Bate-volta para conhecer Pisa e Lucca

Desde que Alice viu em um desenho a Torre de Pisa, a mesma se tornou um dos lugares a serem visitados durante a nossa viagem pela Itália. Entre pesquisas, nos deparamos com Lucca, e assim se formou o nosso bate-volta a partir de Florença.

Lucca - Antiga
Lucca e um jardim que entramos meio perdidos

Como ir

Compramos todos os tickets diretamente nas máquinas em cada estação para os trens regionais da Trenitália. Saímos da Estação Santa Maria Novella em Florença, e após uma viagem de cera de uma hora e quinze, chegamos a Estação de Pisa Central, que fica a cerca de 2km da Piazza dei Miracoli, onde fica a famosa torre torta.

Optamos por esta estação, pelo desejo de ver um pouco mais da cidade, mas quem deseja ver somente a torre, pode descer na Estação Pisa S. Rossore, que fica a dez minutos a pé do local.

Lucca - vista muralha

O preço para este deslocamento é de 8,60 euros, crianças possuem desconto. No caso de tickets comprados na hora, não esqueça de validar a passagem em um totem antes de embarcar. Para os bilhetes comprados pela internet isso não é necessário.

Depois fizemos também de trem Pisa – Lucca em uma viagem de cerca de meia hora, e na volta fizemos Lucca- Firenze.

No trecho Pisa – Lucca ocorreu a situação engraçada da viagem, parou um trem um pouco antes do horário, de aspecto antigo e com as janelas fechadas por cortinas. Todos os que estavam esperando ficaram se olhando quando no letreiro da estação apareceu Lucca. Entrei em um vagão para perguntar o destino e encontro um grupo de brasileiros. E sim, aquele era o nosso trem. Avisando os demais, alguns ainda ficaram desconfiados, mas quem embarcou, chegou na cidade murada.

Pisa

Nossa Chegada

Após sair da estação Pisa Central, nos deparamos com várias obras alusivas ao esporte e a estátua de Vittorio Emanuele II, chamado pelos italianos de Pai da Pátria.

Pisa - Chegada
Esportes e o Pai da Pátria

No caminho nos deparamos com uma igreja pequenina e bonitinha chamada Santa Maria della Spina e fica às margens do Rio Arno. Para que você não cometa o mesmo erro que nós deixando para visita-la na volta, ela só fica aberta no horário da manhã. Atravessamos a ponte sobre o Rio Arno, onde se tem uma visão dos prédios baixinhos e de cores pasteis.

Pisa - Caminho
Santa Maria della Spina e o Rio Arno

Piazza dei Miracoli ou Piazza Del Duomo

É o ponto turístico procurado por todos que vão até Pisa, por reunir famosos monumentos, entre eles a famosa Torre de Pisa. Além da conhecida torre torta, há a Catedral, batistério, Camposanto, Museo dell’Opera e Museo delle Sinopie.

Battistero di San Giovanni

Construído em 1153 tendo o mármore como material, é um espaço enorme onde antigamente eram realizados os batizados da cidade de Pisa. Com dois andares, o batistério é conhecido pela sua acústica, e para mostrar isso aos visitantes os seguranças cantam músicas religiosas a cada meia hora.

Catedrale di Santa Maria Assunta

Construída em 1064 e consagrada em setembro de 1118, a Catedral é conhecida pelos seus quadros, pilares e vitrais, sendo que visita-la em dias de sol trazem um espetáculo a mais.

A entrada dela é gratuita, mas é necessário pegar o ticket mesmo assim. Essa foi a minha dor na viagem, como o local estava cheio de turistas na parte da manhã, e os ingressos gratuitos eram por horário, a próxima visita só era a tarde. E aí veio a escolha de Sofia: ou conhecer a Catedral ou ir para Lucca. Lucca venceu e não conhecemos ela por dentro.

Pisa - Piazza dei Miracoli

Cemitério Camposanto

Este cemitério levou 187 anos para ser construído (1277-1464) e é a última morada de diferentes personalidades de Pisa, incluindo enterros recentes. O local passou por um grande incêndio em 1944, sendo reconstruído no estilo medieval depois.

