5 Igrejas para se encantar na Europa

Mais do que pertencerem a uma religião, as igrejas na Europa contam parte da história, e elas podem encantar até um visitante ateu com sua beleza ou mistérios.

E embora possa parecer um passeio tedioso com criança, algumas por seu estilo próprio podem prender a atenção inclusive dos pequenos.

Selecionei 5 igrejas visitadas nos últimos 4 anos que ficaram na nossa memória, ou cuja visita de alguma forma nos marcou.

Igreja do Mosteiro de Alcobaça

Dia 5 - 6

Branco e amplo. Talvez um deslumbre do purgatório, onde cada uma das grandes portas guarda um caminho para quem as escolhe. Esse foi o meu sentimento após caminhar pela igreja que fica dentro do Mosteiro de Alcobaça.

O que encanta nesta igreja é o fato dela ser o desfecho de uma nada feliz história de amor. Como ocorria na época, D. Pedro se casou por conveniência, mas acabou se apaixonando pela dama de companhia da esposa, Inês de Castro. O amor correspondido e a viuvez precoce do jovem príncipe alimentavam paixões e controvérsias. Ao ponto do Rei aproveitar a ausência de D. Pedro para assassinar Inês.

Como resultado da morte da mulher amada uma guerra foi travada por D.Pedro, que nunca se recuperou da traição de seu pai. Quando assumiu o trono, ele foi atrás dos assassinos e coroou a mulher amada, obrigando os nobres a beijarem sua mão e dando origem ao ditado “Inês é morta”.

E hoje quem visita a igreja encontrará os seus túmulos. Eles foram enterrados frente a frente para no dia do julgamento final serem a primeira visão um do outro e assim finalmente se reencontrarem.

Dia 5 - 7

Seus túmulos planejam este futuro em uma obra detalhista e vingativa. Onde a eternidade guarda castigos para quem os separou, e para eles o seu final feliz com sua união eterna.

Onde:
O Mosteiro fica na cidade de Alcobaça em Portugal, a pouco mais de uma hora e meia de Lisboa.

Horários
Outubro a Março: Das 09h00 às 18h00 (última entrada 17h30)
Abril a Setembro: Das 09h00 às 19h00 (última entrada 18h30)
Encerrado: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 20 de Agosto e 25 de Dezembro

Mais informações sobre o mosteiro no site.

Igreja Santa Justa e Rufina (São Domingos)

Dia 3 - 26

Os bancos individuais de madeira, as paredes queimadas, o teto alaranjado, o piso marcado. Mas o que poderia ser sombrio é iluminado pelo sol que entra pela porta e frestas, assim como pelas velas e objetos dourados.

Ao caminhar por ela precisa-se de um tempo para associar a sua simplicidade e grandiosidade ao local que gerou o massacre de muitas pessoas condenadas a morte por heresia, alguns queimados em fogueiras próximas a igreja. Mais fácil é imaginar o esplendor dos eventos oficiais ali realizados, como casamentos e batizados reais.

A Igreja de São Domingos foi classificada como monumento nacional de Portugal e fica localizada em Lisboa, ao lado do Rossio. Ela foi construída no século XIII pelo rei D. Sancho II, e passou por uma série de eventos, como terremoto e incêndio que exigiram sua reconstrução, mas não aliviaram as perdas de pinturas e imagens valiosas.

Existe uma associação dos desastres a um castigo pelas milhares de mortes, como se as pedras queimadas e ainda quentes chorassem pelos injustiçados.

Onde: Largo São Domingos, Lisboa
Horário: 07:30 – 19:00

Sainte-Chapelle

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Esta pequena capela gótica foi construída em dois anos e consagrada em 1248 pelo rei Luíz IX e hoje fica localizada no Palácio da Justiça de Paris, por isso mesmo com o museum pass não se escapa de uma fila: a da revista.

Fomos no turno da manhã e não haviam muitas pessoas tornando o acesso relativamente rápido. O exterior cinza da Sainte-Chapelle não surpreende, observa-se que ela não é grande e alguns detalhes na parte mais alta. Mas ao entrar no térreo a história é outra.

Teto, parede e pilares misturam o azul, vermelho e dourado, ao fundo os vitrais iluminam o ambiente tendo uma imagem solitária como foco. No térreo também ficam as bancas de lembrancinhas, para quem não resiste a um recuerdo.

Para quem vai com criança, eles guardam o carrinho neste andar para que se possa continuar o passeio (sem taxa extra para o armazenamento). A escada para acessar o piso superior é estreita, valendo uma atenção extra com os pequenos.

Ao subir a escada, prepare-se para se encantar. A capela é simplesmente linda. Seus vitrais coloridos proporcionam aos olhos puro encantamento. Então após conseguir fechar a boca, tente observar os detalhes do piso, da porta, para ver o seu capricho por completo.

Quando saímos, não havia dúvida. Uma das mais belas capelas que conhecemos. Uma dica: quanto mais ensolarado o dia, mais belo será o colorido dos vitrais.

Onde: 8 Boulevard du Palais, 75001 Paris
Horários e Valores consulte atualizado no site.

Igreja de Saint-Sulpice

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A igreja com suas torres desiguais possui em seu interior referências astronômicas, como um relógio solar, e todo um ar que parece misturar lendas, censuras e anos de aventuras. Não foi a toa que ela foi cenário de O Código da Vinci (livro que virou filme).

Só ela poderia fornecer todo um enredo para quem imaginação fértil, pois ela foi construída sobre os alicerces de um antigo templo romano. Além disso todos os seus meios de medições científicas a tornaram uma sobrevivente da Revolução Francesa.

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Ela também possuí uma grande cripta onde se estima que mais de 5 mil pessoas foram enterradas. E teria sido um dos locais escolhido por Rose Valland, supervisora na Galerie Nationale du Jeu de Paume, para esconder obras de arte durante a segunda guerra mundial.

Simples e imponente, ela é uma igreja bastante tranquila de se visitar. Não há venda de souvenir, mas mendigos dormindo próximos a porta. Sua mistura de luz e escuridão em uma tarde chuvosa lhe dão um charme a mais, fazendo valer muito a visita, cujos detalhes requerem atenção.

Onde: Place Saint-Sulpice – 75006 Paris
Entrada Gratuita
Mais informações no site.

Sagrada Família

Sagrada Familia

A primeira coisa a se dizer é que sim, ela é impressionante. Antoni Gaudí nos presenteia com uma igreja cujas paredes externas nos contam histórias, e a parte interna tem uma luminosidade que substitui o dourado das catedrais mais antigas. Não é a toa que ela foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. E independente da sua crença quando estiver em Barcelona não deixe de visita-la.

É importante observar que ela ainda está em construção, todas as modificações desde o projeto original do arquiteto Francisco de Paula del Villar até os 43 anos em que Gaudí esteve pensando e repensando a obra podem ser visto em uma espécie de museu no subsolo, próximo aos banheiros. Lá estão várias maquetes com todas as transformações. Alice adora maquetes, então observamos vários com calma, e é impressionante ver a diferença dos conceitos mesmo para quem é leigo.

Sagrada Família Cristo

Esta obra foi tão importante para Gaudí que em 1914 ele passou a atuar exclusivamente no projeto, e assim seguiu por 12 anos, até a sua morte em junho de 1926 por atropelamento. E hoje seus restos mortais descansam na cripta do templo.

Sobre a sua forma, a Sagrada Família possuí três fachadas:
Fachada da Natividade: é por aqui que entramos, havia dois acessos, sendo um junto à loja e outro mais distante. Esta é a fachada finalizada por Gaudí e possuí três portas: a da caridade contando o nascimento de Jesus, a da esperança onde se conta a morte dos bebês e a fuga para o Egito e a da Fé com a apresentação de Jesus ao templo.

Fachada da Paixão: com guerreiros que lembram as chaminés de outra obra de Gaudí (La Pedrera), ela conta os últimos dias de Cristo. Lá estão o seu sofrimento e julgamento.

Fachada da Glória: hoje ela está em obra, e ainda não se tem ideia clara de como será. A promessa é que ela seja a principal, e as magníficas portas com frases do pai nosso em 50 idiomas já nos dá ideia de sua grandiosidade.

