Gramado: Roteiro Raízes Coloniais

Que Gramado, na Serra Gaúcha, possui inúmeros museus, creio que quase todo mundo sabe. Mas você já pensou em conhecer casas e museus pessoais que contam a história dos que escolheram morar ali? Pois foi isso que resolvemos fazer em um mês de novembro.

Foi buscando outras opções pela cidade de Gramado que fui parar em uma página que vendia diferentes passeios que saiam da rota principal. Gostei de vários, e acabei escolhendo o Raízes Coloniais pela praticidade de buscar no hotel.

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Galleria della Accademia

Conhecida por abrigar uma das mais famosas esculturas já feitas, a Galleria della Accademia de Florença é a casa do David de Michelangelo e de muitas outras obras.

Um pouco da história da Galleria della Accademia

Também chamada de Museu de Michelangelo, sua fundação ocorreu no ano de 1794 com o objetivo de ser um local para os estudantes da Academia de Belas Artes. Com o tempo ela foi recebendo obras, como parte da coleção privada da família Médici e dos Lorenas, pinturas de conventos, até que em 1873 a estátua de David de Michelangelo Buonarroti foi transferida da Piazza della Signoria – hoje a praça possui uma cópia – para a Accademia, para fins de proteção e conservação.

Sua abertura para o público ocorreu em 1892, e com o tempo foi ganhando novas salas, como na década de 1950 quando foram abertas as salas Colosso e Bizantinas. Mais tarde vieram a gipsoteca de Lorenzo Bartolini e o departamento de instrumentos musicais.

Visitando a Galleria della Accademia

Comprei nossos ingressos antecipados para o horário de entrada entre as 09h30-09h45, chegamos uns dez minutos antes e entramos na fila para pessoas com horário marcado. Na hora agendada entramos, e após passar pela segurança iniciamos a nossa caminhada pelas salas.

Gesso preparatório da obra O Rapto das Sabinas

Sala do Colosso

A primeira coisa que vimos ao entrar foi o gesso preparatório da obra de Giambologna chamado o Rapto das Sabinas, que fica na Sala do Colosso, a original está na Piazza della Signoria. No local também há obras dos artistas fiorentinos dos séculos XV e XVI, como o melancólico quadro Santa Maria Maddalena de Filippino Lippi.

Santa Maria Maddalena

Outras obras que podem chamar a sua atenção é o Cenas de Vida Monástica, onde quatro santos são personagens de Paolo Uccello, Madonna col Bambino e São João batista de Botticelli, assim como o painel Deposição da Cruz de Filippino Lippi e Pietro Perugino.

Museu dos Instrumentos Musicais

Como a área em frente a Sala do Colosso estava muito aglomerada, nós fomos para o Museu dos Instrumentos Musicais, que reúne cerca de 40 instrumentos entre os séculos 17 e 19 que pertenciam as Famílias Medici e Lorena, incluindo o mais antigo piano vertical conhecido.

Instrumentos e área interativa que encantou a Alice

Esta foi a parte favorita da Alice, pois havia uma área interativa onde é possível mexer pequenas caixas de madeira e ver o som que elas emitem.

Galeria dos Prisioneiros

Retornando ao fluxo da obra principal, passamos pelo projeto que Michelangelo chamou de tragédia de sua vida, onde houve seis versões para os escravos que ficariam no túmulo do Papa Júlio II. Ao final também encontramos uma das quatro Pietà que o artista realizou durante a sua vida, esta é conhecida como Pietà di Palestrina.

Pietà di Palestrina

O David

Uma escultura de mármore branco com 5,17 metros de altura, com detalhes impressionantes do corpo humano, representa a figura de David, da história de David e Golias.

O impressionante David de Michelangelo

Michelangelo não esquece nada, das marcas dos ossos, das veias saltadas nos pés e nas mãos, indo das unhas sem esquecer a barriga tanquinho, a sensação que se tem é que a qualquer momento ele irá se movimentar e sair andando.

