados uns 10 minutos convidei a turma para ir a outro lugar e apareceu uma moça com o cardápio, mas sem o menu do dia. Em seguida veio perguntar pelas bebidas e solicitamos o menu oferecido na frente do estabelecimento.

Neste momento ela busca o menu esperado e nos informa que o desconto não vale para ele. Mas quais bebidas queríamos? Digo que na entrada a informação repassada era outra, ela responde que não, quais as bebidas nós queríamos? E assim nos levantamos, pois algo que começa confuso provavelmente não vai finalizar bem.

Almoço Pizza

Do lado contrário encontramos uma pizzaria bem gostosa, do tamanho de um prato grande, cada uma a 10 euros. Fomos de quatro queijos e margarita. O atendimento foi rápido e compensou parte da nossa perda de tempo no outro local.

Caminhada pela orla
Saímos pela lateral do aquário e fomos em direção à orla. Tomamos sorvete e observamos as praias lotadas. Topless é comum em todas as idades, e ninguém fica virando o pescoço para olhar.

Nas áreas mais populares muitos ambulantes oferecem bolsas, calçados e roupas de marcas famosas. Não raro é ver eles e turistas negociando preços.

Nesta caminhada além de tomar sorvete e admirar o mar, vimos algumas das esculturas entre elas:

Cara de Barcelona: colorida e alta, difícil de não identificar, no estilo Por Art. é uma homenagem do americano Roy Liechtenstein cidade e a Galdi.
Onades: é as boas-vindas em forma de arcos para quem vem pelo mar, obra de Andreu Alfaro que foi instalada em 2003.
Peix: Um grande peixe dourado cuja cor oscila com os raios do sol, obra do arquiteto americano Frank Gehry.

Parc de La Ciutadella
Para descansar de tanto sol, saímos da área marítima e nos dirigimos a um grande parque de Barcelona: o Parc de La Ciutadella.

O parque possuí vários portões de acesso, um com vista para o Arco do Triunfo de Barcelona. Nós utilizamos o mais perto para quem vem da orla, que é o portão próximo ao Zoológico.

Logo de início abrimos a nossa canga e ficamos sentados na grama como diversas outras pessoas, só observando o local. Enquanto isso Alice aproveitava o espaço para correr e investigar as árvores mais próximas. Após tomar uma bebida gelada e descansar as pernas, hora de caminhar pelo parque.

Este é outro lugar perfeito para ir com criança. Muito espaço para eles correrem livres. Para quem conseguir se organizar, é possível realizar um piquenique em uma de suas sombras.

Com inspiração em jardins de países vizinhos, ele surgiu em 1888 para uma exposição. É nele que ficam o zoológico, o Castell dels Tres Dragons, estufas, parlamento da Catalunha, além de diversas estátuas.

O Zoo não faz o mesmo sucesso que o aquário com a Alice, então optamos em não visitá-lo, mas para quem gosta, o ideal é dedicar mais tempo ao parque. Lembrando que para acessar o Zoo é necessário pagar.

O que mais amamos foi à fonte monumental chamada El carro de L’Aurora. Ela é belíssima e cheia de detalhes, a fonte foi construída por diversos escultores devidamente inspirados.

A entrada no parque é gratuita.

Mercat del Born
Saindo do parque fomos em direção ao mercado mais legal da cidade, na minha opinião. Ao contrário dos outros, você não irá encontrar frutas e verduras, embora essa tenha sido a sua origem da sua construção em 1878 até 1977, quando se iniciou uma reforma.

Hoje a grande estrutura modernista de ferro guarda restos arqueológicos do período medieval, podendo ser avistados do alto. É muito fácil imaginar as pessoas circulando naquele pequeno espaço de cidade.

O acesso é gratuito, quem quiser ver de perto pode pagar por uma visita. Mais informações no site.

Igreja Santa Maria del Mar
Seu teto alto, a luz entrando pelos vidrais, onde os detalhes se destacam em meio à simplicidade. Sim, a igreja construída em estilo gótico catalão impressiona quem entra pelas suas portas.

Igreja parte interna
A impressionante Igreja Santa Maria del Mar

Construída entre os anos de 1329-1384, pode-se dizer que o tempo para a sua conclusão foi muito rápido (55 anos), se comparada com outras igrejas de mesma proporção.

De 9:00h a 12:00h e de 17:00h a 20:00h, o acesso à igreja é gratuito. De 12:00h a 17:00h é necessário pagar a visita.

Para subir no terraço é necessário pagar um ingresso também.

Como subimos no terraço da catedral, optamos em realizar a visita gratuita.