Além de percorrer toda a sua extensão é possível subir em uma das torres com horário também agendado. Seguindo indicação, optamos pela fachada da Natividade. A subida foi feita de elevador, e a descida é por escadas. A todo o momento você precisa fazer escolhas sobre o caminho a percorrer. E a cada janela você tem uma ideia de vista, do que está pronto, do que está em obra e até mesmo da parte interna.

Pensando em ir a Barcelona não deixe de comprar o seu ingresso antecipadamente, a Sagrada Família é uma obra de arte em construção, um projeto para ser admirado sem moderação.

Como chegar:
Endereço: C/ Marina N 41º 24′ 283? | E 2º 10 ‘486?
De Metro linhas L2 e L5 Sagrada Família
De ônibus: Linhas 19, 33, 34, 43, 44, 50, 51, B20 e B24

Mais informações no site.

E você? Costuma visitar igrejas quando viaja? Qual a sua favorita? Conte para nós nos comentários.

Este post faz parte de uma blogagem coletiva onde outros viajantes também compartilham os #templosmaravilhosos que os encantaram. Aproveite pra conhecer estas outras dicas clicando nos links abaixo:

 

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Barcelona – Lado B

Quando planejamos um roteiro de viagem, buscamos o que cada lugar tem que mais combina com a nossa personalidade.

Inevitavelmente são realizadas comparações com o lugar que moramos, mas nem mesmo nos chamados países de primeiro mundo encontramos a perfeição.

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo?Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

No caso de Barcelona vou listar os pontos que mais nos chamaram atenção, alguns a título de curiosidade, outros para maiores cuidados.

1) Mendigos
Há muitos mendigos pelas ruas, da mesma forma com que já havíamos nos deparado em Paris no ano anterior. A diferença é que com o calor muitos usam os bancos que estão à sombra, ou parques, para passarem o dia dormindo.

Alguns não se dão nem ao trabalho de se levantar para realizar suas necessidades, abrindo as calças deitados e mijando sobre si. A cena bizarra pode provocar constrangimento ou gargalhadas.

2) Ambulantes
Em Porto Alegre há muita reclamação dos ambulantes informais que tomam conta do centro da cidade, atrapalhando a passagem e a venda dos próprios lojistas.

Pois nos calçadões das praias de Barcelona o espaço é tomado por imigrantes/refugiados que vendem todo o tipo de produto falsificado. Em alguns momentos é uma caminhada de obstáculo entre tapetes, bolsas e calçados. Sem esquecer as camisetas de time de futebol, no nosso caso das seleções já que estávamos em plena Copa do Mundo.

Lembro que em 2012 na Itália nos avisaram horrores que era crime comprar este tipo de produto, que se a polícia visse iriamos presos e tal. Mas em Barcelona eles e policiais conviviam lado-a-lado aparentemente sem problema. Vimos pessoas negociando, outras experimentando, tudo muito natural.

Nós, pelo sim pelo não, optamos em não adquirir nada, por mais bonitas que fossem as bolsas Luís Vitor oferecidas.

3) Mãos-leves
Foi na porta da igreja Santa Maria del Mar que vimos os policiais recolhendo vários smartphones de três rapazes. Embora as movimentações sejam bem mais discretas que em Paris, serviu para nos alertar logo de início que o clima praiano não aliviava nos furtos.

Então os avisos de cuidado com os batedores de carteira não devem ser ignorados. Toda atenção se faz necessária ao percorrer as ruas e andar em transporte público, por mais que você se sinta seguro.

4) Troco
Táxi, mercado, sorveteria, foram alguns dos lugares que ou não devolveram o troco certo ou tentaram nos passar a perna. Então não tenha pressa em conferir nem em pedir o que falta, pois os espertinhos estão em todo os lugares.

Sobre os taxistas, tanto o de vinda quando o de volta para o aeroporto foram corretos. Já o que pegamos na Plaça da Catalunya inventou voltinhas para transformar uma corrida de 6 euros em 10 (na verdade deu 9, mas ele pegou o dinheiro e se mandou sem dar o troco).

5) Excesso de cachorro
Não estranhe se você estiver sentado no trem e do teu lado surgir alguém com um baita bicho só na coleira. Barcelona é uma cidade pet friendly e eles circulam por quase todos os lugares.

Se você adora cachorro, vai enlouquecer com eles pelas ruas e transportes públicas. Se você não curte ou é alérgico, terá que ter atenção para não ter um parado ao seu lado quando menos esperar.

Mas nada disso irá te impedir de se encantar por esta cidade colorida, de construções magnificas, aos quais é possível ficar dias e dias descobrindo as suas ruas ou fazendo bate-volta a cidades próximas.

Destino super-recomendado, mesmo!

14º Dia – BCN – SAO – POA – Retorno para Casa

Barcelona é uma cidade muito legal para se conhecer e turistar. Um destino de viagem que recomendo de olhos fechados. E aparentemente ela também gostou de mim, pois foi à saída mais bizarra de todas as viagens que realizei até hoje.

Conforme comentei no post sobre o nosso hotel, ele não havia recepção. No sobe e desce das malas enquanto se esperava o táxi e se fechava a porta com a chave em cima da mesa, a minha mochila se abriu. Na rua antes de embarcar no táxi vejo algo caindo e era uma roupa. E lá ficava em definitivo o short do meu pijama novo usado apenas uma vez.

A ida até o aeroporto foi tranquila, o taxista nos deixou no terminal da TAM, e ao entrar a primeira coisa que procuramos foi aqueles serviços de proteção de mala para plastificar o carrinho da Alice. As malas deixamos sem nada (sim, elas já possuem suas marcas de viagem), mas para o carrinho o investimento está valendo, pois ele chega intacto na outra ponta.

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo?Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

No raio-X
Não havia muita fila no terminal da TAM, despachamos as malas com calma – nossa balança foi aprovada com louvor -, pegamos as passagens e lá fomos para o raio x. Para acessar esta área é necessário realizar a leitura do bilhete aéreo em uma espécie de catraca e chegar até os pontos.

O local estava uma zona, ativavam o apito para quase todo mundo. Mandavam as pessoas passarem e seguravam as bagagens, e aí que algumas coisas estranhas aconteceram:
1) A esteira com as bagagens de mão ia e voltava, não dando um controle total de visibilidade para os passageiros.
2) Pediram para abrir a mala de mão da minha mãe depois de olharem a imagem da bolsa da pessoa que estava atrás de nós (não acharam nada e ficaram de cara feia).
3) Coisas da bandeja da minha mãe foram parar na bandeja da pessoa de trás.
4) A minha passagem, que estava junta com as demais, sumiu da bandeja.

O problema maior foi o item 4. Pois os responsáveis nem se prestaram a procurar ou ver o que aconteceu.

Passagem sumiu! O que fazer?
Em um primeiro momento me bateu um desespero, e agora, faço o que? Em que passagem estão os comprovantes das bagagens? Para a primeira questão consegui a resposta com o rapaz que estava próximo as máquinas de leitura das passagens. Para a segunda um suspiro de alivio ao ver que estavam todas na passagem do meu marido.

Com o passaporte em mãos retornei ao balcão da TAM, a atendente lembrou-se de mim, e emitiu novamente a passagem, foi rápido e tranquilo. No retorno o rapaz liberou a minha entrada, já que a minha passagem já havia sido lida e não permitia novo acesso.

Lembra quando eu disse que ativavam o apito do raio x para quase todo mundo? Não, eu não me enganei no termo. Na primeira vez que eu passei o apito não soou. Quando passei pela segunda vez com as mesmas roupas, o apito tocou. Passaram algodão com álcool na minha mão e depois me liberaram. Mas ficou claro que ou eles estavam em alerta por algum motivo, ou estavam a fim de incomodar os passageiros mesmo.

Duty Free
Eu particularmente acho as coisas mais caras nos duty free, mas foi o único lugar que encontramos a base preferida da minha mãe, e assim encerramos as nossas compras em terras espanholas. Se houverem mais fãs da marca Helena Rubinstein o aeroporto de Barcelona é um dos lugares que poderá encontrar.