Museo dell’Opera del Duomo

Inaugurado em 1986, o Museu tem em seu acervo esculturas de artistas de Pisa na época medieval, sendo exibidos de forma cronológica.

Museu delle Sinopie

Construído em 1257 originalmente era um hospital, atualmente abriga os afrescos que ficavam no cemitério até o incêndio de 1944.

Torre de Pisa

Um dos monumentos mais conhecidos da Itália, a Torre de Pisa atrai muitos turistas até a cidade. Sua construção foi iniciada em 1173 e foi realizada em três fases, levando cerca de 177 anos, e sua inclinação começou durante a construção do terceiro nível, tendo como causa o solo do local escolhido, que é composto de areia e argila.

A Torre de Pisa já teve a visitação fechada devido ao risco de desabamento, em 1997 uma equipe colocou placas de chumbo para reforçar a fundação no lado inclinado, o que possibilitou a sua reabertura para quem deseja subir a mesma. Esta solução não é definitiva, e provavelmente sua permanência depende de evoluções tecnológicas na área da construção para uma reforma futura.

Para quem deseja subir a torre, a visita tem duração de 30 minutos.

Nossa Visita

Acabamos fazendo uma passagem não muito demorada pelo local, observamos a famosa Torre, mas já sabíamos que não íamos subir a mesma. Caminhamos entre os grandes prédios brancos, e após descobrir que não havia mais ticket para a manhã para entrar na Catedral, acabamos tomando o rumo da estação para ir à cidade de Lucca. E com isso fiquei pensando se no nosso caso não devíamos ter começado com Lucca e finalizado em Pisa.

Fiquei com o sentimento de não ter aproveitado muito o local, embora a decisão de não entrar em todos os locais havia sido tomada ainda no Brasil, por achar que ia ser demasiadamente cansativo para a Alice. Afinal, ela gosta de ir a museus, mas como é uma criança, as doses precisam ser homeopáticas, como observamos após o nosso passeio pelo Vaticano.

Com isso persiste aquela dúvida se vale a pena ter comprado o ingresso conjunto para entrar em todos os lugares. A ideia vai ficar para o futuro, em um retorno a Pisa quando ela estiver maior.

Funcionamento da Piazza e dos monumentos:
Todos os dias
Novembro a fevereiro: 10h as 12h45 e 14h as 17h
Abril a setembro: 10h as 19h
Março e outubro: 10h as 18h

Ingressos:
Para visitar a torre: 18 euros
Para visitar o batistério: 5 euros
Para visitar o cemitério: 5 euros
Para visitar o museu: 5 euros
Ingressos com batistério – Cemitério e museu combinados: 8 euros
Para visitar a Catedral: Gratuita. Ao comprar um ingresso você recebe um passe livre, sem horário fixo, para visitar a catedral. Sem os ingressos é necessário retirar o sei ticket com horário na bilheteria.

Lucca

Durante as pesquisas para a montagem do roteiro, nos encantamos pelos adjetivos utilizados para definir a cidade de Lucca. E foi realmente um prazer caminhar pelas muralhas de caminho verde desta pequena comuna italiana que faz parte da região da Toscana.

Lucca - Sorvete
Janelas e o sorvete que deve ser diário

Logo na saída da estação de Lucca já vimos a muralha. Várias pessoas seguiam um caminho e nós resolvemos ir no fluxo. Em dado momento umas senhoras retornaram dizendo que não havia saída, mas nenhuma das outras pessoas haviam retornado. Fui na frente e descobri o motivo do engano delas: a porta de acesso não é visível para quem vem caminhando, pois ela fica de frente para a muralha também.

Lucca - Entrada Muralha
Acesso que as senhoras não viram

Um lembrete para quem vai de carro: a área murada é zona de trânsito restrito, então apenas carros autorizados podem circular dentro dela. Se desobedecer, leva multa.

Almoço

Chegamos em Lucca com fome, e paramos no primeiro restaurante que encontramos. O San Colombano tem mesas ao ar livre, e a comida é gostosa. O Marco foi de Il tortello lucchese al ragù di carne e a ala feminina foi de risoto.