Fossar de les Moreres
Na lateral da igreja tem uma praça e uma homenagem aos defensores da cidade que foram mortos e enterrados neste local durante a guerra da sucessão espanhola no dia 11 de setembro de 1714, data que hoje se comemora o dia nacional da Catalunya.

homenagem
Homenagem em forma de arte

Saímos daqui e fomos em direção à praça da Catalunya, onde acabamos pegando um táxi, pois um dos nossos integrantes ganhou uma bolha.

Como no dia anterior, o uso do carrinho foi muito tranquilo, sendo permitida a sua entrada em todos os locais. No aquário se faz necessário buscar por um elevador em alguns momentos, mas nada muito drástico.

Jantamos no hotel e nos preparamos para o outro dia, onde tem o primeiro bate-volta.

* Quer mais fotos? Siga nosso instagram @3geracoese1mala
* Alice estava com 5 anos e 1 mês
* Viagem realizada no mês de junho/2018
* Patrocinada por nós

3º Dia – Barcelona – Bairro Gótico

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo? Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

Para sentir o clima da cidade o trajeto de hoje foi todo a pé, tendo como suporte o carrinho da Alice. Pegamos uma das grandes avenidas e fomos rumo a Plaça da Catalunya. Nosso destino: o bairro Gótico.

Universidade de Barcelona
Fachada da Universidade de Barcelona

Universidade de Barcelona
Ainda no caminho nos deparamos com a Universidade de Barcelona, um belo prédio do século XIX localizada no bairro Eixample. Ela também é citada no livro A Sombra do Vento. É possível visita-la gratuitamente, mas optamos em apenas observa-la pelo lado de fora.

Plaça da Catalunya
Ponto de encontro da cidade de Barcelona, esta praça é cercada por lojas, táxis, Aerobus e com uma estação de trem, a praça é composta de fonte, estatuas de uma diversidade de estilos e o principal centro de atendimento ao turista.

É um espaço bacana para os pequenos que se deslocam de carrinho esticarem as pernas correndo um pouco, sempre sob o olhar dos pais, já que ela é bem movimentada. Aqui também se faz necessário ter atenção com os batedores de carteira, para uma distração demasiada não gerar dor de cabeça.

Descemo-la para encontrarmos a rua que nos daria acesso às próximas atrações.

Portal del Ángel
Rua cheia de lojas, algumas em prédios cheios de história, como da H&M que ocupa o local onde ficava a antiga sede catalã de gás, construída entre 1893-1895, e durante algum tempo a entrada principal da rua.

Fonte
De suas torneiras saem água, mas não tivemos coragem de tomar

Nela também podemos encontrar uma das 16 fontes desenhadas pelo arquiteto modernista Pere Falques. Pelas suas torneiras saem água e vimos pessoas bebendo. Não nos animamos a seguir a experiência.

Portal de Entrada
Antiga sede e portal de entrada conservada

 

Iglesia de Santa Ana
Localizada à direita de quem está vindo da Plaça da Catalunya temos a la Calle Santa Ana, onde encontramos a Igreja de mesmo nome. Para quem curte o livro A Sombra do Vento é na rua desta igreja que os personagens principais moram.

Ela é pequena e fica meio escondida, exige um pouco de atenção na rua estreita. Inicialmente ela nos parecia fechada, mas foi empurrar uma porta para ter acesso ao local.

A iglesia é também um monastério que pertence a Orden del Santo Sepulcro de Jerusalém. Seu ambiente é escuro, criando uma atmosfera que te faz viajar no tempo sem sair do lugar. Sua construção iniciou na metade do século XII, mas demorou muitos anos para ser finalizada, assumindo assim o seu ar gótico.

A parte mais colorida é justamente a capela da Virgem de Montserrat, padroeira da Catalunya.

Uma palavra que a traduz é a simplicidade. Poucas coisas ornamentam as paredes cruas, tornando o lugar muito mais para reflexão do que turismo em si.

A igreja de Santa Anna foi declarada patrimônio nacional em 1811.

Não conseguimos visitar o claustro, dentro da igreja não havia nenhuma informação e no portão de acesso várias pessoas sentadas, algumas com cães que latiam para os turistas que tentavam se aproximar. Assim, ficamos sem conhecer esta parte.

Bairro Gótico
Cheio de referencias na internet, o bairro medieval de Barcelona já se chamou Bairro da Catedral e guarda muitas atrações, algumas gratuitas, para serem desvendadas por quem topa caminhar por suas estreitas.