De volta pra casa
Ainda no hotel optamos em não realizar o check-in antecipado devido as informações dos passageiros estarem incorretas. No balcão nos separaram em três fileiras (Alice ficou junto comigo). Dentro do voo muitas pessoas separadas.

Então se a TAM tem um ponto negativo em relação as demais companhias com quem voamos (e também realizamos check-in na hora), é que ela não faz um planejamento dos passageiros que irão embarcar. Com a moda de agora cobrarem por tudo, espero que isso não se torne um comportamento generalizado para forçar a compra pela escolha de lugares.

Alice dormiu praticamente o voo inteiro, e eu aproveitei para ver filmes. Achei a programação bem boa para passar o tempo. Na parte de alimentação, achei pouca. Não fiquei com fome por trazer alguns pãezinhos e bolachas na mochila.

A chegada a São Paulo foi tranquila, assim como o pega e despacha das malas. Somos viajantes econômicos, então sem estouro de cota para explicar como funciona com o pessoal da Receita. Como estávamos com as passagens do segundo voo em mãos (todos separados também), nos passaram rapidamente.

Cena Curiosa (ou mundo animal)
Na espera para o voo para Porto Alegre assistimos a cena de dois homens brigando por causa de um cachorro, eles literalmente quase saíram na porrada. E o que mais nos surpreendeu: nenhum segurança apareceu para acalmar os ânimos. Foram outros passageiros da volta que cuidaram do deixa disso.

Em casa
Chegamos a noite em casa. Todas as malas e seu conteúdo – que incluía vinhos – chegaram intactos. Agora é organizar tudo e planejar a próxima viagem nas férias de verão.

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Dia 13 – Sitges e Fonte Mágica

Como já cantava o poeta Cazuza “O tempo não para…” e cá estamos nós em nosso último dia para aproveitar antes de colocar nossos pezinhos no avião.

Tínhamos duas correções a fazer:
1) Tomar banho de mar
2) Ver a fonte mágica

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Sitges
Começamos o dia com um bate-e-volta até a cidade de Sitges. Para ir até ela, pegamos um trem na estação Sants onde compramos os bilhetes na hora. O trem vai bem cheio, com pessoas sentadas e em pé, por isso atenção se estiver indo com malas.

Placa estação
Estação em que descemos após o visor do trem informar que era Sitges

Aqui vale um alerta: as paradas informadas no trem estavam erradas. Com isso várias pessoas (incluindo nós) desceram uma estação antes. A sorte é que me liguei na placa com o nome do lugar e não saímos do local. Assim ficou uma turma esperando o próximo trem, que para o alivio geral não demorou muito.

Sitges - Ruas
As ruas estreitas levam até o mar

Sitges é uma graça, mistura de prédios antigos com uma orla muito bonitinha. Nosso foco não era passear pela cidade, mas tomar um banho no Mediterrâneo mesmo. Ela possui 11 praias identificadas por placas conforme você caminha pelo seu calçadão. Duas ficam a esquerda do centro histórico e as outras nove à direita. Obviamente fomos pela direita.

Sitges - Beira mar
O extenso calçadão permite ir passando praia por praia

Escolhemos a platja de la Barra para ficar, com a proteção das pedras o mar fica uma lagoa calma de água muito limpa, ideal para quem tem criança pequena. Ali estendemos as nossas coisas e ficamos um tempo curtindo. A água era fria sem ser gelada, do tipo que se acostuma rápido.

platja de la Barra
A água calma da platja de la Barra

A diversão para a Alice foi encontrar as diferentes conchas, foi um entra e sai da água, até o calor ficar bastante forte, a fome bater e saímos em busca de um lanche.

O público em Sitges é um retrato do mundo, têm famílias, casais, amigos. A mulherada faz topless e ninguém quebra o pescoço. Uma praia calma, tranquila e organizada, que nos fez ficar com vontade de ir e ficar alguns dias para conhecer suas ruazinhas.

Sitges - Mar
Sitges tem praias para todos os gostos e estilos, com a vantagem de ser bem pertinho de Barcelona

Na caminhada até a praia escolhida vimos um enorme escorregador inflável, a bandeira LGBT sinalizando a praia que é o point de encontro deste público, mas todos se misturam, sem preconceito ou chateações. Um lugar que é exemplo de respeito.

Escritório de Turismo
Fica ao lado da estação de trem, vale pegar um mapa para se localizar pelas ruazinhas.

Como chegar:
Trem: Linha R2 – Renfe/Cercanías nas estações Passeig de Gràcia e Barcelona Sants.
Compramos passagens para ida e volta no mesmo dia, sem horário ou assentos marcados. São vários trens durante o dia, sendo bem fácil organizar o bate-volta.
Ônibus: a empresa Monbus disponibiliza uma linha que faz Barcelona – Sitges. Como não utilizamos, não sei maiores detalhes. Informações clique aqui.

Almoço:
Existem diversos restaurantes e lanches, nós optamos pelo segundo devido ao calor. Fomos atendidas por brasileiras (sim, pipocamos pelo mundo).

Como retornamos antes das 16hs, observamos que alguns lugares respeitam o horário da siesta. Então se no caminho se interessar por algo e for voltar antes das 16hs, é legal olhar os horários de funcionamento do local.

Fonte Mágica
Banho tomado, barriguinha cheia, hora de ir para a fonte mágica. Neste dia estava ocorrendo bem próximo à parada LGBT, com shows, pessoas pintadas, drags no salto, e os prédios acompanhando no colorido. Seguindo os desvios chegamos ao local, e sem saber como funcionava, nos sentamos bem pertinho dela.

Fonte Magica
As luzes dão vida a água que se movimenta ao ritmo das músicas tocadas

A fonte foi construída em 1929 para uma exposição internacional e hoje oferece gratuitamente aos visitantes um espetáculo utilizando os movimentos dos jatos de água iluminados com diferentes cores que se movimentam conforme a música (conforme escrevo ainda lembro-me da altura dos jatos enquanto nos ouvidos vinha BARCELONAAAAA).

Fonte Magica - 2
Lentamente a água vai ganhando ritmo, até surgir uma névoa

Quem ficou próximo (como nós), ganhou de brinde um banho durante a apresentação, para quem não quer se molhar vale apena subir um pouco em direção ao museu.

O espetáculo é muito bonito, vale a pena reservar um dia para conhecer o parque e finalizar com uma apresentação cujo nome não engana: é realmente mágica.

Fonte Magica - 3
A névoa de água toma conta, seduzindo e molhando quem muito se aproxima

A apresentação ocorre duas vezes seguidas, com um rápido intervalo entre elas.

Quando assistir:
Meses de novembro a março: quintas, sextas e sábados, entre as 20:00h e 21h
* Exceto nos meses de janeiro e fevereiro que ela fecha para manutenção.
Meses de abril a maio: quintas, sextas e sábados, entre as 21:00h e 22:00h.
Meses de junho a setembro: quartas, quintas, sextas, sábados e domingos, entre as 21:30h e 22:30h.
Mês de outubro: quintas, sextas e sábados, entre as 21:00h e 22:00h.

Não deixe de conferir os horários no site da prefeitura clicando aqui, já que eles podem mudar.

Como chegar:
Ela fica próxima a Plaça Espanha (estação com o mesmo nome) a caminho do Parc de Montjuic.

Assim encerramos nossos passeios, no dia seguinte é hora de retornar para casa.

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Dia 12 – Compras em Barcelona

Com a redução do peso máximo das malas de 32kg para 23kg, escolhemos o nosso penúltimo dia para realizarmos algumas comprinhas, pois ninguém é de ferro.

Normalmente deixávamos para o último dia mesmo, mas com a mudança no peso das malas, optamos em adiantar um dia, já que uma mala nova sai mais barato do que pagar a taxa por excesso de peso (e tínhamos direito a mais 4 volumes). Lembrando que quem despacha carrinho ele conta como 1 volume.

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Exageros a parte, pois voltamos com o mesmo número de malas, podemos dizer que a Europa não é exatamente barata, mas normalmente no final de junho se tem início as promoções e nós aproveitamos principalmente para a Alice.