A escultura do corpo humano em seus mínimos detalhes

O momento que antecede a luta também está ali, representado pela tensão na musculatura, a mão direita segurando a pedra que atingiria Golias e a esquerda mantendo a funda em seu ombro. Suas feições, da testa franzida aos olhos expressivos trazem um misto de sentimentos em relação ao que ele irá enfrentar.

Enfim, só vendo ela de perto para entender todo o fascínio que o David de Michelangelo provoca.

Braços da Tribuna

Espaço com artes sacras de contemporâneos de Michelangelo, como a Deposição da Cruz de Agnolo Bronzino e a Anunciação de Alessandro Allori. Confesso que elas não atraem muito a minha atenção, então acabei passando mais rapidamente sem tirar fotos enquanto seguia a Alice para outro espaço.

Gipsoteca

A sala onde estão os gessos preparatórios de alunos e professores da escola de arte ficou conhecida aqui em casa pela sala dos pelados. São diversas obras de crianças e adultos, que podem ser só o busto ou de corpo inteiro, havendo várias de crianças desnudas.

Além dos gessos há também quadros que dão um colorido a sala praticamente branca.

Salas de 1200 e 1300

A arte Gótica Bizantina com suas figuras religiosas marca presença nestas salas, como a Árvore da Vida de Pacino di Buonaguida. Para quem gosta, e caso esteja aberto, pode ver mais destas obras no segundo andar.

Vale a visita?

Claro que vale, além de ter uma das obras conhecidas mundialmente, deve ser no mínimo um dos seus lugares a ir em uma primeira vez em Florença.

O museu é pequeno, podendo ser feito em uma hora, uma hora e meia. Se você viaja com criança, e ela não curte muito este tipo de passeio, este é tão fácil de percorrer que dificilmente haverá tempo de bater o tédio, principalmente se ela se interessar pela parte interativa. Claro, se você é super fã de obras de arte, este tempo com certeza será maior, mas nada que ocupe mais de um turno.

Nós gostamos bastante de realizar a visita pela manhã, sim haviam muitas pessoas, mas com o desvio que fizemos para a sala dos instrumentos, tivemos um pouco mais de tranquilidade, já que os corredores de pontos turísticos que entraram no mesmo horário já haviam passado pelo David.

Comprando o ingresso para Galleria della Accademia

A Accademia é o segundo museu mais visitado de Florença, então se você vai viajar em um período com maior movimentação, como foi o nosso caso, a melhor solução é comprar o seu ingresso pela internet, que possibilita escolher o horário e já sair com o roteiro planejado. Além disso existe limitação de visitantes, e com o ingresso reservado não há risco de ficar sem conhecer.

Nós compramos um mês antes no site oficial, mesmo local que adquirimos os ingressos da Galleria degli Uffizi, na época o valor foi de 12 euros por adultos e gratuito para a Alice. Todos pagaram a taxa de 4,00 euros do site.

Recebi um e-mail com a comprovação de compra dos ingressos, e como visitamos primeiro a Uffizi, recebemos todos ingressos impressos na sua bilheteria.

É possível comprar ingresso no local, sem a taxa do site, mas você corre o risco de perder um bom tempo em uma fila. Então caso esta seja a sua opção, fica a sugestão para pesquisar o movimento no período desejado.

O site oficial em que realizamos a compra foi o b-ticket administrado pela Firenze Musei.

Maiores informações

Endereço: Via Ricasoli, 58-60.

Horário
De terça a domingo: das 8:15 às 18:50 horas.
Fechado às segundas, 25 de dezembro, 1º de janeiro e 1º de maio.
Devido a COVID-19 estas informações sobre dia e horário de visitação podem mudar, recomendo sempre uma consulta antes para verificar o horário mais atual.

Transporte
Ônibus: linhas 1 e 17.

Lugares próximos que você pode combinar no roteiro por Florença: Complexo del Duomo.

* Viagem realizada em Setembro/2019
* Alice estava com 6 anos e 4 meses
* Todos os custos foram pagos por nós

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