Bairro Gotico
O Bairro Gótico possui vários cantinhos para serem admirados, caminhar por ele é viajar no tempo

Aqui é se deixar levar, você pode não entrar em tudo, mas com certeza irá se deparar com muitas coisas legais.

Barcino
Ao chegar à Plaça Nova sete letras formam a palavra Barcino, nome dados pelos Romanos a cidade que originou Barcelona.

João Brossa, poeta e artista plástico catalão, transformou cada letra em uma obra de arte, dando as boas-vindas aos visitantes a sua área antiga.

Barcino

Plaça Nova
O nome esconde a idade de uma praça que vem desde 1358 quando abrigava um mercado de palha. Vizinha da catedral, encontramos nela o Mercat Gotic, vendendo artigos novos e antiguidades.

Além do Barcino é possível observar o local do antigo aqueduto romano e os frisos desenhados por Picasso no prédio do Col·legi d’Arquitectes de Barcelona.

Passarela
Passando pelo Barcino e descendo a rua del Bisbe, irá se encontrar a passarela que liga o Palau de la Generalitat e a Casa dels Canonges. Eu não sabia, mas ela é um dos símbolos do bairro Gótico.

Passarela

O que me chamou a atenção no dia foram os seus detalhes. Ela me recordou outras passarelas, como as que vemos em Veneza e Florença, só que em uma versão medieval.

Templo de Augusto
Dentro do MUHBA Temple d’August é possível visitar gratuitamente quatro colunas de um templo construído no século I a.c. e consagrado ao culto do imperador romano César Augusto.

Além das colunas é possível ver desenhos de como era o templo original. No prédio bonitos vitrais cercam o ambiente.

Como o local para acesso as colunas possui uma pequena escada, quem vai com carrinho de criança deve estacionar o mesmo próximo à porta. Para não haver problemas não deixe nada de valor, já que certamente vocês irão se distrair observando e tirando fotos.

A visita é rápida, já que o local é pequeno.

Almoço
Sem nenhuma indicação pré-estabelecida, simpatizamos com o restaurante Tapes Barcelona e adoramos a nossa refeição. Optamos pelo menu do dia, que consiste em um prato de entrada, um prato principal, sobremesa e bebidas. Tudo por 11,10 euros por pessoa. Para Alice um prato de massa, pois ela não aguenta comer tanto assim.

Nossas entradas foram:

– Ensalada de tomate con queso mozzarella,oregano y vinagreta balsanica.
– Tallarines a la bolonesa (que papai trocou com a massa de quatro queijos da Alice a pedido da pequena)

Nossos pratos principais:

– Picaña de ternera a la brasa concilandro y patatas paja
– Cazuela de dorada a la marinera con mejillones y esparragos
– Corvina a la plancha con verduras al wok

Nossas sobremesas:

– Creme catalana
– Helado

O atendimento super simpático. Para a Alice deram uma folha com desenho dos minions e giz de zera, que no final foi colocado na parede junto com outra obra prima dos simpáticos personagens amarelos.

Almoço Alice
Pessoal garantindo a distração da Alice durante a espera dos pratos

Lugar bonitinho, tranquilo, comida gostosa, bom atendimento. Enfim, uma ótima pedida para recuperar as energias e ir para a segunda parte.

Praça Reial
O charme da Plaça Reial

Plaça Reial
Uma praça charmosa e elegante, com luminárias feitas por Gaudí e palmeiras. Apesar de nomes semelhantes (existe também a plaça del Rei), esta fica pertinho da Las Ramblas e foi construída no século XIX, o que atraiu famílias importantes da época para a região.

Praça São Miguel
A curiosa escultura moderna que lembra uma torre humana

Plaça de Sant Miguel
Andar pelo bairro gótico é encontrar diversos tipos de praças, esta é uma delas. Pequena e com uma escultura moderna, pode chamar a sua atenção durante a passagem.

Palau de La Generalitat
Prefeitura e sede do governo catalão estão frente a frente na Plaça Sant Jaume. Durante o dia protestos e outras ações populares podem ocorrer neste espaço, que durante a nossa viagem exibia uma faixa pedindo a liberdade dos seus políticos.

Sede governo catalão

Neste dia pegamos uma movimentação no final do dia, com música e cartazes, mas tudo muito tranquilo.

Plaça del Rei
Cercada por prédios que te levam a idade média, nela estão o Palau Reial Major, que até o século XV foi moradia de condes da Catalunha, a capela de Santa Ágata que fica no alto da muralha romana e o Palau del Lloctinente, onde hoje funciona a sede do arquivo da coroa de Aragão, e uma unidade do MUHBA (existem várias espalhadas por Barcelona).