Sendo assim logo após o café da manhã fomos para uma avenida próxima ao hotel onde encontramos diversas lojas infantis. Encontramos dois casacos maravilhosos que custavam 50 euros e estavam em promoção por 25. O entra e sai nas lojas (que renderam uma ida do papai de volta ao hotel para não ficar carregando sacolas para cima e para baixo) rendeu a manhã inteira.

Almoço Mediterrâneo
Vovó Zu estava com vontade de comer uma paella. Assim pesquisei quais seriam as indicadas e paramos no restaurante L’Arrosseria Xàtiva.

Entrada e Massa
Entradas e a massa escolhidas pela Alice

Para os adultos pegamos uma das opções de menu (entrada + prato principal + sobremesa + vinho), não havia menu kids e Alice optou pela tradicional massa.

Prato Principal e Sobremesa
Paellas, sobremesa e entrada do restaurante

Achamos gostoso, super bem servido, eu não aguentei comer toda a minha paella de frutos do mar.

Shopping Center L’illa Diagonal
Barcelona é cheia de shoppings, e este nos chamou a atenção por ter uma Primark. Para quem não conhece, esta loja irlandesa vende produtos muito baratos e com qualidade ao ser comparada com as similares no Brasil. Descobrimos ela em Madrid e a consideramos uma boa escolha para itens básicos.

Primark
Não se engane pela fachada calma, lá dentro é um fervo

Também encontramos uma Decathlon, formando uma dupla de bons valores.

Shopping Center Arena
No shopping anterior não havia loja da Kiko (encontramos outras marcas, mas o custo-benefício não estava atrativo com a alta do euro na época). Então acabamos indo até o shopping da Arena para comprar alguns itens básicos nesta loja que virou meu xodó desde que visitei a Itália em 2012.

Retorno ao hotel e arrumação das malas, com direito a pesagem. Para não correr risco de divergência de peso limitei cada uma há 22 quilos. Em um primeiro momento tivemos uma acima do limite. Reajustando tudo com a bagagem de mão.

O que achamos que vale a pena comprar:
Vinhos – uma cava da Freixenet, por exemplo, sai entre 5 e 10 euros (lembrando que o limite é de 12 litros por pessoa).
Roupas infantis – principalmente casacos e itens do dia-a-dia. As roupas tem ótima duração mesmo após as lavagens e os casacos são muito quentes, o que é ótimo para quem mora no sul do Brasil.
Chocolates – marcas como milka e lindt saem em média entre 3 e 6 euros.
Maquiagem – um exemplo é a Kiko, uma marca italiana que oferece produtos ótimos a preços maravilhosos, batons e esmaltes podem ser comprados entre 2 e 10 euros.
Cosméticos – creme antirrugas, água micelar, hidratante, entre 50% e 75% mais baratas que no Brasil.
L’occitane – para os fãs da marca, se no Brasil ela é artigo de luxo aqui é possível fazer uma pequena festa.
Decathon – encontramos tênis e roupas esportivas com excelentes preços. O público é grande, então uma dose de paciência se faz necessária.
Aquela roupa diferente – ela não é exatamente baratinha, mas você sabe que não irá encontrar alguém com uma peça igual. É aquele mimo que você se dá.
Primark – loja com peças para o dia-a-dia realmente barata. Gostamos muito dela para itens como meia, lingerie e pijama. O custo-benefício vale muito, sendo motivação extra para filas e multidão (é sempre uma loja muito cheia, vá com paciência).
Brinquedos – é possível encontrar brinquedos da moda a preços mais baixo que no Brasil, e também alguns diferentes que não encontramos por aqui.
Estas são as nossas dicas testadas, a cada viagem ela aumenta um pouquinho, pois sempre descobrimos algo novo.

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Dia 11 – Bate e Volta – Sant Sadurní D’Anoia

A Espanha produz cavas e vinhos maravilhosos. E Barcelona fica muito próxima da cidade que é considerada o berço da cava: Sant Sadurní D’Anoia.

Em um primeiro momento eu já dava como certa a visita a Freixenet (que fica ao lado da estação para quem opta pelo trem), só que durante as pesquisas me apaixonei pela Codorníu e a fábrica de chocolates Simón Coll. Ao reservar tentei encaixar as três, mas os horários não fechavam, assim a Freixenet acabou descartada por já conhecermos os seus produtos.

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Para o dia de hoje havia feito reservas antecipadamente, mas sem precisar realizar o pagamento prévio. No caso é possível fazer uma reserva única com as próprias vinícolas, sendo que o pagamento ocorre para o lugar em que se visitar primeiro (que no nosso caso foi à fábrica de chocolate).

A ida até Sant Sadurní D’Anoia é rápida, e pegamos um trem na estação de Sants. O tempo de viagem foi de aproximadamente 45 minutos. Descemos na estação da cidade e seguimos até o centro da mesma, onde segundo as placas encontramos o nosso primeiro ponto de encontro.

Atenção: na cidade tem a loja e a fábrica Simón Coll, então no Google o ideal é colocar o endereço da fábrica, senão o app irá te direcionar para a loja.

Fábrica de chocolates Simón Coll
Para equilibrar os horários optamos pela visita das 11hs em catalão. Apesar de parecido com o espanhol, observamos que ela não é tão fácil de entender, exigindo uma atenção extra no seu locutor.

Simon Coll
Entrada da Fábrica da Simón Coll

A visita possuí três momentos:
– Vídeo: um vídeo misturado ao próprio ambiente conta a origem do chocolate como iguaria, assim como da própria fábrica. Os locais de origem do cacau e a evolução da sua utilização.

– Apresentação da fábrica: protegido por um vidro, se acompanha um espaço montado para mostrar como o chocolate é realizado na Simón Coll, também é explicado os tipos de cacaus (eles compram da África e das Américas) e chocolates são distribuídos para se entender a diferença de textura e sabor conforme a origem.

Simon Coll 2
Os tipos de cacau e degustação

– Loja: depois de aprender sobre a origem, entender a diferença dos gostos é hora de gastar os euros na loja da fábrica. para quem é chocólatra tem um problema a mais: cada tipo de chocolate possuí amostras para degustação. Então você compra sabendo o gosto que tem. E quanto mais você experimenta, mais você quer comprar, pois os chocolates deles são muito bons.

Eles também fabricam os chocolates Amatller, cujas belas caixas são facilmente encontradas em Barcelona e também são deliciosos.

Um pouquinho de história
A Simón Coll produz chocolate desde 1840, e foi em 1972 que eles compraram a marca Amatller, que pertencia aos mesmos donos da casa Amatller. Hoje eles fabricam e vendem as duas marcas, sendo que os que levam a marca Amatller são um pouco mais caros, assim como as embalagens mais sofisticadas. Mas ambas as marcas são de altíssima qualidade.

Para saber valores, horários e reservar a sua visita, clique aqui para acessar o site.
As visitas combinadas com uma das vinícolas possuem desconto.
Crianças até 8 anos não pagam.

Como chegar:
A fábrica fica no endereço abaixo:
Centre de Visites, Informació i Reserves
Sant Pere, 37
08770 Sant Sadurní d’Anoia

Feira
No caminho para o restaurante fomos ver a feira que ocorre as quintas-feiras na cidade. São bancas espalhadas pelo centro vendendo roupas, sapatos, antiguidades e outras coisinhas. Fica mais a título de curiosidade, não é algo essencial para a sua visita.

Feira
Feira que ocorre nas quintas e sábados

Almoço
Seguindo recomendação, deixei reservado o nosso almoço no restaurante Cal Blay Vintincinc. Ele foi apresentado como um restaurante focado no enoturismo (algo muito lógico para a cidade das cavas) e a nossa ideia era experimentar o menu completo.

Menu Infantil
Menu infantil

Chegamos um pouco antes do horário marcado no local, mas na porta não havia indicativo de que estava aberto e não enxergávamos ninguém circulando pelo local.

Estávamos pensando em um plano B quando um casal chegou e simplesmente empurrou a porta. Seguimos e então surgiu uma pessoa de outro ponto para atender.