Lucca - Almoço
Recuperando as energias

O atendimento foi simpático, o local bastante calmo, com banheiro na parte interna.

Gastamos na época com os pratos mais água, uma taça de vinho e duas de Chopp, e o coperto de 2 euros por pessoa (incluindo criança) um total de 59,50 euros.

Muralha

Após o almoço seguimos caminhando tranquilamente pela muralha, até encontrarmos uma escadaria e saímos pelas ruas da cidade.

Lucca - Muralha
Acessando a muralha

No alto da muralha árvores e espaço para andar de patinete, bicicleta ou simplesmente caminhar, para quem deseja fazer o trajeto completo, prepare-se: são 5 km de muros construídos entre os séculos XVI e XVII. Para quem se aventura, pode observar parte das ruas de uma cidade que lembra um labirinto por manter o traçado de sua fundação em 180 a.c., quando representava um centro importante para o Império Romano.

Lucca - Ruas
Caminhando pela muralha e ruas de Lucca

Praça do Anfiteatro

Um ponto obrigatório da cidade é a praça que ocupa o local onde funcionou um Antigo Anfiteatro Romano, saíram as feras e gladiadores e entraram as lojas, restaurantes e um espaço para circular.

O local é o coração da cidade de Lucca e um dos seus símbolos, com um formato elíptico, sendo ponto de referência para turistas e moradores.

Lucca - Praça Anfiteatro

Foi nesta praça que nos deparamos com a bela obra que mescla pessoas e árvores, como um desejo silencioso de harmonia entre a humanidade e o meio ambiente.

Igreja San Michele in Foro

A Chiesa di San Michele In Foro, também conhecida como Igreja de São Miguel, foi construída no local onde havia um antigo Foro Romano, a fachada branca possui três fileiras de colunatas, cuja decoração é paga e religiosa, com a figura de São Miguel no alto.

Lucca - San Michele in Foro Externo
As colunas e São Miguel alado

A entrada na igreja é gratuita, e nela é possível vislumbrar além de sua arquitetura, algumas obras como a Madonna con Bambino de Andrea della Rabbia e a escultura Vergile de Raffaello da Montelupo.

Lucca - San Michele in Foro Interno
Área interna da Chiesa di San Michele In Foro

Casa Natale di Giacomo Puccini

Próximo a igreja fica a casa do compositor Giacomo Puccini, responsável por algumas obras populares como La Boheme e Turandot. O local, onde em frente há uma estátua do filho ilustre de Lucca, hoje é um museu com itens pertencentes a Puccini, como retratos e seu último piano.

Lucca - Porta S Pietro
A Porta de S. Pietro é uma opção para quem não quer começar pela muralha

Torre delle Ore

Construída em 1390 é a torre mais alta de Lucca. O seu relógio foi produzido em 1754 pelos relojoeiros da cidade. Para quem desejar subir, deve estar preparado para subir os seus 207 degraus da sua preservada escada de madeira, que é a original.

Torre Guinigi

Lucca - Torre Guinigi
Os carvalhos no alto da Torre

Pode ser avistada de longe e identificada pelos carvalhos que ficam no alto, para quem opta em subir, precisa se preparar para subir os degraus. Esta torre é do século XIV e possui 45 metros de altura. Nós não tivemos fôlego para subir os seus 25 lances de escada (ou 225 degraus), mas para quem tiver melhor preparado, foi me dito que a vista do alto vale muito a pena.

Vinho

Durante a nossa caminhada pelas ruas de Lucca, nos deparamos com um espaço onde estavam realizando degustação de vinho, mediante um valor era possível realizar a degustação. Como havíamos tomado Chopp no almoço, optamos em apenas observar.