Dos lugares citados apenas o arquivo estava aberto, pois havia um evento no museu.

Arquivo da Coroa de Aragão
O arquivo conserva a documentação de sete séculos da história espanhola. O palácio onde se localiza foi construído entre 1549 e 1557 com pedra de Montjuic.

Ao entrar no pátio será possível sentir o frescor do local, graças às parras que nasceram junto com o arquivo, quando o jovem Francisco plantou o primeiro galho.

Subindo as escadas, encontra-se a belíssima porta em bronze de São Jorge. Criada em 1975 por Josep Maria Subirachs, ela serve de ligação com o antigo Palácio Real.

Os detalhes desta porta são incríveis, dos textos em latim, catalão e aragonês, o mapa onde se vê a bota da Itália, sem faltar o dragão e claro a mão dourada que convida a tocar.

Jardim museu mares
Pausa para olhar os peixes

Museu Frederic Marès
Não entramos no museu, apenas aproveitamos o seu agradável pátio para descansar. Alice adorou ver os peixinhos no chafariz que fica no centro. Para quem quiser beber algo, há pequenos cafés.

Catedral de Barcelona
Imponente por dentro e por fora, para aproveitar a vista da cidade que ela proporciona é necessário pagar por um ingresso (crianças pequenas são isentas), e vale a pena.

A Catedral tem código de vestimenta, então nada de chegar de short/saia curta ou regata se quiser entrar.

Com o nome de Catedral de la Santa Creu i Santa Eulàlia, sua construção foi iniciada em 1298 e levou seis séculos para finalizar, o que explica a mistura de estilos que encontramos, como gótico, barroco e modernista.

Em sua parte interna há várias capelas secundárias, a que fica junto à porta é destinada a missa, sendo proibido fotografar.

Na parte central tem uma área que é o coro, nela estão cadeiras com escudos pertencentes aos membros do XIX Capítulo da Ordem de Toisó de Ouro, do século XVI.

Passando por ele há uma escada, ao descê-la nos deparamos com a cripta de Santa Eulália,onde o sarcófago guarda os seus restos. Existe uma grade que separa os visitantes sem impedir a visão do local.

Ao final o altar principal, com um lindo piso em mármore branco.

Uma área bem bacana é o claustro, que mais parece um belo jardim com seus gansos nadando (e esperando pão dos turistas). Ali também tem um museu com peças da igreja, que vão de tapetes, a quadros e joias. É proibido fotografar o local e sua visita está incluída no valor do ingresso.

No claustro também a figura de santos, nele encontramos a padroeira da eletricidade, em tempos de crise, toda ajuda é bem-vinda. E há também uma lojinha com lembrancinhas.

Para ter acesso ao terraço é necessário pegar um elevador (preço incluído no ingresso), não é permitida a subida de crianças pequenas, então fizemos um revezamento para todos conhecerem. A vista é linda, além do próprio bairro gótico, se enxerga o mar, a sagrada família, e outros pontos desta cidade tão bela.

Casa de L’Ardiaca
Sede do arquivo histórico da cidade de Barcelona, é outro lugar com entrada gratuita, onde é possível ver os restos da muralha romana de Barcelona.

Além disso ela possui um espaço de entrada muito bonito, onde você pode simplesmente descansar e admirar.

Terminamos o dia apaixonados pelo Bairro Gótico, ficou a vontade de estar hospedado ali para aproveitar o seu anoitecer. Mas é hora de voltar para o hotel, tomar banho, comer algo e programar o amanhã.

Com crianças: em todos os locais visitados a presença do carrinho foi tranquila, assim como a presença da nossa pequena.

Links de apoio (horários e valores):
Catedral de Barcelona
Casa de L’Ardiaca
MUHBA
Museu Frederic Marès
Palau de La Generalitat
Arquivo da Coroa de Aragão

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* Alice estava com 5 anos e 1 mês
* Viagem realizada no mês de junho/2018
* Patrocinada por nós

Roteiro 14 dias – Barcelona com bate-volta

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Com o organismo ainda se acostumando ao frio do Sul, mais um roteiro de uma viagem maravilhosa patrocinada por nós mesmos em junho de 2018.

Desde que li A Sombra do Vento tinha o desejo de conhecer a cidade de Barcelona. Durante o planejamento para Madrid chegamos a levantar a hipótese de ficar metade do tempo em uma e metade na outra, mas felizmente mudamos de ideia e assim pudemos aproveitar ao máximo estas duas cidades encantadoras.