Sobre o local: é pequeno e bonitinho. O detalhe dos talheres sobre a rolha são um encanto. Eles só atendem quem tem reserva e possuem menu infantil. Mas são demorados para te atenderem. Com isso fizemos a primeira modificação para não nos atrasarmos na visita a vinícola: trocamos para o menu exprés (prato principal + sobremesa ou café + agua e vinho ou cava).

A comida era boa, mas não maravilhosa. Não serviram a sobremesa do Marco e da Alice, e tentaram cobrar um café sem ter servido o menu completo.

Pelo conjunto da obra, não recomendamos.

Codorníu
Fomos a pé do centrinho até a vinícola já que havíamos levado o carrinho. A distância não é grande, mas tivemos que atravessar uma estrada semelhante as nossas BR’s que não nos deixou muito confortáveis. O fato de a mesma estar em obras ajudou na função e fiquei na dúvida se em um período normal a travessia não pode ser mais complicada.

Codorniu
Entrada da Codorníu

Para fazer o passeio na Codorníu tivemos que deixar o carrinho. Na recepção nos ofereceram guardas as sacolas com os itens comprados na fábrica de chocolate. Pulseiras colocadas nos pulsos, iniciamos a visita, agora em língua espanhola.

Em um primeiro momento fomos direcionados a um auditório onde um vídeo contando a história da vinícola foi apresentado. Neste momento juntaram dois grupos: os dos visitantes independentes e um grupo de excursão.

Terminado o vídeo o grupo foi separado para visitar a vinícola, passando por belas casas e prédios.

Entramos em um prédio aparentemente térreo. Dentro estão máquinas antigas utilizadas para a fabricação de vinho. Na mesa de aromas é possível sentir o cheiro de diferentes uvas, todas as origens desta bebida dos deuses.

Com o perfume ainda nas narinas começa uma descida e o frio. E vamos parar entre barris e garrafas e toda uma explicação sobre a fabricação da cava. Junto com a gente outra família animada, cheios de histórias e perguntas.

Para quem vai com criança, a parte mais divertida é a do trem, com a nossa guia radical, andamos pelos túneis rapidamente, tentando captar tudo a volta.

O grand final está na degustação de duas cavas: uma rose e outra brut. Para a Alice suco de uva. Os três muito bons. E a última etapa está na lojinha, pois ainda com o sabor da bebida nos lábios fica difícil de resistir. Mas achei os preços bons, é necessário ver as promoções, pois senão realmente o preço não difere do El corte Inglês, por exemplo.

Codorniu 10
Degustação: gostamos tanto que trouxemos as duas para casa

Tomamos um pequeno susto na hora de ir embora, pois estavam fechando a recepção quando o tour terminou. Abri a porta que ainda não estava chaveada e logo apareceu um funcionário apavorado, que se acalmou quando eu disse que eles haviam solicitado para deixar nossas coisas lá.

Com o carrinho e os chocolates recuperados, eles mesmos chamaram um táxi para que retornássemos a estação do trem. O preço do táxi é bem salgado para uma viagem de 5 minutos, mas com a chuva se aproximando se fez necessário.

Um pouquinho de história:
A Codorníu é uma empresa familiar, e foi a vinícola que iniciou a produção de cava e hoje é uma das maiores fabricantes do mundo. A história familiar e da Catalunha se misturam, tornando a visita ainda mais interessante. Assim como os prédios projetados pelo arquiteto modernista Josep Puig i Cadafalch, que são lindos.

Codorniu 5
Olhando de fora não se imagina o que há embaixo

Visitas:
Existe mais de um tipo de visita, nós optamos pela que se chama Visita Codorníu e tem uma duração de uma hora e meia, sem contar o tempo na loja.

Para quem ficou interessado e quiser saber os tipos de visita, valores e/ou reservar, clique aqui para ir à página da vinícola.

Como chegar:
Endereço: Avda Jaume de Codorníu s/n
08770 Sant Sadurní d’Anoia (Barcelona)

Nós optamos por trem, mas também é possível ir de ônibus ou em grupos de excursões que partem da cidade de Barcelona.

Para ir de trem:
Cercanías Renfe – Línea 4
Desde Barcelona-Sants até Barcelona Plaça Catalunya (duração de 45 minutos com diversas paradas):
Cercanía Renfe / Línea 4 dirección a Vilafranca del Penedès / Sant Vicenç de Calders / Estación de Sant Sadurní d’Anoia

O retorno de trem foi tranquilo, assim como a nossa chegada em Barcelona. A chuva também nos aguardava, acalmando o calor. Seguimos a nossa rotina de jantar no apartamento e descansar para o próximo dia.

* Quer mais fotos? Siga nosso instagram @3geracoese1mala
* Alice estava com 5 anos e 1 mês
* Viagem realizada no mês de junho/2018
* Patrocinada por nós

Dia 10 – Barcelona – Modernismo

Hoje era um dia que não poderia começar com atraso, já que o nosso primeiro compromisso da manhã era com a Sagrada Família, único ponto turístico em que optamos em comprar os ingressos antecipados pela internet (fácil, fácil, acho que vou aderir mais a este modo na próxima viagem).

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo? Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

Saímos do hotel e fomos até a estação Sants, onde pegamos a linha 5 para descer na Sagrada Família. A estação de chegada é uma graça, não deixe de observar os quadros.

Estação
Estação próxima a Sagrada Família

Havíamos comprado o horário das 10h30 e chegamos às 10hs. Não é permitido entrada antecipada, e como a cripta da Sagrada Família não estava com o acesso liberado, acabamos matando tempo na lojinha.

Sagrada Família
A primeira coisa a se dizer é que sim, ela é impressionante. Antoni Gaudí nos presenteia com uma igreja cujas paredes externas nos contam histórias, e a parte interna tem uma luminosidade que substitui o dourado das catedrais mais antigas. Não é a toa que ela foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. E independente da sua crença, não deixe de visita-la.

Sagrada Familia
Sagrada Família

É importante observar que ela ainda está em construção, todas as modificações desde o projeto original do arquiteto Francisco de Paula del Villar até os 43 anos em que Gaudí esteve pensando e repensando a obra podem ser visto em uma espécie de museu no subsolo, próximo aos banheiros. Lá estão várias maquetes com todas as transformações. Alice adora maquetes, então observamos vários com calma, e é impressionante ver a diferença dos conceitos mesmo para quem é leigo.

Esta obra foi tão importante para Gaudí que em 1914 ele passou a atuar exclusivamente no projeto, e assim seguiu por 12 anos, até a sua morte em junho de 1926 por atropelamento. E hoje seus restos mortais descansam na cripta do templo.

Vista Torre
Vista da cidade após subir em uma das torres

Sobre a sua forma, a Sagrada Família possuí três fachadas:
– Fachada da Natividade: é por aqui que entramos, havia dois acessos, sendo um junto à loja e outro mais distante. Esta é a fachada finalizada por Gaudí e possuí três portas: a da caridade contando o nascimento de Jesus, a da esperança onde se conta a morte dos bebês e a fuga para o Egito e a da Fé com a apresentação de Jesus ao templo.
– Fachada da Paixão: com guerreiros que lembram as chaminés de outra obra de Gaudí (La Pedrera), ela conta os últimos dias de Cristo. Lá estão o seu sofrimento e julgamento.
– Fachada da Glória: hoje ela está em obra, e ainda não se tem ideia clara de como será. A promessa é que ela seja a principal, e as magníficas portas com frases do pai nosso em 50 idiomas já nos dá ideia de sua grandiosidade.

SAgrada família interna
A luminosidade

Ao entrar, os vitrais coloridos logo captam a atenção de quem por ali caminha. Como as fachadas eles contam histórias em um verdadeiro arco-íris que nos leva de uma ponta a outra.

Sagrada Família Cristo
Altar principal da Sagrada Família

Mas não deixe de olhar para cima, só assim você poderá observar que as colunas são como árvores e no alto temos uma verdadeira floresta de uma cor tão clara que nos transmite paz.