Lucca - Degustação de vinho
Para quem não resiste uma degustação de vinho

Outros locais em Lucca que não entramos, ficando só a pesquisa e um motivo para retornar:
Catedral de San Martino: chama a atenção pelo aspecto assimétrico e estilos diferentes, foi fundada no século VI.
Basílica de San Frediano: Construída no século V, possui o nome do bispo e santo que pediu a sua construção.
Palazzo Pfanner: em seus jardins uma grande quantidade de estátuas da mitologia romana
Palazzo Mansi e a Pinacoteca: local onde se pode ver como viviam os moradores de Lucca em tempos mais antigos
Museu Nazionale di Villa Guinigi: possui pelas arqueológicas e de artistas de Lucca da idade média a 1700.

Vale a pena fazer as duas cidades em um dia?

Adoramos as duas cidades, mas uma coisa que me peguei refletindo enquanto escrevia este post é que o nosso perfil para bate-volta é uma única cidade.

Em nossas idas e vindas pela Toscana, acabei saindo com a sensação de não ter aproveitado as cidades 100%, sendo que uma delas sempre saia prejudicada em termos de visita. E a questão de fazer as duas caberem dentro do nosso tempo acionava aquela ansiedade extra, que não é exatamente legal nas férias.

Lucca - Ruas 2
Lucca tem opções para um dia inteiro de passeio

Então se você tem aquele toque de ansiedade extra como eu, talvez valha dar uma atenção extra onde se quer fazer bate-volta, pensar no seu ritmo de caminhada, e quem sabe dedicar um dia para Pisa e outro para Lucca.

Caso você não tenha muitos dias, ou tem um estilo mais rapidinho, ou ainda, não tem previsão de retornar a Toscana tão cedo, então vale passar pelas duas e quem sabe, como nós, planejar um retorno com mais calma na próxima oportunidade.

* Viagem realizada em Setembro/2019
* Alice estava com 6 anos e 4 meses
* Todas as despesas pagas por nós

Este post faz parte de uma blogagem coletiva onde outros viajantes também compartilham as suas dicas. Aproveite para descobrir outros #batevolta clicando nos links abaixo:

Expedições em Família – Bate Volta a partir de Belo Horizonte – 25 Destinos incríveis para visitar
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Disney e Outros Lugares Incríveis – O que fazer em Montreux – Roteiro de 1 e 2 dias

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Hospedagem em Florença: Hotel Collodi

Em nossa segunda ida a Florença, uma certeza eu tinha em relação a hospedagem: deveria ser próxima aos principais pontos turísticos da cidade. Neste post eu compartilho com vocês os critérios utilizados para a nossa seleção e claro, a nossa avaliação do Hotel Collodi.

Hotel Collodi - Interno
Hotel Collodi: pequeno e bonitinho

Florença tinha um dos maiores números de noites durante a nossa hospedagem: 4, e o valores eram similares aos de Veneza, o que nos fez baixar um pouco o número de estrelas nesta seleção.

Requisitos para Selecionar a Hospedagem

Como todos os viajantes, temos alguns requisitos mínimos para a escolha da nossa hospedagem. Como ocorreu em toda nossa viagem pela Itália, a reserva foi realizada pelos Hoteis.com .

Se tiver dúvida sobre a seleção de hospedagem leia o nosso post Planejamento: Como Reservar Hospedagem onde explico de forma mais detalhada o que costumamos observar em nossas viagens.

Pré-seleção:

Da mesma forma que ocorreu nas seleções dos hotéis para Roma e Veneza, perdemos o timing – ou comemos mosca em bom português – e todos os hotéis pré-selecionados estavam indisponíveis quando fomos realizar a reserva.

A razão disso é que fiz a seleção em maio para reservar em junho para uma viagem a ser realizada em setembro. Com isso fiz uma rápida segunda seleção, e no caso de Florença perdemos um pouco em qualidade.

Hotel Collodi - Quarto Teto
Teto do nosso quarto

O que consideramos na hospedagem em Florença:

Proximidade com a estação de trem S.M. Novella: Íamos chegar por ela com 2 malas de tamanho médio, duas mochilas, uma bolsa de mão, um assento de carro, e definitivamente não queríamos percorrer quilômetros. Além disso, o carro que alugamos para percorrer a Toscana também seria retirado ali. Então estar perto para ir e voltar com toda a tralha se fazia necessário (sim, nós ainda vamos aprender a viajar com menos coisas).