Na volta de Paris (escolha da Alice e da vovó), eu sugeri a ideia do novo roteiro. Mas o atentado na Las Ramblas somado ao movimento separatista colocou todo mundo em dúvida. Outros destinos foram levantados, mas com tudo se normalizando e uma promoção de passagens nos fez bater o martelo.

Barcelona foi à cidade que fizemos mais bate-volta, que encaramos o transporte público sem medo, em que a gastronomia teve papel especial desde o início da pesquisa do roteiro. E sim, conforme a Alice vai ficando maior, o deslocamento se torna mais fácil, pois não precisamos levar o carrinho para tudo.

Foi também a viagem que quase não saiu por problemas adversos, mas que o destino nos empurrou e já deixou saudades. Quem ama viajar vai entender a nossa necessidade de sermos reabastecidos com lugares diferentes, esta realidade paralela que alimenta o corpo, a alma, o cérebro e o coração. E o nosso agradecimento por ela ter saído.

Mas vamos para a parte prática e boa. O pré-roteiro foi montado em um mês. A base toda foi do site Passaporte BCN, que é super completo e tem dicas preciosas. Leitura obrigatória para quem quer passear por terras catalãs.

Além deles, incrementaram as nossas ideias:
360 Meridianos
A revista Viagem e Turismo
Estrangeira
Sol de Barcelona
Conhecer tudo e mais (roteiro sugerido para fãs de A Sombra do Vento)

Chega de blábláblá e vamos ao nosso dia-a-dia de uma viagem que engloba três gerações:

1º Dia – POA – SAO – BCN
Embarque no Aeroporto Salgado Filho – POA pela LATAM
Conexão de 4 horas em Guarulhos – Almoço no aeroporto
Embarque no Voo da Latam para Barcelona

2º Dia – Reconhecimento do Bairro
Desembarque em Barcelona
Alfândega
Chegada ao hotel The Urban Suítes
Almoço Zarautz
Parc Miró
Plaça Espanya

3º Dia – Bairro Gótico
Universidade de Barcelona, Praça da Catalunha, Portal Del Angels, Igreja de Santa Anna, Bairro Gótico, templo de Augusto
Almoço
Plaça Reial, Plaça de Sant Miguel, Palau de La Generalitat, Plaça Del Rei, Arquivo da Coroa de Aragão, descanso no pátio do museu Frédéric Mares, visita a parte interna da Catedral (com direito a sua bela vista externa), Casa de L’Ardiaca

4º Dia – Praia e Parque
Porto Vell, Cristóvão Colombo, Aquário
Almoço
Caminhada pela orla, passando por várias das praias.
Parc de La Ciutadella
Mercado de El Born
Igreja Santa Maria del Mar

5º Dia – Bate e Volta Montserrat
Igreja
Meninos Cantores
Almoço
Santa Montserrat
Funicular de Sant Joan
Espai Audiovisual

6º Dia – Casas e Museu
Passeig de Gràcia
Casas (Amatller, Batlo, Pedrera)
Mercat La Concepcion
Almoço
Arco do Triunfo
Museu do Chocolate
Museu do Picasso

7º Dia – Montjuic
Passagem pela área olímpica, jardins
Passeio de barco La Golondrinas
Museu Marítimo
Teleférico

8º Dia – Futebol e Centro
Camp Nou
Almoço Fonda Espana
Gato Botero
Casa Bruno Cuadros
Jardins e Rubió
Mercat La Boqueria
Las Ramblas

9º Dia – Bate e volta Girona
Cidade medieval onde foram gravadas algumas cenas da série Games of Thrones , e você pode caminhar pela muralha.

10º Dia – Modernismo
Sagrada Família
Almoço
Hospital de la Santa Creu i Sant Pau
Park Guell

11º Dia – Chocolate e Vinho
Fabrica de chocolate Simón Coll
Almoço
Codorníu

12º Dia – Compras e Paellas
Lojas do bairro
Almoço
Shoppings com Primark, Kiko e Decathlon

13º Dia – Praia e Magia
Sitges
Fonte Mágica

14º Dia – Retorno
BCN – SAO – POA

Sobre o separatismo, ele está nas janelas dos prédios e em pequenas manifestações, mas não atrapalha em nada quem vai fazer turismo. O atendimento em geral é atencioso e simpático. Como tudo tem o seu lado B, fiz um post com algumas observações e cuidados para quem for viajar para lá.

Vale a pena ir a Barcelona? Sim, vale. Apesar de atrações caras é possível se divertir fazendo um equilíbrio entre o gratuito e pago. Os bate-e-voltas são fáceis e relativamente baratos. Criança é muito bem recebida. A gastronomia é deliciosa. Garantia de lembranças, sorrisos e vontade de voltar.

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