Sagrada familia teto
O teto que lembra uma floresta

Além de percorrer toda a sua extensão é possível subir em uma das torres com horário também agendado. Seguindo indicação, optamos pela fachada da Natividade. A subida foi feita de elevador, e a descida é por escadas. A todo o momento você precisa fazer escolhas sobre o caminho a percorrer. E a cada janela você tem uma ideia de vista, do que está pronto, do que está em obra e até mesmo da parte interna.

Area em construção
Fachada Glória ainda em obras

Com crianças:
– Elas possuem entrada gratuita.
– Menores de 6 anos não podem subir nas fachadas por questão de segurança (aqui o Marco abriu mão de subir para ficar com a Alice)
– Carrinhos de criança são permitidos.
– Como o espaço é amplo, mesmo com todos os visitantes, é fácil de elas se locomoverem.

Dicas gerais:
– Para quem estiver com carrinho de criança, cadeira de rodas, ou precisar de ajuda com mobilidade, utilize a entrada junto à loja, pois a mesma possuí um elevador próximo.
– Não deixe de pegar o áudio-guia, a visita é muito mais rica com ele.
– Não faça a visita correndo, o local possuí muitos detalhes que precisam de atenção, e não deixe de subir em uma das fachadas.
– Não existe um código de vestimenta rígido, mas não abuse nos dias de calor, afinal, é uma igreja.
– Se você gosta de colecionar moedas com desenhos dos pontos turísticos não deixe de pegar a sua em uma das máquinas.

Para maiores informações:

Como chegar:
Endereço: C/ Marina N 41º 24′ 283″ | E 2º 10 ‘486″
De Metro linhas L2 e L5 Sagrada Família
De ônibus: Linhas 19, 33, 34, 43, 44, 50, 51, B20 e B24

Horários e valores: consulte o site aqui.

Almoço – Villa Caprice
Finalizamos a visita com fome e optamos por um restaurante próximo, o Villa Caprice, onde uma atendente brasileira nos apresentou o cardápio (não é raro encontrar compatriotas trabalhando por lá).

Aproveitamos para tomar uma sangria. No caso eu e a vovó pedimos por uma seleção de tapas (onde havia frutos do mar, cogumelos, batata, frango, entre outros itens em forma de petisco), Alice foi de massa quatro queijos e o papai de paella mixta.

A comida bastante gostosa, sangria deliciosa, e o lugar bem agradável. Por ser bem próximo a um ponto turístico não achei o valor exorbitante, e foi um almoço bastante agradável.

A próxima visita era bem pertinho.

Hospital de la Santa Creu i Sant Pau
Quando coloquei este ponto turístico no roteiro, minha mãe questionou o que iriamos fazer em um hospital. Chegando lá, foi fácil de entender o motivo pelo qual este lugar merece ser visitado.

Hospital Entrada
Entrada do Hospital de la Santa Creu i Sant Pau

Uma pequena cidade em estilo modernista com seus prédios de tijolo a vista, bancos para sentar, jardins e túneis. Sua construção teve início em 1902, mas sua inauguração oficial foi em 1930 e hoje também é um Patrimônio Mundial da Humanidade.

Hospital - patio
Visão do pátio interno

Atualmente ele atende tanto aos turistas em sua parte histórica, quando pacientes em sua parte mais nova.

Como funciona a visita?
Na lateral do grande prédio da fachada principal, existe outro prédio onde se compra os ingressos. Criança não paga. Nós optamos pela visita livre, onde seguimos o mapa com os prédios indicados para visitação. Neles encontramos fotografias e maquetes, exposições com vasos antigos, exposições artísticas, estátuas, além dos próprios prédios. É interessante observar os detalhes, alguns foram os antigos quartos dos pacientes.

Também é muito legal descer até os corredores subterrâneos e observar como eram feitas as ligações.

Hospital - corredor
Corredores que são túneis

A parte chata é que no dia da visita estava ocorrendo um evento de moda no local, e um dos prédios estava fechado para os turistas e o principal parcialmente liberado (mas o valor do ingresso não possuía desconto). Mas mesmo com isto a visita valeu muito a pena, o lugar é lindo.

Com criança:
– O espaço é muito legal, se elas ficarem entediadas com os prédios tem os jardins para elas se locomoverem de um lado para o outro, mas mesmo os mais pequenos podem se interessar entre os coloridos e túneis.

Hospital Exposição
Alice e as borboletas

Para maiores informações:

Como chegar:
O hospital fica entre as ruas Carrer de Cartagena e Carrer de Sant Antoni Maria Claret, o grande portão facilita a identificação de por onde entrar.
De metro, desça na estação Sant Pau / Dos de Maig na linha 5 (azul).

Para informações sobre horários e preços, Clique aqui.

Terminada a visita, tivemos a belíssima ideia de ir a pé para a próxima atração, que ficava a menos de 2km de distância, mas com muito mais subidas do que imaginávamos..

Park Güell
Chegamos após às 18hs no Park e mesmo assim tivemos que esperar mais de uma hora para conseguir entrar na área paga do local, chamada de zona monumental. Então aqui vale sim a sugestão de comprar o ingresso antecipado pela internet, embora não seja tão difícil passar o tempo percorrendo a parte gratuita.

O curioso deste parque é que ele é um condomínio que não foi finalizado. Esta obra de Antoni Gaudí não provocou interesse, e apenas duas casas foram construída, uma das quais ocupada pelo próprio arquiteto. O local hoje faz parte do Patrimônio Mundial da Humanidade.

Park Guell - superior
Alice admirando a parte colorida do parque

Na parte gratuita não existem cores, você consegue fazer trilhas, até mesmo um piquenique, desde que tenha levado o seu lanche. Aliás, o local é bastante isolado, sem estrutura de gastronomia. Nesta área também fica a casa de Gaudí, hoje um museu, cujo ingresso é pago a parte.

Park Guell - saida
Casas abertas para visitação

Para visitar a área monumental existe hora para entrar, a fila vai se formando cerca de trinta minutos antes. No momento da nossa visita a parte de cima estava em obras, restringindo o espaço que é bastante disputado (e mostrando que falta de educação independe de nacionalidade).

Park Guell - zona monumental
Visão da escadaria central

A parte monumental é bonita pelo seu colorido, tem um jardim bonito, o famoso lagarto e duas casinhas para visitação com horário limitado. Eu e a vovó visitamos uma das casas e achamos meio sem graça para o tamanho da fila (e olha que ela estava longe de imensa).

Park Guell - Lagarto
Ele está em todas as câmeras

Confesso aqui que o Park Güell foi a nossa decepção. Como ele é longe das demais atrações, chegar e sair não é tão fácil, não achamos que o esforço valeu a pena. Em um retorno a Barcelona não cogitaria revisitá-lo.

Com crianças:
– É possível entrar com o carrinho, mas esteja preparado para os degraus na zona monumental.
– Crianças até 6 anos tem entrada gratuita.
– Leve lanche e água, no local só encontrará ambulantes.

Como chegar:
A entrada principal fica na Carrer d´Olot, no bairro de La Salut. Na hora de ir embora é possível sair pela zona monumental.

Mais informações sobre horários e valores, clique aqui.

E se já não achamos tudo isso, o google maps ainda deu uma bugada legal na hora de ir embora, nos fazendo dar voltas e voltas sem chegar à estação de trem. Com isso não consegui visitar a Praça Diamante, praça que dá nome ao livro de Merce Rodoreda e tem uma obra em homenagem a personagem. O livro é muito legal, quem quiser saber um pouco mais, aqui tem uma resenha.

Chegamos ao hotel bastante tarde e podres de cansaço, mas o dia seguinte prometia.

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* Alice estava com 5 anos e 1 mês
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Dia 9 – Bate e Volta – Girona

Antes de viajar sempre montamos um pré-roteiro de lugares que nos chamam a atenção. Especificamente nos bate-volta, Girona não me atraiu por ser um centro histórico medieval, mas por ser o set de filmagens de uma das minhas séries favoritas: Games of Thrones (momento em que a música de abertura surge na cabeça).

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo? Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

Girona também é chamada de “Cidade dos Quatro Rios” (vimos pelo menos uns dois), e a parte medieval está muito bem preservada, permitindo uma visão muito real de como era andar pela muralha, ruas estreitas, subidas e descidas em um amontoado de prédios.