Proximidade com os principais pontos turísticos: tínhamos dois dias inteiros para percorrer a cidade, não queríamos perder tempo com transporte, estar a minutos de cada atração era valiosíssimo para aproveitar mais a nossa estada.

Café da manhã: como o tempo era precioso, não queríamos perder tempo procurando itens no mercado.

Avaliações: Acima de 8 no Hoteis.com e 4 no Tripadvisor.

Pagamento: permitir parcelamento pelo site, iniciando o pagamento antes de viajar em reais e sem iof.

Valores: as hospedagens tinham um valor entre médio e alto, então queríamos encontrar algo bom pelo valor médio.

Ficamos com 7 candidatos nesta peneira, mas o que eu mais gostei foi excluído devido a dois comentários, onde os hospedes se queixavam de a porta de acesso ser próxima a um ponto de venda de drogas. Com isso, optamos por quem tinha a melhor localização, o Hotel Collodi, um hotel 2 estrelas que virou nossa casa por quatro noites.

Hotel Collodi

Chegamos a noite em Florença, e em um primeiro momento as ruas de acesso ao hotel não nos pareceram muito simpáticas, sendo que a primeira pergunta da minha mãe foi: quantas noites vamos dormir aqui mesmo?

Mas como descobrimos a luz do dia a localização era bastante tranquila, e próximo a restaurantes e pontos turísticos, ficando em média 10 minutos dos principais. Não havendo o que reclamar neste quesito, e muito menos problema de segurança no local.

Hotel Collodi
Nome homenageia o criador de Pinóquio

O hotel em si é pequeno, possui 12 quartos distribuídos em 2 andares, e bonitinho por dentro. Possui um elevador pequeno, que serve basicamente para levar as malas.

Para os hospedes é disponibilizado wi-fi gratuito nos quartos e áreas públicas, no geral funcionou bem durante a nossa estadia.

Uma curiosidade: Collodi vem de Carlo Collodi, o pseudônimo do escritor italiano e jornalista Carlo Lorenzini, que tem entre suas obras o famoso clássico infantil As Aventuras de Pinóquio.

Recepção:

A recepção não é 24hs, e poucos dias antes de iniciar a nossa hospedagem o hotel entrou em contato perguntando que horas chegaríamos, como estávamos planejados para as 20hs, foi bastante tranquilo.

O check-in ocorre entre às 14hs e 22hs, sendo necessário se organizar previamente com eles caso se chegue após as 22hs. O horário de checkout é até às 11hs. Por isso, no check-in recebemos além da chave do quarto, uma chave para abrir a porta lateral, para quando chegássemos após as 22hs.

Durante a nossa estada sempre nos deparamos com dois atendentes: a Nadine e o Giovanni, que intercalavam os turnos. Ambos foram bastante gentis, nos deram mapas da cidade de Florença e se ofereceram para nos dar dicas. No geral víamos mais a Nadine, que todos os dias nos perguntava se estávamos gostando da cidade.

A taxa turística aqui foi de 3,00 euros por pessoa, exceto para a Alice, pois o imposto não é cobrado de crianças até 12 anos.

Quartos:

Ficamos em dois quartos duplos, no primeiro andar, localizados lado-a-lado. Os quartos eram simples, mas com um bom espaço. A minha única reclamação foi em relação ao banheiro do quarto em que fiquei. A quantidade de água que saia do chuveiro era muito pouca, e para lavar o cabelo acabei indo para o quarto da mãe e da Alice, cuja quantidade era normal.

Hotel Collodi - Quarto
Nosso quarto durante a estada em Florença

No quarto havia ar condicionado, máquina de café, secador de cabelo, televisão com canais a cabo, garrafa de água grátis e cofre. No banheiro sabonete.

Hotel Collodi - Banheiro
Banheiro do nosso quarto

A arrumação era realizada diariamente.

Café da Manhã

Era bastante simples, os produtos eram todos industrializados, nenhum feito por eles. Era oferecido pão, bolinhos, bolacha, iogurte, frios, doces e havia uma máquina de café, além de suco e água. Para quem desejasse era possível fazer torradas também.