Renfe Avant
Trem-bala Barcelona – Girona em menos de 40 minutos

Com trens saindo da Estação de Sants (bem pertinho do hotel) optamos pelo Avant da Renfe, que é um trem-bala que nos fez chegar em pouco menos de 40 minutos. Aqui tive um problema de interpretação de informação, havia lido que bastava sair da estação, virar a esquerda e seguir os trilhos até encontrar um rio. Só que existem duas estações, e a da Avant também possuí um trilho a esquerda, só que te leva para uma cidade normal. Então a minha dica é: você deve atravessar duas estações e aí dobrar a esquerda e seguir os trilhos. Você irá parte do caminho em uma área que também é destinada a bicicletas, então tenha cuidado.

Girona
As casas de Girona lembram as de Florença

Ao chegar no rio Onyar e iniciar a travessia da sua ponte nos deparamos com casas de muitos andares e coloridas, elas são o cartão postal da cidade, para os loucos por foto, vale o registro.

Almoço

Almoçamos em um dos restaurantes próximos a Basílica de Sant Feliu. Esqueci de anotar o nome do lugar, mas é do tipo nem ruim nem inesquecível. Mas é um lugar que serve tanto comida quanto lanches, o atendimento não era demorado, então para quem já havia perdido tempo indo na direção errada, ele nos atendeu.

Após o almoço fomos para a Basílica, que foi a primeira catedral de Girona até o século X. No dia a visitação era gratuita e a entrada com o carrinho permitida. Ela é bastante bonita, um de seus altares tem mármore nas paredes. Nela também está o antigo sepulcro de San Narciso. A visita é rápida, mas interessante.

Indo para o sol começamos a percorrer os caminhos a esmo, passamos pelos banhos árabes de Girona, subimos ruas e fomos parar em uma área muito verde com várias escadas, de onde era possível ver parte da área nova da cidade.

Durante a caminhada também é possível identificar alguns dos prédios e ruas que foram cenário de GOT.

Nossa caminhada nos levou até a catedral, que foi construída entre os séculos XI e XVIII, e possuí uma grande escadaria, internamente mistura vários estilos, tendo áreas muito bonitas. Como ocorreu na basílica a entrada também era gratuita neste dia.

Logo na entrada fomos para uma espécie de museu, onde haviam estatuas e objetos bastante antigos, assim como crucifixos, pinturas e um tapete rico em detalhes.

Catedral Anjos
Catedral de Girona

A caminho do altar principal uma área chama a atenção pelo dourado e os anjos que a cercam, assim como a tapeçaria a sua volta. Logo estávamos na área central, ampla, com vitrais, onde apenas o barulho do sino parece quebrar o silêncio. Existe conversa, mas foi raro os tons mais altos. Nesta área é possível ver a história da construção da catedral, ver os detalhes do seu piso, assim como áreas menores dedicadas a orações.

Outra área muito legal é do claustro, no chão vários desenhos, no centro um poço de aparência bastante antiga, ao subir as escadas que estão nas pontas você entra em um museu cheio de vestimentas que contam séculos de história.

Saindo da catedral encontramos referência a um trenzinho que circula pela parte antiga, aproveitamos para descansar e ver se ele aparecia, depois de dois horários sem ele dar as caras, desistimos e seguimos a pé.

Durante a espera em que o Marco ficou sentado descansando, as meninas entraram em um museu próximo (de entrada gratuita) chamado Casa Pastors e apresentava obras de Joan Mateu. Os quadros muito legais e a casa também.

Seguimos pelas ruas estreitas, lojas e espaços interessantes vão atraindo o olhar durante o caminho. Também em Girona encontramos bandeiras da Catalunha na janela e pedidos de democracia, assim como a campanha pelo separatismo.

Mas havia um desafio a vencer, que com criança não era possível. Assim separamos as duplas, e eu e a minha mãe fomos encarar a muralha da cidade, onde é possível percorrer um longo caminho enquanto se vê de outro ângulo a antiga cidade medieval. É muito legal a divisão do velho e do novo, os caminhos, te transportando de época e te fazendo imaginar como era percorrer aquelas ruas.

Ao final passamos pela lenda da “IIeona” e seu versinho, assim como a escada que dá acesso a sua versão maior. Dizem que eles te farão voltar à cidade. Quem sabe quando resolvermos conhecer a Costa Brava?

Lenda
Sempre haverá uma lenda para que você possa retornar

Na chegada a Barcelona ainda passamos rapidamente pelo Parc de L’Espanya Industrial, com seu dragão escorregador e Netuno administrando as águas.

O passeio a Girona é bastante cansativo, e com crianças pequenas o carrinho é essencial, embora o sobe e desce nem sempre seja fácil. Mas é um passeio que vale a pena.

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Dia 8 – Barcelona -Futebol, gastronomia e uma famosa avenida

A única programação certa para este dia era o almoço que havia reserva. Com base nisso resolvemos visitar o estádio do Barça pela manhã e curtir a região do restaurante na parte da tarde.

Você sabia que este post faz parte de um roteiro completo? Acompanhe a nossa trip completa por Barcelona com todos os detalhes dia-a-dia.

Camp Nou
Para esta manhã eu e Alice vestimos nossos mantos na versão outubro rosa do tricolor gaúcho para conhecer a casa, também conhecida como estádio, do FC Barcelona.

Camp Nou - Bemvindos
Eu e Alice devidamente fardadas

Fundado em 1899 a ligação com a cidade de mesmo nome e com a Catalunha é muito forte. Com homenagens inclusive dos mais ilustres moradores, como Miró.

Camp Nou - Miro
Barça por Miró

Compramos os ingressos na hora para o Camp Nou Experience que consiste em:
– Museu: onde estão os troféus, camisas, história de jogadores importantes, calçados, de todas as equipes de diferentes modalidades do Barcelona.

Camp Nou - Trofeus
A sala com os muitos troféus do Barcelona

– Tour do Camp Nou: pode se chegar pertinho do campo, sentar no banco de reservas, visitar o vestiário do time visitante, o túnel de acesso (e sentir a mesma pressão que é dada ao time visitante), sentar em diversos pontos da arquibancada, ver as cabines e a sala de imprensa (aqui, ao contrário do estádio do Real Madrid não é possível sentar junto à mesa e fazer de conta que dá entrevistas).

– Zona Multimídia: mesas e painéis interativos contando a história do clube.
– Lojinha: com uma mini arquibancada e tudo que é tipo de produto que você imaginar.

– Fundação: o pequeno museu conta na forma multimídia várias das ações envolvendo ajuda as crianças pela fundação do Barça. Não perca o simpático robozinho que faz a apresentação.

Vale a pena para quem curte futebol, para quem vai com criança (é um sobe e desce passando por diversos lugares, feito um labirinto), e para quem quer ver um pouco mais de um dos símbolos da Catalunha.

Camp Nou - Acesso
A visita é bastante procurada e os ingressos possuem horário limite de acesso

Para quem vai de carrinho, eles precisam ficar na entrada, não é permitido durante todo o passeio. Existe elevador disponível para circulação entre os andares. E crianças até 5 anos não pagam para entrar.

Maiores informações clique aqui.

Almoço Fonda Espana
Dentro do Hotel España, em um prédio construído em 1859 e reformado pelo modernista Lluís Domènech i Montaner está o restaurante Fonda España.

Fonda espana
Detalhes do teto do restaurante

Fizemos a reserva ainda no Brasil e valeu a pena. O lugar é lindo e eles possuem o menu do dia – entrada, primeiro prato, segundo prato, sobremesa, bebidas (incluindo vinho) e mais docinhos ao final-, que por toda a qualidade e sabor não são caros. E sim, eles possuem menu infantil, e vem tudo em pratos bonitinhos também, Alice adorou.

É um lugar para almoçar com calma, então ele vale muito a pena para quem vê a gastronomia como parte da experiência de viagem, adora uma boa comida e um lugar lindo.

Para quem se interessar, é possível fazer um tour pelo hotel também.
Informações sobre o tour clique aqui.
Informações sobre o restaurante clique aqui.