Ao final do café, os hospedes deviam recolher tudo o que utilizaram e deixar no ponto indicado. Tudo muito simples, mas o suficiente para iniciar o dia sem fome.

Hotel Collodi - Café da manhã
Opções do café da manhã, foto do site do hotel

Com poucas mesas, não era possível todos os hóspedes tomarem café ao mesmo tempo, mas não tivemos que esperar em nenhuma das manhãs, pois quando chegávamos sempre havia uma ou duas mesas vagas.

Hotel Collodi - Sala café da manhã
Sala destinada ao café da manhã, foto do site do hotel

A reposição dos itens era realizada por quem estivesse na recepção, indicando que o local não possui muitos funcionários. E por isso a importância em colaborar na organização e limpeza do café da manhã.

Estacionamento

O hotel oferece estacionamento com manobrista por uma taxa de 30 euros por dia. Como nós só pegamos o carro alugado após o checkout, não sei como funciona a questão de acesso restrito e o local em si.

Animais

O hotel também aceita animais de estimação por uma taxa extra de 10 euros por noite. Não vimos nenhum durante a nossa hospedagem.

Nossa Avaliação:

Foi o hotel mais simples de toda a viagem, e depois da adorável surpresa de Veneza, provocou uma certa decepção na chegada. Mas no segundo dia, observando que era um hotel duas estrelas, com atendimento gentil e bem localizado, ficamos satisfeitos com ele.

Um ponto bem positivo foi que atenderam o nosso pedido prévio de nos colocar em quartos próximos, e achei bastante atencioso nos deixarem no primeiro piso, o que era uma felicidade ao retornar do jantar.

Hotel Collodi - Chuveiro
Não ficamos muito amigos durante a estadia

O hotel fornece o essencial, e para quem procura apenas um lugar para descansar o corpo após longas caminhadas, ele atende perfeitamente.

Você pode gostar se:
– Procura um lugar próximo à estação de trem;
– Quer estar próximo a bons restaurantes e principais pontos turísticos;
– Deseja café da manhã;
– Gosta de ser bem atendido;
– Quer wi-fi.

Você pode não gostar se:
– Gosta de mimos diferenciados;
– Gosta de café da manhã incrementado;
– Não abre mão de cama king-size.

Onde se hospedar em Florença – Outras Opções

Quer saber quais eram os outros hotéis pré-selecionados? Listamos eles abaixo, só não temos como avaliar a qualidade deles.

Hotel dei Macchiaioli
Hotel Palazzo Vecchio
Hotel Colomba
Hotel Aurora
7Florence B&B
Hotel Bella Firenze

Ficou com alguma dúvida? Já esteve em Florença e gostaria de compartilhar a sua dica de hospedagem? Deixe nos comentários, vamos ficar muito felizes.

* Viagem realizada em Setembro/2019
* Alice estava com 6 anos e 4 meses
* Hospedagem paga por nós

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Galleria degli Uffizi

Um dos pontos obrigatórios para quem visita Florença pela primeira vez, a Galleria degli Uffizi possui o principal acervo de pinturas renascentistas, tornando-a um dos museus mais famosos e importantes do mundo. Continuar lendo “Galleria degli Uffizi”

O que fazer em Pádua – Roteiro de 1 dia

Entre Veneza e Florença fizemos uma parada na cidade de Padova ou Pádua, onde fica a Basílica de Santo Antônio. A parada aqui não foi só turística e neste post eu vou lhes contar o motivo. Mas também não se restringe a basílica, e assim para quem quer ficar um pouco mais compartilhamos algumas opções de o que fazer na cidade. Continuar lendo “O que fazer em Pádua – Roteiro de 1 dia”

Basílica de São Marcos

Localizada na área central de Veneza a Basílica de São Marcos atraí turistas de todo mundo e é visita obrigatória para quem vai a cidade pela primeira vez.

Com arquitetura bizantina, a bela igreja fica localizada na Piazza de São Marcos, tendo como vizinho outra atração imperdível: o Palácio dos Doges. Continuar lendo “Basílica de São Marcos”