Após o almoço, hora de caminhar a esmo. Isto mesmo, ver o que a gente encontra de bacana na área ao lado do bairro Gótico.

Palau Güell
Passamos apenas pela frente deste edifício de Antoni Gaudí, que ficava bastante próximo ao restaurante. Construído entre 1886 e 1888 ele chama a atenção pelos objetos e bichos retratados em ferro.

Palau Guell
Cuidado para não confundir com o parque

É possível visita-lo por dentro, para quem tiver curiosidade, informações sobre valores e horários aqui.

Gato Botero
Grande e gordo, com seus bigodes decorando um leve sorriso. Eis o lindo gatão, obra de Fernando Botero que fica na Rambla del Raval. Impossível não querer tirar uma foto com este bichano tão fofo.

Gato Botero
Todo o charme do Gato de Botero

Jardins de Rubió i Lluch
Uma entrada nos levou a uma espiada, e nos descobrimos nos Jardins de Rubió i Lluch, que fica no meio do antigo hospital de la Santa Creu (o novo visitamos no mesmo dia da Sagrada Família e é lindo).

Os prédios que estão na volta dos jardins tiveram sua construção iniciada em 1401 e possuem um estilo gótico. Hoje, além do jardim, há a Biblioteca Nacional da Catalunha e o Institut d’Estudis Catalans, neste último não deixe de falar com o segurança para visitar o claustro, que é muito bonito.

Se você estiver cansado, aproveite para sentar e admirar. Quando fomos havia uma pequena biblioteca a céu aberto, assim como um tabuleiro de xadrez, além de jovens estudantes e turistas de passos leves andando de um lado para o outro.

Mercat La Boqueria
Em busca de um banheiro acabamos entrando no mais famoso dos mercados, cujo nome oficial é Mercat de Sant Josep. Foi ele que utilizamos para atravessar a quadra e chegar à Las Ramblas.

Diferente dos outros, além de frutas, peixes, tem muitos outros itens de alimentação como doces e sorvetes. Lotado, é preciso prestar atenção por onde anda e não largar a mão das crianças.

Casa Bruno Cuadros
Dragões, leques e guarda-chuvas. Eu adorei esta casa definida como modernista com influência japonesa. Reformada em 1883 pelo arquiteto Josep Vilaseca ela era uma loja de… guarda-chuvas :D.

Não deixe de admira-la e depois observar…

Pla de l’Os
Desenhado no calçadão da Las Ramblas uma das três obras de boas-vindas de Joan Miró, especificamente para aqueles que chegam pelo mar. E ele fica perto da rua onde este fantástico artista nasceu.

Pla de l_Os
As boas-vindas de Miró

Colorido e bonitinho, não existe melhor forma de ser acolhido.

Las Ramblas
Logo que comecei a pesquisar o roteiro este foi um dos primeiros nomes a pipocar nas pesquisas. Pouco tempo depois ela era cenário de um atentado terrorista que quase nos fez desistir da viagem.

Mas foi em um dia ensolarado, tomando sorvete, que caminhamos por esta rua super movimentada, entramos em algumas das lojas e admiramos os prédios que lhe cercam.

Pela grande quantidade de gente não dá para bobear com as bolsas e carteiras, mas ela possui um agito gostoso e ir a Barcelona sem passar pela mais famosa de suas avenidas não dá.

Hora de comprar a nossa janta, um vinho gostoso e retornar pra o hotel. Pois no outro dia tem bate e volta.

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Dia 7 – Barcelona – Parque, museu e praia

Domingo de sol pode dar vontade de ir ao parque ou a praia. Nós resolvemos aproveitar que Barcelona tem os dois para um dia ao ar livre.

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Montjuic
Nosso belo domingo tinha como destino inicial o Montjuic. Dia de seguir até a Plaça Espanya e atravessar as duas grandes torres. Utilizando as escadas rolantes passamos pela fonte mágica até chegar ao Museu Nacional de Arte da Catalunya (MNAC).

Por fora o prédio do museu é belíssimo. A visita interna ficou para outra oportunidade, pois queríamos explorar o parque. E foi andando a esmo que encontramos várias referências aos jogos olímpicos realizados em 1992, incluindo o estádio principal.

Encontramos estátuas, águas que desciam em cascata, a calçada da fama dos atletas, a fundação Joan Miró. É um lugar em que facilmente se pode passar o dia inteiro, entrando e saindo de lugares, como os Jardins de Laribal ou o Jardí D’Aclimation. Mas como queríamos fazer o passeio de barco, descemos uma escadaria que nos deixou bem pertinho de Port Vell. Almoçamos uma espécie de cachorro-quente e fomos para as Las Golondrinhas.

Las Golondrinas
O passeio pelo porto surgiu junto com a Exposição Universal no ano de 1888 (olha ela de novo) e tem a sua saída próxima do Mirador de Colombo. E é mais de uma empresa que oferece o serviço.

Fomos pela empresa que leva o nome de Las Golondrinas. Havia dois passeios: um de 40 minutos que percorre o porto e o pelo mar que dura em torno de uma hora e meia e passa pelas praias de Barcelona. Como havíamos percorrido parte das praias a pé, optamos pelo segundo para ter a visão completa.

Opinião sincera: o passeio é legal, mas não indispensável. Em alguns momentos ele chega a ser um pouco aborrecido, então não sei se a versão menor não vale mais a pena.

Ele é legal pela visão que você tem estando no mar, da cidade. Você tem uma ideia melhor de toda a extensão e observar outros detalhes que a pé passaram despercebidos.

Para mais informações clique aqui para acessar o site.

Museu Marítim
Aproveitamos que aos domingos o acesso ao museu marítimo é gratuito após as 15 horas e fomos conhecê-lo. Super-recomendamos. Ele conta a história da navegação por barcos e alguns vídeos. Tem uma área interativa bem bacana. No geral, um passeio que encanta pessoas de todos os tamanhos. Não deixe de pegar o audioguia, ele é essencial principalmente nas salas com vídeo.

Vale a pena a visita pois ele fica em um dos estaleiros onde eram construídas as embarcações durante o período da Coroa de Aragão. Fundado em 1929 conta a relação com o mar não só de Barcelona, mas na época dos descobrimentos. E o mais impressionante, a reprodução da Galera Real de Juan de Áustria, onde se consegue ter uma ideia do tamanho real e de como as pessoas iam ali dentro.

Para uma pausa e reforço no estomago, o café do museu possui coisinhas gostosas e um preço justo.

O ingresso deve ser comprado no local. Para maiores informações sobre horários e preços clique aqui.

Teleférico
A indiada do dia começou quando resolvemos pegar o teleférico para retornar ao Montjuic. Como agora só existe um ponto de subida e descida acabamos caminhando bem mais do que se tivéssemos retornado pela escada.

O teleférico existe desde 1931, e ao olhar em direção ao mar será difícil não vê-lo. Entre La Barceloneta e o Parc de Montjuic são aproximadamente 10 minutos. Optamos pela passagem apenas de ida, já que estávamos hospedados próximo ao parque.

A visão que se tem pelo teleférico é realmente legal, mas sinceramente, ele valeria mais a pena se fosse menor, pois dependendo do lugar onde se fica não irá se enxergar nada. Outro ponto é o tempo de espera para pega-lo, que é bem demorado.

Para quem tem pouco tempo na cidade creio que não vale a pena. Maiores informações clique aqui.

Montjuic – Parte 2
O objetivo aqui era subir até o castelo, que também tem entrada gratuita nas tardes de domingo e finalizar assistindo ao show da fonte mágica. Mas a mamãe aqui fez uma confusão quando chegou ao outro teleférico, e achou que o funicular também levava até o alto. Resultado: fomos parar na Avenida Paral-lel.

Montjuic encerramento
O Parc Montjuic é muito legal, e com criança se torna um passeio obrigatório

Com todo o cansaço e carteirinha da FUNAI devidamente carimbada, retornamos ao hotel para jantar e descansar para aproveitar o outro dia.

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* Alice estava com 5 anos e 1 mês
* Viagem realizada no mês de junho/2018
* Patrocinada por nós